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Radio Zapatista

Dia 1: Encontro “Guerra contra a Humanidade”

“Um crime nos convoca”, disse o Capitão Insurgente Marcos na inauguração do Encontro “Guerra contra a Humanidade” (As populações e a natureza sob cerco), neste 20 de julho de 2026, no Cideci/Universidade da Terra, em San Cristóbal de Las Casas, Chiapas

(Baixe o áudio aqui)

um crime transbordando sangue, lama e merda; uma história que começa com a injustiça entronizada, a dor democratizada, a destruição que gera riqueza, prosperidade e desenvolvimento, a morte como programa de governo e símbolo do progresso: quanto mais mortes, mais modernidade em uma civilização. Um crime nos convoca, o crime por excelência, o crime transformado em sistema; um crime tão transparente que a luz não o atravessa, mas o transforma em espelho, em um prisma que se desfaz em cores agradáveis, desejáveis, atraentes, da moda, enfim; um crime tão popular que acumula trilhões de curtidas de suas próprias vítimas sacrificiais e, ainda assim, permanece insatisfeito.

O criminoso — o Estado capitalista — concentra-se agora em reprimir ou exterminar “os que sobram”, não apenas porque não são lucrativos, mas sobretudo porque representam o outro, o que não é homogêneo e, portanto, com sua diferença, desafiam o sistema.

Este encontro — um semillero (viveiro) de pensamento crítico — surge da necessidade urgente de refletir para compreender melhor o criminoso. Ao longo de cinco dias, pensadoras e pensadores refletirão sobre a configuração atual do Estado capitalista, tanto no México quanto no mundo; a devastação ecológica; a privatização de bens comuns, como a água; o fraturamento hidráulico (fracking); o ser humano como vítima, mas também como desafio ao sistema; a história como ferramenta de opressão e as histórias dos de baixo como arma de luta; o horror vivido na Palestina e a dignidade da resistência; as famílias que buscam pessoas desaparecidas; a reorganização urbana; a luta das mulheres; e o terror da extrema direita.


Gilberto López y Rivas – “Terrorismo global de Estado, militarização e recolonização dos territórios”

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Segundo a análise de López y Rivas, o capitalismo contemporâneo atravessa uma nova etapa caracterizada pelo aprofundamento da violência, da militarização e da recolonização dos territórios. Diferentemente de fases anteriores, nas quais o sistema mantinha certos mecanismos de mediação social, hoje predominam a coerção, a guerra, a criminalização dos protestos e o desmonte dos direitos conquistados pela classe trabalhadora.

O capitalismo atual conduz, assim, a uma crise civilizatória que se manifesta naquilo que os zapatistas chamam de “a tempestade”: mudança climática, esgotamento dos recursos naturais, destruição da biodiversidade, pobreza, migrações forçadas, guerras e aumento de diversas formas de violência.

O terrorismo global de Estado, liderado principalmente pelos Estados Unidos e respaldado por outras potências e organismos internacionais, constitui um instrumento fundamental para impor essa nova fase de acumulação capitalista por meio de intervenções militares, ocupações territoriais e da violação sistemática do direito internacional. “Os Estados Unidos, como potência hegemônica, instauraram a barbárie como um processo devastador para a humanidade e para a natureza”, afirmou López y Rivas.

No caso do México, os governos da chamada “Quarta Transformação” (4T) deram continuidade a processos iniciados durante o período neoliberal. A expansão dos megaprojetos, o fortalecimento do papel das Forças Armadas e a crescente participação do crime organizado configuram uma estratégia de militarização e controle territorial que afeta especialmente comunidades indígenas, camponesas e movimentos sociais. Sob o governo da 4T, o país foi militarizado como nunca antes em sua história. “A instituição militar realiza atualmente mais de 200 funções (…) que não estão previstas na Constituição nem em suas leis regulamentares”, afirma López y Rivas. Ao mesmo tempo, ao paramilitarismo — instrumento encoberto do Estado para assediar, deslocar e enfraquecer organizações populares sem assumir publicamente a responsabilidade pela violência, historicamente utilizado como mecanismo de contrainsurgência — soma-se agora o narcoparamilitarismo.

