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EZLN

Transmisión en vivo del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio). Viernes 24 de julio, 18:00 horas

Viernes 24 de julio, 18:00 horas

TRANSMISIÓN EN VIVO
Semillero Guerra contra la Humanidad

(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

Titze Malambé. “Radiografía del cuerpo en resistencia”
Vica Rule. “Potencia Travesti contra Realismo Capitalista. Propaganda para una militancia a favor de la vida”
Brenda Nava Galindo. “Habitar la fuga, crear otros mundos: el cimarronaje como memoria, territorio y resistencia antirracista frente al colonialismo”
Argelia Guerrero. “‘Danza para mujeres’… que luchan”
Comisión Sexta Zapatista: Marijose, Mía, Fernanda, Erika, Marely, Yuly y Remedios.

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Radio Zapatista

Dia 4 – Encontro “Guerra contra a Humanidade” (As populações e a natureza sob cerco)

Dia 4 do Semillero “Guerra contra la Humanidad”
(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

23 de julho de 2026
Cideci / Universidad de la Tierra, Chiapas

Neste quarto dia do Semillero “Guerra contra a Humanidade” (As populações e a natureza sob cerco), o Capitão Marcos informou que, até o dia anterior, havia 686 participantes de 28 geografias, além de mais de 200 zapatistas.

Ao longo da jornada, foram compartilhadas reflexões profundas e contundentes sobre migração, as diversas formas da guerra, a busca por pessoas desaparecidas e as corporações criminosas, tudo isso inserido na luta pela vida e na construção de alternativas.

A seguir, apresentamos um resumo das exposições, bem como os áudios e os links para os textos completos.


Bruno Miranda – “Olhares críticos sobre as migrações e as fronteiras”

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

As fronteiras não impedem a migração; elas produzem a ilegalidade.

Neste quarto dia do Semillero “Guerra contra a Humanidade”, o pesquisador Bruno Miranda propôs compreender o fenômeno migratório por outro ângulo: não foram as migrações que deram origem às fronteiras, mas sim as fronteiras e os Estados que produziram a figura do migrante. Nessa perspectiva, migrar deixa de ser um fato natural e passa a ser uma condição política construída pelo Estado e pelo capitalismo.

Durante sua apresentação “Olhares críticos sobre as migrações e as fronteiras”, Miranda propôs desnaturalizar tanto a migração quanto as fronteiras. Explicou que a mobilidade humana sempre existiu, mas a categoria de “migrante” surge com os Estados nacionais, capazes de definir quem pertence a um território e quem dele é excluído. Assim, as fronteiras não apenas delimitam países: elas classificam pessoas, autorizam determinadas mobilidades e criminalizam outras.

Segundo o pesquisador, as migrações foram fundamentais para a construção do capitalismo moderno. Cidades, ferrovias, agricultura e industrialização nas Américas foram erguidas pelo trabalho de milhões de migrantes. Entretanto, essa mesma força de trabalho indispensável à economia é posteriormente ilegalizada por políticas que transformam em “ilegais” pessoas antes aceitas quando o mercado precisava delas.

Nesse contexto, explicou que a chamada crise migratória funciona muitas vezes como um discurso político que justifica o endurecimento das políticas de controle. Sob essa lógica, fortalece-se a securitização das fronteiras: muros, vigilância militar, drones, sistemas biométricos e uma crescente cooperação entre instituições policiais e migratórias que tratam a mobilidade humana como ameaça à segurança nacional.

Miranda afirmou que essas políticas não buscam impedir totalmente a migração, mas administrá-la por meio de estratégias de dissuasão, obrigando as pessoas a percorrer rotas cada vez mais perigosas ou permanecer meses — e até anos — aguardando uma decisão migratória. Esse modelo também alimenta uma crescente indústria migratória, na qual centros privados de detenção obtêm lucros milionários com o encarceramento de migrantes.

Para quem consegue atravessar a fronteira, a violência não termina. Segundo Miranda, opera-se uma inclusão diferencial: os migrantes são incorporados ao mercado de trabalho porque sua mão de obra é necessária, mas continuam excluídos do pleno acesso a direitos e à cidadania. A fronteira deixa, assim, de ser apenas uma linha geográfica para tornar-se um mecanismo cotidiano de vigilância, medo e incerteza — o que ele definiu como internalização das fronteiras.

A isso somam-se práticas como o perfilamento racial, que considera suspeitas determinadas pessoas por sua aparência, e as deportações externalizadas, por meio das quais governos transferem migrantes para terceiros países, ampliando o controle migratório muito além de suas próprias fronteiras.

Longe de apresentar os migrantes apenas como vítimas, Bruno Miranda destacou que eles também constroem formas coletivas de resistência. As caravanas migrantes, afirmou, representam estratégias de cuidado mútuo, organização e defesa diante de uma ordem fronteiriça que busca administrar indivíduos, mas encontra na ação coletiva uma disputa permanente pelo direito de buscar uma vida digna.

Miranda nos convida, assim, a compreender a migração a partir de uma perspectiva crítica: reconhecer que, por trás de cada fronteira, existem decisões políticas, interesses econômicos e relações de poder que continuam determinando quem pode circular livremente e quem precisa arriscar a própria vida para fazê-lo. Mas também entender que a migração revela a resistência daqueles que insistem em buscar um lugar digno em um mundo marcado pelo despojo e pela exclusão.