Diante desse cenário, os povos maias zapatistas, o EZLN, o Congresso Nacional Indígena e os diversos coletivos e organizações que lutam pela vida constituem uma alternativa real. Uma alternativa que não passa pela disputa do poder estatal, mas pela organização desde baixo, pela autonomia, pelo autogoverno, pelo princípio de “mandar obedecendo” e pela construção cotidiana de formas comunitárias de democracia.

López y Rivas concluiu convocando a academia, os artistas, os meios de comunicação, o magistério, os estudantes e todos os setores comprometidos com o pensamento crítico a acompanhar as lutas dos povos. Diante da crise do capitalismo e das múltiplas formas de violência contemporânea, torna-se indispensável fortalecer a organização coletiva, desenvolver um pensamento crítico capaz de compreender as transformações do mundo e manter viva a construção de alternativas voltadas para a defesa da vida, da justiça e da dignidade.


Alicia Castellanos – “Racismo y violencia contra los pueblos”

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Alicia Castellanos apresentou uma reflexão crítica sobre a relação entre racismo, violência e as formas contemporâneas de dominação que afetam povos e comunidades em diferentes regiões do mundo. Sua reflexão parte da ideia de que vivemos uma etapa de crise civilizatória marcada por uma profunda desigualdade, pela degradação ambiental e pela expansão de diversas formas de violência vinculadas ao capitalismo contemporâneo.

O racismo, explica Castellanos, é uma construção histórica que surgiu e se consolidou durante a expansão colonial europeia. Desde o século XVIII, a ideia de “raça” foi utilizada para estabelecer hierarquias entre os povos e justificar processos de dominação, exploração e espoliação. Embora hoje o conceito racial costume aparecer de maneira menos explícita, seus mecanismos persistem por meio de novas formas de exclusão baseadas em diferenças culturais, nacionais, religiosas, econômicas ou políticas.

Para Castellanos, o racismo funciona como uma ferramenta de poder que permite construir o “outro” como uma ameaça: um inimigo que deve ser controlado, expulso ou eliminado. Essa lógica esteve presente em diferentes processos históricos de colonialismo, genocídio, guerras e perseguições contra povos considerados inferiores ou perigosos.

Essa função do racismo também se aplica aos conflitos contemporâneos, especialmente ao genocídio do povo palestino, às políticas migratórias dirigidas contra comunidades estrangeiras e ao crescimento de discursos nacionalistas e autoritários que transformam determinados grupos sociais em bodes expiatórios durante períodos de crise. A normalização do ódio por parte das instituições e dos governos, adverte, abre caminho para formas extremas de violência.

Castellanos lembra que o escritor libanês Amin Maalouf propõe a ideia de “identidades assassinas”: “aquelas que reduzem a identidade de uma pessoa ou de um povo a uma única pertença”, servindo de fundamento para a violência contra os “outros” e para processos genocidas contemporâneos, como os ocorridos na Guatemala e, agora, na Palestina.

No caso do México, os megaprojetos de desenvolvimento — especialmente o “Trem Maia” — constituem exemplos paradigmáticos do racismo dirigido contra os povos originários. Esses projetos implicaram processos de transformação territorial, impactos ambientais, perda de biodiversidade, pressão sobre comunidades indígenas e uma crescente participação das Forças Armadas em atividades civis e econômicas. Nesse contexto, a militarização do território modifica as relações comunitárias e afeta os direitos coletivos dos povos.

Para os povos maias, a terra não representa apenas um recurso econômico, mas um espaço de memória, identidade, cultura e reprodução da vida. A destruição de ecossistemas, cenotes, florestas e formas tradicionais de organização comunitária constitui, assim, uma ameaça não apenas ambiental, mas também cultural.

A resistência e a organização desde baixo — especialmente aquelas impulsionadas pelos povos zapatistas e pelo Congresso Nacional Indígena — constituem uma resposta a esse cenário: formas alternativas de exercer o poder baseadas na autonomia, na participação comunitária e no princípio de “mandar obedecendo”.

Assim como López y Rivas, Castellanos conclamou ao fortalecimento do pensamento crítico como ferramenta para compreender as transformações do mundo atual e imaginar alternativas diante da violência, do racismo e da destruição ambiental. A resposta às chamadas “identidades assassinas” e às estruturas de dominação deve ser a construção de um “nós” fundamentado na solidariedade, na justiça, na igualdade e no respeito à diversidade.

Diante das forças que promovem a espoliação e a exclusão, os povos organizados mantêm viva a possibilidade de construir outros mundos sustentados na dignidade, na autonomia e na defesa da vida.


Wilfrido Gómez Arias – Nossa água, suas concessões: a arquitetura jurídica da espoliação e da concentração da água no México

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A água é um elemento essencial para a vida e encontra-se em constante movimento por meio do ciclo hidrológico. No entanto, sua distribuição no México é desigual. Enquanto algumas regiões do sudeste concentram grandes volumes de precipitação e disponibilidade hídrica, extensas áreas do norte enfrentam condições de escassez. Essa desigualdade natural foi agravada por um modelo de gestão que permitiu a superexploração, a contaminação e a concentração da água.

A partir do período neoliberal, foram promovidas transformações legais e institucionais que modificaram a relação do Estado com a água. A criação da Comissão Nacional da Água (CONAGUA), em 1989, e a promulgação da Lei de Águas Nacionais, em 1992, estabeleceram um sistema baseado em concessões, por meio do qual o Estado concedeu direitos administrativos para extrair, utilizar e explorar determinados volumes de água durante longos períodos.

Esse modelo transformou o acesso à água em um direito administrativo passível de acumulação, transferência e defesa jurídica. Embora a Constituição estabeleça que a água pertence à nação, o sistema de concessões permitiu que grandes agentes econômicos concentrassem volumes significativos, enquanto muitas comunidades e povos ficaram sem o reconhecimento formal de seus direitos históricos sobre suas fontes de água.

A ausência de um planejamento hídrico adequado provocou um processo de superconcessão. Em diversos aquíferos e bacias hidrográficas passou-se a extrair mais água do que aquela disponível para sua recuperação natural. Como consequência, centenas de aquíferos apresentam redução de suas reservas, e numerosas bacias mostram sinais de degradação. A atual crise da água não é apenas um problema de disponibilidade natural, mas também o resultado de decisões políticas, jurídicas e econômicas.

Os principais beneficiários do modelo de concessões foram grandes usuários públicos e privados ligados a setores como o agronegócio, a mineração, a indústria de transformação, a indústria de bebidas, o setor energético, o mercado imobiliário e grandes empreendimentos urbanos. Enquanto algumas empresas possuem concessões para extrair enormes volumes de água, inúmeras comunidades enfrentam desabastecimento, distribuição irregular, dependência de caminhões-pipa e degradação de suas fontes locais.

Os povos indígenas e os sistemas comunitários de gestão da água foram particularmente afetados. Embora historicamente tenham protegido nascentes, rios e áreas de recarga hídrica, suas formas tradicionais de administração não foram plenamente reconhecidas pelo marco jurídico. Em muitos casos, as fontes de água utilizadas pelas comunidades foram registradas em nome de municípios, particulares ou empresas.

Em 2012, o direito humano à água foi reconhecido constitucionalmente, estabelecendo que toda pessoa deve ter acesso à água suficiente, salubre, aceitável e acessível para suas necessidades pessoais e domésticas. No entanto, as reformas promovidas em 2025 não alteraram de forma substancial a estrutura do sistema de concessões. Embora tenham introduzido algumas mudanças administrativas, mantiveram a lógica central que permitiu a concentração da água nas mãos de poucos usuários.

Garantir o direito humano à água significa muito mais do que fornecer água por meio de caminhões-pipa ou garrafas. Significa assegurar um acesso permanente, seguro e digno, com sistemas públicos eficientes, participação cidadã e reconhecimento das comunidades que historicamente cuidaram da água.

A problemática da água no México reflete uma disputa entre duas visões: uma que compreende a água como mercadoria e outra que a reconhece como um bem comum indispensável à vida. Resolver a crise hídrica exige recuperar uma perspectiva baseada na justiça social, ambiental e territorial, na qual a água seja administrada para garantir a vida das pessoas, dos ecossistemas e das gerações futuras.


Carlos Tornel – “Capitalismo, guerra total e a rebelião do vivo”

(Baixe o áudio aqui)

As palavras de Carlos Tornel partiram da provocação formulada pelo zapatismo há mais de duas décadas: a ideia de que vivemos uma Quarta Guerra Mundial, uma guerra que não se limita ao campo militar, mas atravessa a economia, a cultura, a informação, os territórios, os corpos e todas as formas de vida. Seu objetivo não é apenas derrotar inimigos, mas destruir, disciplinar ou reorganizar aquilo que não pode ser facilmente transformado em mercadoria: povos, memórias, autonomias, territórios comuns e formas distintas de se relacionar com a vida.