David Barrios – “O fim das guerras e as lutas pelo futuro”

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

As guerras de hoje buscam controlar a vida e os territórios.

David Barrios afirmou que a militarização já não responde apenas a conflitos entre Estados, mas constitui uma estratégia para reorganizar territórios, apropriar-se dos bens naturais e disciplinar as populações. Diante desse cenário, defendeu o fortalecimento da organização comunitária e da defesa da Mãe Terra.

Em sua apresentação “O fim das guerras e as lutas pelo futuro”, explicou que as guerras contemporâneas deixaram de ser apenas confrontos militares para tornar-se uma ofensiva permanente destinada a controlar territórios, garantir o acesso aos bens naturais e reorganizar a vida dos povos em benefício do capital.

Barrios destacou que a militarização atual ultrapassa o âmbito estritamente militar, manifestando-se por meio da expansão de bases, operações de segurança, políticas de controle territorial, criminalização de populações e fortalecimento dos mecanismos de vigilância, que acompanham os processos de despojo em diferentes regiões do mundo.

Segundo ele, as disputas geopolíticas entre grandes potências também refletem uma crescente competição por minerais estratégicos, água, energia e outros recursos essenciais tanto para o desenvolvimento tecnológico quanto para a indústria militar. Nesse contexto, os territórios habitados pelos povos tornam-se espaços permanentes de disputa.

O pesquisador advertiu ainda que a chamada “guerra às drogas” serviu, em diversos países da América Latina, como justificativa para aprofundar processos de militarização e controle social. Em sua avaliação, essas estratégias não reduziram a violência, mas favoreceram a fragmentação dos territórios e a expansão de grupos armados que disputam recursos, rotas comerciais e atividades econômicas muito além do tráfico de drogas.

Também chamou atenção para o crescimento contínuo dos gastos militares em escala global, o desenvolvimento de novas tecnologias de guerra — como inteligência artificial e drones — e a ampliação da presença militar dos Estados Unidos em diversas regiões do continente, fatores que apontam para conflitos cada vez mais prolongados e complexos.

Apesar desse panorama, Barrios rejeitou a ideia de que o futuro esteja condenado à guerra. Destacou que as resistências construídas por povos, comunidades e movimentos sociais continuam demonstrando que existem alternativas ao despojo e à militarização.

“A luta pela Mãe Terra é também a luta pelo futuro”, afirmou, defendendo o fortalecimento da organização coletiva, da autonomia e da defesa da vida como resposta a uma época marcada pela violência e pela disputa pelos territórios.


Andrea Horcasitas Martínez – “Diante do horror: a busca e a promessa do reencontro”

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

A pesquisadora e ativista Andrea Horcasitas Martínez refletiu sobre o desaparecimento de pessoas no México como uma das expressões mais cruéis da guerra contra a humanidade. Agradeceu ao movimento zapatista por abrir um espaço de diálogo e destacou que sua análise nasce do aprendizado compartilhado com as famílias buscadoras. Sua exposição organizou-se em três eixos: o diagnóstico da crise, a disputa em torno dos números e a esperança construída pela busca coletiva.

Afirmou que o desaparecimento forçado não é um fenômeno novo nem exclusivo do México, mas que, desde o início da chamada guerra às drogas, o país atingiu níveis de violência sem precedentes na América Latina. Mais de 135 mil pessoas desaparecidas, milhares de valas clandestinas e dezenas de milhares de corpos sem identificação revelam uma crise que vai muito além das estatísticas.

Segundo a autora, o desaparecimento tornou-se uma tecnologia de guerra vinculada ao despojo territorial, ao deslocamento forçado, ao recrutamento compulsório e à acumulação de riqueza por meio da violência. As valas clandestinas transformaram a relação das comunidades com seus territórios, pois deixaram de existir apenas em locais remotos e passaram a aparecer também em cidades, escolas, parques e espaços cotidianos.

Na segunda parte de sua fala, denunciou o que chama de “guerra contra os números”: o esforço do Estado para minimizar a dimensão da tragédia por meio da manipulação estatística e de discursos que desumanizam as vítimas. Criticou a redução do problema a percentuais e categorias administrativas enquanto persistem a impunidade, a criminalização das pessoas desaparecidas e a ausência de investigações eficazes.

Por fim, contrapôs a essa política de esquecimento a resistência das famílias buscadoras. São mães, pais, irmãs, irmãos e filhos que, diante da ausência de respostas oficiais, organizam buscas, escavam a terra e constroem redes de solidariedade para encontrar seus entes queridos e todas as pessoas desaparecidas. A busca deixa de ser um ato individual e transforma-se em uma causa coletiva baseada na memória, na dignidade e na defesa da vida. Para Andrea Horcasitas, a esperança não consiste em negar o horror, mas na capacidade das famílias de transformar a dor em organização, solidariedade e resistência.


Raúl Romero – “Corporações criminosas e as lutas pela Vida”

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

Em sua apresentação “Corporações criminosas e as lutas pela vida”, Raúl Romero argumentou que a violência vivida no México não pode ser compreendida apenas como um problema de narcotráfico ou de insegurança, mas como expressão de um capitalismo criminoso que utiliza a guerra, o despojo e a violência para favorecer processos de acumulação de riqueza.

A partir de sua experiência junto a organizações sociais, famílias buscadoras e vítimas da violência, afirmou que a guerra iniciada em 2006 fortaleceu as organizações criminosas em vez de enfraquecê-las, deixando como saldo mais de 135 mil pessoas desaparecidas, centenas de milhares de assassinatos e deslocamentos forçados.

Romero sustenta que o crime organizado integra uma estrutura transnacional formada por atores legais e ilegais — banqueiros, empresários, políticos, forças de segurança, fabricantes de armas e grupos criminosos. Essas redes, que denomina corporações criminosas, funcionam como empresas globais diversificadas, atuando no tráfico de pessoas, armas e recursos naturais, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e cibernéticos, entre outras atividades.

O autor apresenta ainda o conceito de estatalidade criminosa, segundo o qual o Estado mexicano não fracassou, mas foi reconfigurado para responder às necessidades do capitalismo criminoso e do capitalismo extrativista. Nesse contexto, a fronteira entre o legal e o ilegal torna-se difusa quando instituições e governos colaboram com essas redes, garantindo impunidade e facilitando o despojo territorial associado aos megaprojetos. Para Romero, a militarização não representa uma solução; ao contrário, conviveu e alimentou a expansão do crime organizado.

Como contraponto, destacou as lutas pela vida, protagonizadas por povos indígenas e camponeses que defendem seus territórios, famílias buscadoras, organizações de direitos humanos, caravanas migrantes, coletivos juvenis e diversas iniciativas comunitárias que colocam a vida, a solidariedade e o bem comum no centro de sua ação política.

Segundo Romero, essas resistências representam uma alternativa ética e política ao capitalismo criminoso, apostando na organização coletiva, na memória, na arte, na cultura e na defesa dos territórios como caminhos para construir um mundo em que a vida prevaleça sobre a lógica do despojo, da acumulação e da morte.


Subcomandante Insurgente Moisés – Mensagem às famílias buscadoras

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

Falando em nome do Comitê Clandestino Revolucionário Indígena do EZLN, o Subcomandante Insurgente Moisés dirigiu uma mensagem às famílias buscadoras, expressando a solidariedade zapatista e reconhecendo sua luta como exemplo de dignidade, resistência e esperança.

Afirmou que os zapatistas se identificam com sua experiência porque, como povos originários, também foram historicamente invisibilizados e excluídos pelo sistema capitalista. Por isso, consideram as pessoas desaparecidas parte de sua própria família e compartilham a dor de quem as procura.

Anunciou que o EZLN decidiu aproximar-se das famílias buscadoras, reunir-se com elas na Cidade do México e, sobretudo, escutá-las, reconhecendo o valor de sua experiência e de sua luta.

Enquanto persistirem os desaparecimentos, a violência e a injustiça, afirmou, o México continuará distante do país que desejam construir. Somente por meio da organização coletiva, da luta e do trabalho conjunto será possível construir um país verdadeiramente justo e digno.

Por fim, fez um chamado aos povos do campo e da cidade para que se unam e se organizem, lembrando que ninguém resolverá esses problemas em seu lugar. A responsabilidade de transformar o presente cabe à sociedade civil organizada; somente assim será possível deixar um futuro melhor para as próximas gerações.


Capitán Insurgente Marcos

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

Ao encerrar o quarto dia do Semillero, o Capitão Marcos agradeceu às pessoas participantes por suas contribuições e refletiu sobre o impacto das exposições no público zapatista. Longe de apenas confirmar conhecimentos prévios, afirmou que as apresentações revelaram aspectos da realidade que ele próprio desconhecia e que enriquecem a análise zapatista sobre a crise atual.

Destacou a importância de articular diferentes formas de conhecimento — a experiência das comunidades, o trabalho científico, a pesquisa e a prática política — compreendendo que todas podem conduzir a conclusões comuns por caminhos distintos.

Também agradeceu o esforço das e dos palestrantes, que custearam suas próprias viagens e compartilharam generosamente seus conhecimentos com um público formado por ouvintes zapatistas, militantes, integrantes de organizações da sociedade civil, ativistas, pessoas solidárias e muitos outros.

Segundo o Capitão, as intervenções realizadas até o momento constituem um verdadeiro semillero de ideias e aprendizagens para o zapatismo. Concluiu agradecendo tanto aos que já participaram quanto aos que ainda participariam, expressando o desejo de que o encontro fortaleça a reflexão coletiva e que os aprendizados adquiridos sejam levados aos lugares de origem de cada participante, contribuindo para a construção de novas formas de organização e resistência.

Fotos: Alberto Vidal para RZ

Fotos: Radio Pozol

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EZLN

Transmisión en vivo del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio). Viernes 24 de julio, 13:00 horas

Viernes 24 de julio, 13:00 horas

TRANSMISIÓN EN VIVO
Semillero Guerra contra la Humanidad

(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

Vicente Moctezuma Mendoza. “Extracción, despojo, exclusión y resistencias en la Ciudad”.
Iracema Gavilán. “Mandatos de género y extractivismos: acciones desde el ecofeminismo”.
Comisión Sexta Zapatista.