Essa guerra constitui um aspecto fundamental do funcionamento do capitalismo. Desde suas origens, a expansão capitalista dependeu da espoliação, da apropriação dos bens comuns e da transformação da natureza e das relações sociais em mercadorias. Hoje, diante do esgotamento dos recursos, da crise climática e das resistências territoriais, o capitalismo não reduz sua expansão; ao contrário, abre novas fronteiras de extração: mineração, combustíveis fósseis, minerais críticos e grandes infraestruturas energéticas e logísticas.

A crise ecológica não afeta toda a humanidade da mesma maneira. Não existe uma responsabilidade equivalente diante da degradação ambiental: as classes sociais, o gênero, a geografia e as relações coloniais determinam quem consome, quem decide e quem enfrenta as consequências. Por isso, a crise climática não pode ser compreendida como resultado de uma humanidade abstrata, mas como consequência histórica de um sistema baseado na acumulação, no colonialismo, no patriarcado e na exploração.

A guerra contra a natureza nasce de uma separação moderna entre a humanidade e o mundo vivo. A natureza foi transformada em objeto, recurso e propriedade, enquanto certos povos foram colocados do lado daquilo que seria “natural”, tendo sua autonomia e legitimidade negadas. Essa lógica permitiu justificar a conquista, o “desenvolvimento” e o “progresso” como caminhos universais, ocultando a violência necessária para impô-los.

Na atualidade surge uma nova forma de colonialismo climático. A crise ambiental já não é apenas negada; ela também é convertida em oportunidade de acumulação. Os mercados de carbono, as compensações ambientais, a mineração “verde” e determinadas formas de transição energética podem reproduzir as mesmas lógicas de espoliação sob uma nova linguagem de sustentabilidade. Os minerais necessários para as tecnologias digitais, energéticas e militares geram novas disputas territoriais, enquanto comunidades e ecossistemas são transformados em zonas de sacrifício.

Tornel também criticou a “maldição do ambientalismo”. Quando o cuidado da Terra se transforma em uma tarefa técnica administrada por especialistas, indicadores e mercados, a conservação perde seu vínculo com os territórios e converte-se em uma forma de governança que mede, controla e administra a natureza sem modificar as relações econômicas que produzem a devastação. A crise ecológica acaba sendo transferida para o indivíduo por meio da figura do “sujeito climático”, responsabilizado por mudar seus hábitos, enquanto as grandes estruturas de poder permanecem intactas.

Diante dessa situação, a proposta é “a rebelião do vivo”. A Terra não deve ser entendida como um objeto externo que precisa ser salvo, mas como a trama de relações da qual fazemos parte. Defender um rio, uma floresta, uma montanha ou um território significa defender comunidades, memórias, conhecimentos e modos de vida. A autonomia, o comum e as resistências territoriais demonstram que existem outras maneiras de organizar a existência para além da lógica da mercadoria.

A ideia de que somos a própria natureza defendendo a si mesma implica recuperar os vínculos com os territórios, reconstruir capacidades coletivas e reconhecer que a transformação não virá apenas dos Estados, das corporações ou da tecnologia, mas das práticas comunitárias que já existem. A segunda tempestade não é apenas a crise produzida pelo capitalismo, mas também a força dos povos, dos territórios e das formas de vida que se organizam para resistir a ela.

Tornel concluiu com um convite para abandonar a espera por soluções externas e recuperar a capacidade coletiva de construir outros mundos: não utopias distantes, mas espaços reais onde a autonomia, o cuidado e a vida em comum possam continuar florescendo diante da guerra contra a natureza.


Subcomandante Insurgente Moisés

O primeiro dia do encontro encerrou-se com um importante anúncio feito pelo Subcomandante Insurgente Moisés:

O próximo Encontro de Resistências e Rebeldias e o Encontro de Artes, previstos para dezembro de 2026, serão realizados na Cidade do México, na sede da Casa dos Povos e Comunidades Indígenas Samir Flores Soberanes.

(Baixe o áudio aqui)

Aqui o comunicado completo.