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EZLN

Transmisión en vivo del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio). Jueves 23 de julio, 18:00 horas

Jueves 23 de julio, 18:00 horas

Transmisión en vivo
Semillero Guerra contra la Humanidad

(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

Andrea Horcasitas Martínez. “Frente al horror, la búsqueda y la promesa del reencuentro» 
Raúl Romero. «Corporaciones criminales y las luchas por la Vida”
Comisión Sexta Zapatista

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Grupo de trabajo Frontera Chiapas

Chiapas, la paz pendiente

📢 Chiapas, la paz pendiente
📖 Informe 2025 del Grupo de Trabajo Región Frontera

👉🏽 El presente informe documenta la situación de derechos humanos en la Región Sierra-Frontera de Chiapas durante el periodo comprendido entre diciembre de 2024 y diciembre de 2025, coincidiendo con el primer año de la administración estatal encabezada por Eduardo Ramírez Aguilar y la implementación de una nueva estrategia de seguridad presentada públicamente como un proceso de pacificación.

👉🏽 La investigación, realizada por el Grupo de Trabajo Región Frontera (GTRF), da continuidad al informe Asedio a la vida cotidiana, terror para el control del territorio y graves violaciones a los derechos humanos, publicado en enero de 2024. A partir de testimonios de habitantes de la región, entrevistas con personas expertas, información oficial y documentación de organizaciones de derechos humanos, este informe analiza tres fenómenos estrechamente vinculados: la desaparición forzada de personas, el desplazamiento forzado interno y los impactos de la estrategia de seguridad implementada por el Estado.

🔗 Consulta el informe y el sitio web aquí: https://grupotrabajofronterachiapas.org.mx/

#ChiapasLaPazPendiente #RegionFrontera #DesaparicionForzada #DesplazamientoForzado

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EZLN

Transmisión en vivo del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio). Jueves 23 de julio, 13:00 horas

Jueves 23 de julio, 13:00 horas

TRANSMISIÓN EN VIVO
Semillero Guerra contra la Humanidad

(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

Bruno Miranda. “Miradas críticas de las migraciones y las fronteras» 
David Barrios. «El fin de las guerras y las luchas por la Vida”
Comisión Sexta Zapatista

PROGRAMACIÓN COMPLETA DEL SEMILLERO AQUÍ

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Autoridades comunitarias: Región Costa-Montaña, Costa-Chica, Montaña Alta y Montaña Baja

CIPOG-EZ: Comunicado de aclaración y dignidad, desmentimos la acusación del Estado en contra de Enedina Galindo

21 de julio del 2026

AL CONGRESO NACIONAL INDÍGENA

-AL CONSEJO INDÍGENA DE GOBIERNO

-A LA SEXTA NACIONAL E INTERNACIONAL

-A LAS REDES DE RESISTENCIA EN REBELDÍA

-AL EJERCITO ZAPATISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL

-A LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN LIBRES Y DIGNOS

-A LAS ORGANIZACIONES DE LUCHAS DIGNAS EN GUERRERO

-A LOS PUEBLOS ORIGINARIOS INDÍGENAS Y CAMPESINOS DEL MUNDO, EN GUERRERO Y TODO MÉXICO.

El día 20 de julio, en el puente de Marquelia, los pueblos en resistencia se levantaron con dignidad para exigir justicia y la liberación de Jesús Plácido Galindo. Aclaramos que el bloqueo no fue encabezado por Enedina Galindo, sino por comunidades y pueblos organizados que, como siempre, caminan con la fuerza de la tierra y la memoria, defendiendo su derecho a existir con justicia y verdad. Enedina forma parte de esas comunidades, y su presencia no responde a un liderazgo individual, porque aquí no existen líderes, sino pensamientos colectivos. La lucha no pertenece a una sola persona, sino al pueblo entero que se reconoce en la palabra compartida y en la acción común. Ella participa como integrante de los pueblos que forman parte del Congreso Nacional Indígena (CNI), y desde ahí se suma a la resistencia colectiva que articula dignidades en todo el país.

Ese mismo día, fueron detenidos tres funcionarios de la Secretaría de Gobernación. Las comunidades, fieles a sus principios, los trataron con honra y respeto, porque los pueblos que han caminado a otro mundo no necesitan repetir los viejos patrones del Estado. La dignidad indígena se expresa en el trato humano, incluso hacia quienes representan a un gobierno que históricamente ha negado nuestros derechos.

Denunciamos que Francisco Rodríguez Sisnero acusó falsamente a Enedina Galindo de haber golpeado a los funcionarios. Esa acusación es mentira, carece de fundamento y busca dividir y personalizar una lucha que es del pueblo entero. En ningún momento se les dio mal trato; todo lo contrario, fueron respetados como seres humanos, porque nuestra lucha se forja en la dignidad y no en la violencia. No se vale que desde un escritorio, sin haber estado en el lugar de los hechos, se hagan señalamientos sin fundamento que buscan criminalizar y deslegitimar la voz de los pueblos.

Hoy reiteramos con firmeza: exigimos la liberación inmediata de Jesús Plácido Galindo, a quien el Estado le fabricó un delito. La criminalización de nuestros compañeros es una estrategia vieja del poder para intentar quebrar la fuerza de los pueblos, pero no lo lograrán. La memoria de nuestros abuelos y abuelas, que resistieron desde la invasión, nos recuerda que la verdad está de nuestro lado.

La movilización en Marquelia fue un acto de memoria viva: los pueblos que han resistido desde hace siglos, que han cuidado la tierra, la palabra y la comunidad, se levantaron una vez más para recordarle al Estado que la dignidad no se negocia. No se trata de nombres individuales, sino de la fuerza colectiva que sigue caminando, que sigue soñando, que sigue luchando por un mundo distinto.

Los pueblos que caminaron ese día en Marquelia lo hicieron con la certeza de que su lucha no es aislada, sino parte de una larga historia de resistencia indígena. Somos herederos de quienes defendieron la tierra contra el despojo, de quienes levantaron la voz contra la injusticia, de quienes nunca aceptaron ser silenciados. Nuestra palabra es semilla, nuestra acción es raíz, y nuestra dignidad es el fruto de siglos de resistencia.

Atentamente

Autoridades comunitarias: Región Costa-Montaña, Costa-Chica, Montaña Alta y Montaña Baja.

Por la restitución del derechos colectivos

Nunca más un México sin nosotros

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ASAMBLEA NACIONAL POR EL AGUA, LA VIDA Y EL TERRITORIO

¡Alerta Puebla! Riesgo a la integridad física y libertad de Renato Romero y Pascual Bermúdez de Xoxtla, Puebla

Al Ejército Zapatista de Liberación Nacional

Al Congreso Nacional Indígena -Concejo Indígena de Gobierno

A los pueblos que luchan y resisten en las comunidades originarias de Puebla.

A todos aquellos que vemos al ejemplo zapatista el camino donde podemos caminar juntos

A la sexta nacional e internacional

A la Europa Insumisa

HECHOS

El día de hoy, 22 de julio del 2026 llegó un grupo de más de 100 personas con actitud violenta identificados varios de ellos con apariencias de policías vestidos de civiles, con armas blancas, además de palos, a las inmediaciones del Poder Judicial de la Federación en Puebla, lugar donde se llevó a cabo la audiencia de los compañeros Renato Romero y Pascual Bermúdez criminalizados por defender el agua del pueblo de Xoxtla. Este grupo fue llevado por la patrulla de la policía estatal número 2148, claramente coordinados para amedrentar a los compañeros Renato y Pascual así como a los pueblos que les acompañan exigiendo libertad absoluta.

Las personas presentes amenazan a los compañeros y presionan para que salgan, portan pancartas con mensajes contra Renato Romero y a favor de los proyectos de muerte del gobierno estatal y federal, portan todos gorras blancas, lo cual es indicio claro de ser un grupo de choque enviado por el Estado para amedrentar a los compañeros.

ANTECEDENTES

Los antecedente de amenazas, acoso represión, y criminalizacion en contra de los pueblos empieza por las personas que son comprometidos y con voz firme en contra de la destrucción de la naturaleza y por tanto en contra de la destrucción de la vida.

    En la comunidad de San José Chiapa, donde pretenden imponer un mega basurero, mal llamado polo de desarrollo hay presencia contínua de policía y equipo táctico con tanquetas para amedrentar a la población que se organiza en contra de dicho proyecto de muerte.

    En la ciudad de Puebla, un grupo de golpeadores atacaron a manifestantes que se organizan en contra del cablebús, medios de comunicación alineados al gobierno difamaron a Renato Romero como dirigente de dicho grupo.

La violencia contra los pueblos y la guerra de exterminio se recrudece y se diversifica, los grupos de choque son parte de las estrategias para detener la lucha en defensa del agua, la vida y el territorio.

Cómo Asamblea Nacional por el Agua, la Vida y el Territorio hemos denunciado las mecánicas de guerra en dónde los programas sociales son la moneda de cambio para capacitar, formar y movilizar grupos paramilitares violentos muchas veces armados en diferentes territorios como Querétaro, Guerrero, Puebla, Xochimilco. Son movilizados para simular asambleas amañadas que avalen megaproyectos de muerte, también son movilizados para trasgredir el derecho legítimo a la protesta como son los halconazos, ahora son movilizados para amenazar la integridad física de nuestros compañeros Pascual y Renato.

EXIGIMOS

El cierte total de los procesos judiciales fabricados en contra de Renato Romero y Pascual Bermúdez defensores del agua en Xoxtla y San José Chiapa.

Exigimos garantías de seguridad de nuestros compañeros, quienes se encuentran en un grave riesgo a su integridad física por la presencia del grupo de choque con más de 100 personas en la audiencia que criminaliza su labor en la defensa territorial.

RESPONSABILIZAMOS

Al Estado mexicano:

Alejandro Armenta Mier gobernador del estado de Puebla por la intimidación , acoso, hostigamiento permanente criminalizacion y movilizacion de grupos de chique para violentar la integridad física, psicológica y labor de nuestos compañeros.

 Al Sistema de injusticia de Puebla (Poder Judicial de la Federación en Puebla) que ejecuta crímenes de Estado en contra de defensores del agua de pueblos originarios y adultos mayores, para favorecer la imposición de megaproyectos de muerte, la contaminación, sobreexplotacion , despojo y saqueo del agua en Xoxtla. Con todo un aparato de Estado.

A la presidenta Claudia Sheinbaum Pardo por pretender imponer proyectos altamente lucrativos a costa de la vida y la salud de poblaciones enteras, como lo es el mal llamado polo de desarrollo en San José Chiapa. El lucro con la muerte de nuestros pueblos es ya la estrategia política del presente gobierno.