Fotos: Radio Pozol

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KeHuelga

90 años de la Revolución Social en España

Compartimos esta edición de Crónicas desde el otro lado del charco, producido por la KeHuelga Radio.

Esta edición es un programa sobre los 90 años de la revolución social en España, celebrando a los compañeros de la CNT y la FAI que lucharon y siguen luchando por ese nuevo mundo que llevamos dentro de nuestros corazones.

Se discute un poco la historia de la revolución social, dando antecedentes y sus actores. La hipótesis propuesta es que los anarcosindicalistas no destruyen las estructuras estatales pues existían dos problemas. El primero es que pensaron que éstas se disolverían ante la revolución; la segunda es que necesitaban las armas y las estructuras estatales eran las que podían conseguir el armamento necesario para combatir a los fascistas. Una hipótesis lanzada también aquí es que, a pesar de que los anarcosindicalistas tenían de las organizaciones mas grandes y mejor organizadas, éstas siempre fueron eclipsadas por el Partido Comunista Español que, aunque en 1936 era muy pequeño, Stalin sólo le da las armas y el control a los del Partido Comunista. Es así que el Frente Popular se vuelca al Partido Comunista.

Hoy día la historia la cuentan como si los anarquistas hayan sido insignificantes en la resistencia contra el fascismo, olvidando la Revolución Social que llevaron a cabo los compañeros de la CNT- FAI.

Música: Del disco Cancionero Libertario.

  • A las Barricadas
  • En la plaza de mi pueblo
  • Guerra al Burguesia
  • A desalambrar
  • Joan Baez – Here’s to you
  • A las Barricadas (instrumental)

Descarga aquí (1:10 hr).

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Comisión Sexta Zapatista

BANDA: No hubo el sexto, pero hubo, hay y habrá la SEXTA-México. Convocatoria al Semillero Cibernético de Arte y Gráfica Digital. “Una realidad rebelde y en resistencia contra la Inteligencia (já) Artificial” | Comisión Sexta Zapatista | Julio 2026

BANDA: No hubo el sexto, pero hubo, hay y habrá la SEXTA-México.

En memoria de Jorge Salinas Jardón
el obrero insumiso, trabajador telefonista,
no lo quebró la represión de Fox y Peña Nieto en Atenco,
no lo sedujeron las mentiras de la 4T,
siempre nuestro compañero de la Sexta-México.

Julio del 2026.

A las personas individuales, grupos, colectivos, movimientos, organizaciones y demás, adherentes a la Sexta-México:

Compas:

Porque hay buscadoras.
Porque hay desaparecidos.
Porque hay desplazados.
Porque hay pueblos originarios.
Porque hay otroas.
Porque hay afrodescendientes.
Porque hay migrantes.
Porque hay magisterio rebelde.
Porque hay estudiantes.
Porque hay activistas.
Porque hay militantes.
Porque hay empleadas.
Porque hay choferes.
Porque hay campesinos.
Porque hay obreros.
Porque hay repartidores.
Porque hay colonos.
Porque hay personas de todos los colores.
Porque hay creyentes religiosos.
Porque hay artistas.
Porque hay gráfica insumisa.
Porque hay abajo y a la izquierda.

  Porque hay personas así, que no se rinden, que no se venden, que no claudican

  Por esas personas y con ellas, hubo, hay y habrá la Sexta México.

  Por eso les convocamos al

Semillero Cibernético de Arte y Gráfica Digital.
“Una realidad rebelde y en resistencia
contra la Inteligencia (já) Artificial”

Fechas: Del 1 al 31 de agosto del 2026.

  Se podrá compartir cualquier tipo de material gráfico digital creado por humanos (sin el uso de IA) que promueva, difunda y exhiba la lucha anticapitalista y por la vida en México y el mundo, y que pueda ser usado por personas, grupos, colectivos, movimientos y organizaciones en resistencia y rebeldía, el cual puede ser:

Animación
Apps y Software libres
Banners
Bordado
Caligrafía
Caricatura
Cartel
Collage
Dibujo
Estampa
Fanzine
Fotografía
Graffiti
Historieta
Ilustración
Identidad Visual
Lona
Meme
Mural
Pegatina
Pintura
Plantillas de diseño (gráfico, web, logo, libro, periódico, revista)
Rotulación
Textil
Tipografía
Video
Volante
Lo que se invente para la ocasión.