LLAMAMOS

A los pueblos, organizaciones, colectivos e individuos a estar atentos y pronunciarse en contra de estos actos violentos en contra de quienes defienden la vida.

Hoy la guerra de exterminio se recrudece de manera importante, la violencia armada , psicológica y criminal se generaliza en nuestros pueblos, hoy el llamado es a mantenernos unidos a seguir organizandonos, a seguir convirtiendo la digna rabia en digna acción y enfrentar este sistema de muerte con movilización , con la palabra para que no nos encarcelen, nos violenten, amenazen, despojen, desaparezcan, torturen y/o asesinen.

¡Zapata vive, la lucha sigue!

¡El agua es de Xoxtla y se queda en Xoxtla!

¡NO AL MEGABASURERO EN SAN JOSÉ CHIAPA!

¡ALTO A LA VIOLENCIA CONTRA QUIENES DEFIENDEN LA VIDA!

¡ALTO A LA GUERRA CONTRA LOS PUEBLOS QUE LUCHAN Y RESISTEN!

¡ALTO A LA GUERRA CONTRA LOS PUEBLOS ORIGINARIOS!

ATENTAMENTE

TIERRA, AGUA Y LIBERTAD

HASTA QUE LA DIGNIDAD SE HAGA COSTUMBRE

EL AGUA ES EL COMÚN DE NUESTROS PUEBLOS

ASAMBLEA NACIONAL POR EL AGUA, LA VIDA Y EL TERRITORIO

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Comunidad indigena Tepehuana y Wixárika de San Lorenzo de Azqueltán

Mensaje de solidaridad de la comunidad indigena Tepehuana y Wixárika de San Lorenzo de Azqueltán ante la injusta detención y fabricación de delitos en contra del compañero Jesús Plácido Galindo 

«Nos sumamos a la exigencia de liberación inmediata e incondicional del compañero, exigimos que cese la persecución contra las comunidades del CIPOG-EZ»

https://www.facebook.com/share/v/1BZDBtxyut/

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Radio Zapatista

Día 2 – Semillero “Guerra contra la Humanidad”

Día 2 del Semillero “Guerra contra la Humanidad”
(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

21 de julio de 2026
Cideci / Universidad de la Tierra, Chiapas

Este segundo día del Semillero “Guerra contra la Humanidad” reunió las reflexiones de la periodista independiente y docente del ITESO Alejandra Guillén González, con la presentación “Desaparición y leva para la acumulación de capital. Grietas de resistencia ante el nuevo dominio”; del historiador e investigador Ilán Semo, que habló sobre “La caída del antiguo orden y las nuevas formas de la guerra”; del etnólogo Mauricio González González, con la ponencia “La guerra por otros medios: fracking en territorios insumisos”; y del politólogo y maestro en medio ambiente Pablo Montaño, con plática sobre “La palabra esperanza ante la Guerra contra la Naturaleza”. El Capitán Insurgente Marcos leyó el cuento “El amor y el desamor según Sombra, el guerrero”, y al finalizar el día interpeló a los dos últimos con algunas preguntas.

Son reflexiones desde diferentes ángulos que nos ayudan no sólo a enteder algunas de las diversas formas en que el Estado capitalista en general, y el mexicano en particular, devastan territorios y sociedades, sino también a vislumbrar la esperanza en las muchas formas de resistencia y construcción de otras realidades desde abajo.

Resumimos aquí las ponencias, y ofrecemos a los lectores los originales en audio y sus transcripciones completas en texto.


Alejandra Guillén – “Desaparición y leva para la acumulación de capital. Grietas de resistencia ante el nuevo dominio”

Texto de la ponencia completa aquí.

(Descarga el audio aquí)

Alejandra Guillén analizó cómo las desapariciones y el reclutamiento forzado forman parte de una estrategia de acumulación de capital ligada a la expansión de corporaciones criminales, en complicidad con intereses económicos y estatales. A partir del caso de Jorge, desaparecido en 2012 en Jalisco, sostiene que desde esos años comenzó un modelo de esclavitud y leva destinado a formar ejércitos para controlar territorios, proteger negocios legales e ilegales y facilitar el despojo de recursos naturales.

La autora explica que esta violencia no puede entenderse de manera aislada. La desaparición de personas, el desplazamiento forzado, la devastación ambiental y el saqueo de bosques, minas y tierras responden a una misma lógica. En regiones como Jalisco, Michoacán y la Sierra Madre Occidental, la destrucción de comunidades campesinas e indígenas ha ido acompañada del avance de megaproyectos, monocultivos y economías criminales. El objetivo es vaciar los territorios para ejercer un control total sobre ellos.

Guillén describe el funcionamiento del reclutamiento forzado: mediante engaños, falsas ofertas de empleo, detenciones arbitrarias o amenazas, miles de jóvenes son llevados a centros de entrenamiento donde son sometidos a violencia extrema para convertirlos en integrantes de grupos armados. Quienes sobreviven son enviados a distintos estados donde continúan las disputas territoriales. Esta maquinaria requiere transformar a las víctimas en victimarios para garantizar el dominio y la expansión del negocio criminal.

Guillén subrayó también el papel fundamental de las madres buscadoras, quienes han revelado la magnitud del fenómeno, documentado centros de reclutamiento y obligado al país a mirar una realidad que durante años permaneció oculta. Gracias a su trabajo se han conocido testimonios y evidencias que permiten comprender mejor la estructura de estas redes.

Frente a este panorama, Guillén identifica espacios de resistencia. Destaca comunidades como Ostula, Cherán y diversos pueblos wixaritari, donde la organización comunitaria, la defensa del territorio, la vida espiritual y el vínculo con la naturaleza han dificultado el avance de estas formas de dominación. Recupera además las voces de docentes y habitantes indígenas que afirman que la protección del territorio y la relación con la Madre Tierra son inseparables del cuidado de la vida y de las nuevas generaciones.

Guillén concluye que la desaparición de personas, la guerra contra las comunidades y la devastación ambiental forman parte de un mismo proceso de despojo. Ante ello, plantea que las enseñanzas de las madres buscadoras y de los pueblos organizados muestran que aún existen grietas de resistencia. El desafío es impedir que continúe el reclutamiento y la desaparición de más personas, fortalecer la defensa comunitaria del territorio y evitar que la violencia tenga la última palabra.


Ilán Semo – “La caída del antiguo orden y las nuevas formas de la guerra”

Texto completo de la ponencia aquí.

(Descarga el audio aquí)

El historiador Ilán Semo inició celebrando la próxima llegada de los zapatistas a la Ciudad de México en diciembre de este año, pero aclaró que la capital ha perdido gran parte de su tradición de organización social y participación política. Describió una ciudad marcada por el aislamiento, el uso excesivo de las pantallas, el predominio del automóvil y el miedo derivado de la violencia, elementos que considera parte de una estrategia de control social.

Para desarrollar su argumento, recurrió a una antigua leyenda persa en la que un pretendiente elige un blasón de cobre en lugar del oro o la plata, porque representa la pertenencia a una comunidad y a un territorio. A partir de esta historia, explicó las ideas de Pufendorf y Clausewitz sobre la guerra: el objetivo principal no es solo conquistar territorios, sino destruir el sentido de comunidad del adversario y, posteriormente, imponer un nuevo orden o hegemonía. Relacionó esta interpretación con diversos procesos históricos, como la conquista de América, la Independencia de México, el colonialismo europeo y las dos guerras mundiales.

Semo sostiene que las guerras contemporáneas han cambiado profundamente. Ya no buscan únicamente derrotar militarmente al enemigo, sino fragmentar a las sociedades mediante la destrucción de sus vínculos comunitarios. Como ejemplos menciona conflictos recientes en Palestina, Siria, Libia y Ucrania, donde predominan los ataques aéreos, el uso de drones, la vigilancia digital y la llamada “guerra cognitiva”, cuyo propósito es sembrar dudas, desinformación y desconfianza dentro de la población. Asimismo, destaca la importancia de la disputa por las narrativas, pues quien controla el relato puede influir en la percepción de la realidad y fortalecer su poder.

En el ámbito internacional, interpreta conflictos como el de Irán desde una perspectiva geopolítica y económica, argumentando que están vinculados a la defensa de la hegemonía del dólar y al surgimiento de nuevos equilibrios económicos en Asia. Advierte además sobre el riesgo creciente de una confrontación entre grandes potencias y la posibilidad de una escalada nuclear.

Finalmente, traslada este análisis al caso mexicano. Afirma que el narcotráfico ha sido utilizado como una técnica de gobierno que genera miedo, limita la vida comunitaria y facilita el avance de intereses económicos y políticos. Concluyó ampliando su reflexión hacia la crisis ambiental y el maltrato animal, señalando que la destrucción de la naturaleza y de los ecosistemas también implica la destrucción de las comunidades humanas. Por ello, defiende la protección del territorio, de la vida y de todas las especies como elementos indispensables para construir un futuro común.


Capitán Insurgente Marcos – “El amor y el desamor según Sombra, el guerrero”

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El Capitán Insurgente Marcos leyó el cuento llamado “El amor y el desamor según Sombra, el guerrero”, que según explicó, va dirigido a los 200 escuchas zapatistas sentados al fondo del auditorio, así como a todas las bases de apoyo escuchando la transmisión en los diferentes caracoles.

Con humor, el cuento reflexiona sobre la figura del guerrero desde la cosmovisión maya y zapatista. A partir de un diálogo con un personaje que vive “entre las sombras”, recupera una enseñanza del Popol Vuh: los primeros seres humanos podían comprender al mismo tiempo el todo y las partes, una capacidad que los dioses limitaron, pero cuyo recuerdo permanece fragmentado en la memoria de los pueblos.

Las comunidades mayas no fueron derrotadas sólo por los conquistadores, dice el narrador, sino también por la división, la envidia y la adopción de los valores del opresor, como la ambición, la competencia y el individualismo. Frente a ello, la principal tarea del guerrero es reconstruir la memoria colectiva, buscar los conocimientos dispersos, aprender de otros pueblos y fortalecer el sentido de comunidad sin perder la propia identidad.

La tierra, el agua, la naturaleza y la memoria no son mercancías ni propiedad de nadie, sino bienes comunes que deben ser protegidos. Por ello, el verdadero enemigo no es una persona en particular, sino el sistema que convierte la vida en objeto de explotación y destruye culturas, territorios y pueblos.

El guerrero no se distingue por su fuerza física, sino por su capacidad de estudiar, cuestionar, aprender y mirar más allá del presente. Debe comprender tanto el pasado como el futuro, reconocer que necesita de los demás y construir alianzas con quienes también luchan por la vida y la justicia. Su misión no es conquistar ni dominar, sino defender la libertad, la dignidad y la Madre Tierra.

El cuento concluye afirmando que el guerrero es quien puede imaginar un mundo que todavía no existe y trabajar colectivamente para hacerlo realidad. A esa capacidad de soñar un futuro diferente, los pueblos zapatistas la llaman luchar.


Mauricio González González – “La guerra por otros medios: fracking en territorios insumisos”

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Mauricio González inició recordando su participación en la presentación del informe sobre los impactos psicosociales del caso Ayotzinapa y expresó su indignación por la reciente recomendación de la Comisión Nacional de los Derechos Humanos, la cual revictimiza a las familias y exculpa al Ejército.

A partir de ello, introdujo el tema central de su exposición: el fracking, entendido como una forma de guerra contra los territorios y las comunidades. Explicó que el fracking o fractura hidráulica es una técnica para extraer gas y petróleo mediante perforaciones profundas e inyección de grandes volúmenes de agua, arena y sustancias químicas. Con base en investigaciones científicas y testimonios recopilados durante más de quince años, sostiene que esta práctica provoca contaminación del agua y del aire, pérdida de biodiversidad, daños a la agricultura, afectaciones a la salud, conflictos sociales y deterioro de las formas de vida de los pueblos indígenas.

El impulso al fracking responde al agotamiento de los yacimientos convencionales de hidrocarburos y a la dependencia energética de México respecto al gas importado de Estados Unidos. Pese a las promesas de prohibir esta técnica, el gobierno impulsa el llamado “fracking sustentable”. González advirtió que su desarrollo pone en riesgo a millones de personas, comunidades indígenas, ejidos y territorios con graves problemas de disponibilidad de agua, mientras que los beneficios energéticos serán limitados y de corta duración.

Frente a este panorama, destacó la resistencia organizada de comunidades, asambleas y organizaciones que se han declarado libres de fracking y han promovido acciones legales para impedir su expansión. Subrayó que estos pueblos no sólo defienden su territorio, sino que mantienen formas de producción y cuidado de la naturaleza que generan biodiversidad y fortalecen la vida comunitaria.

González concluyó argumentando que el modelo energético basado en los combustibles fósiles es inseparable del capitalismo y de la explotación de los territorios. En lugar de una simple transición energética, propone una transformación socioenergética sustentada en relaciones comunitarias, antipatriarcales, anticapitalistas y respetuosas de la naturaleza. El zapatismo, dijo, es una fuente de inspiración para imaginar y construir alternativas que defiendan la vida y los territorios.


Pablo Montaño – “La palabra esperanza ante la Guerra contra la Naturaleza”

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Pablo Montaño discutió la guerra contra la naturaleza como consecuencia del modelo capitalista basado en la extracción de recursos y el uso de combustibles fósiles. El caso de las escuelas de Paraíso, Tabasco, ubicadas junto a la refinería de Dos Bocas, demuestra cómo el llamado “desarrollo” afecta directamente la salud, el ambiente y la vida cotidiana de las comunidades.

Montaño explicó que el cambio climático representa la expresión más grave de esta crisis. El aumento de la temperatura global, provocado por las emisiones de dióxido de carbono, ya genera fenómenos como sequías, incendios, huracanes e inundaciones, además de acelerar una sexta extinción masiva de especies. Señala que las grandes petroleras conocían estos riesgos desde la década de 1970, pero ocultaron la información y promovieron campañas de desinformación para proteger sus intereses.

Un elemento central de las reflexiones es la batalla por las narrativas. Empresas y gobiernos han impuesto conceptos como “gas natural”, “progreso” o “desarrollo” para justificar proyectos extractivos, sembrando dudas sobre los impactos ambientales. Frente a ello, es necesario construir nuevas narrativas que fortalezcan la organización social y permitan imaginar alternativas al modelo actual.

La esperanza, afirmó Montaño, no proviene de los gobiernos ni de las grandes corporaciones, sino de las comunidades organizadas que defienden sus territorios. Compartió ejemplos de resistencias exitosas, como la oposición a plantas industriales, puertos, megaproyectos y la defensa de ríos y ecosistemas, donde la comunicación, la solidaridad y la participación de colectivos urbanos han fortalecido las luchas locales.

Finalmente, concluyó que la esperanza no consiste en ignorar la gravedad de la crisis, sino en reconocer que ya existen experiencias que demuestran que es posible detener el despojo y proteger la vida. La defensa del territorio nace del vínculo con los lugares que habitamos y de la organización colectiva para construir futuros más justos y sostenibles.


Capitan Marcos – Preguntas para los ponentes

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Finalmente, el Capitán Marcos planteó una provocadora pregunta, irónica y juguetona, pero no por eso menos seria, para los ponentes (y de paso, para todxs nosotrxs):

“Si ustedes mismos me dicen que en la comunidad está la salvación, la esperanza, la posible salida de esta pesadilla, entonces, con toda fraternidad, ¿qué madres están haciendo?

Fotos: Radio Pozol