  O lo que sea que sirva para la lucha contra el sistema de forma gráfica y creativa.  Se trata, así, de apoyar a quienes luchan y resisten contra el sistema, ofreciendo material gráfico para informar, promover y difundir sus luchas.

  En el momento de compartir cualquier material gráfico a través de este medio, se acepta que pueda ser reproducido, distribuido y modificado de forma libre, reconociendo siempre el crédito del material al autor, autora o autor@ de la manera especificada por cada quien.  No hay copyrights, pero sí autoría.

  Para la compartición del material pueden enviar un correo con el crédito de los creadores y la categoría en la que consideren que éste sea incluido.  El material que se vaya recibiendo desde el momento que aparezca la convocatoria, se irá clasificando en distintos apartados según su categoría.  Y será publicado en una sección especial de la página electrónica de Enlace Zapatista.

Correo para envío: semillerocibernetico@gmail.com

  Los archivos mayores a 25 megas deberán ser compartidos a través de plataformas digitales de transferencia de archivos, enviando a la dirección mencionada el vínculo de descarga. En el caso de ser materiales que estén alojados ya en algún sitio virtual y que puedan ser compartidos y descargados por ese medio, enviar únicamente el vínculo de la dirección web o, en el caso de videos, el canal o plataforma donde estén alojados. Apelamos a su criterio colectivo para que consideren la manera más sencilla de compartir su material.

  Recomendaciones: Se aconseja darse una vuelta por los distintos medios libres y blogs de información y denuncia.  Ahí encontrará multitud de luchas, resistencias y rebeldías que esperan y necesitan su mirada.

Desde las montañas del Sureste Mexicano.

Comisión Sexta Zapatista.
México, julio del 2026.

P.D.- El meme del Trump e Infantino cantando “La Pareja Ideal” (letra y música del buki Marco Antonio Solís), ya está apartado por el capitán.  ¿Qué?  ¿No hay sistema de apartado? ¿No les digo?  Si lo que nos falta es el instinto depredador capitalista.

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Radio Zapatista

“Soñar otro mundo es posible” se publica en el Estado Español

Junto con la Teia dos Povos (Tejido de los Pueblos) de Brasil, Radio Zapatista acaba de publicar en el Estado Español el libro

Soñar otro mundo es posible
Zapatismo, autonomía y el Tejido de los Pueblos

En el contexto de la crisis civilizatoria global, y como forma de imaginar y estimular la construcción de alternativas de vida, el libro recorre las diferentes áreas de la autonomía zapatista.

¿Cómo funciona el autogobierno, la justicia propia, la educación y la salud autónomas, la soberanía económica, la autodefensa, la comunicación? ¿Qué papel desempeñan las mujeres en la construcción de otros mundos posibles? ¿Y las artes y las ciencias? ¿En qué consisten los grandes cambios en curso en las estructuras de gobierno autónomo y en la propuesta del Común?

La intención del libro es aproximar al lector a la experiencia viva de la autonomía en territorio zapatista hoy.

Al mismo tiempo, el libro conecta la experiencia zapatista con la de la Teia dos Povos (Tejido de los Pueblos), esa gran articulación de movimientos indígenas, negros y populares del campo y la ciudad en Brasil, que comparte la visión de la autonomía radical como alternativa para la crisis global.

(Descarga el flyer en alta resolución aquí)

Escribe Bruno Baronnet:

Alejado del estilo periodístico o académico, este libro es una poderosa crónica de combates contemporáneos y, al mismo tiempo, una valiosa herramienta de formación intelectual y militante.

Con una prosa lúcida y vibrante, el libro nos ofrece un recorrido por las diferentes áreas de la autonomía zapatista en Chiapas. Por primera vez, un libro escudriña la construcción del Común desde los nuevos mecanismos de gobierno autónomo, contemplando tanto la educación como la salud autónomas, la soberanía económica, la autodefensa, el papel de la mujer y la función de las ciencias y las artes en el zapatismo. Al mismo tiempo, enriquece la mirada al conectar la construcción zapatista con la experiencia de esa gran red de comunidades, pueblos y organizaciones autonomistas llamada Teia dos Povos en Brasil.

Lo que el libro deja claro es que, en el contexto de la crisis civilizatoria global que vivimos, estas prácticas de autonomía integral resuenan mucho más allá de América Latina. A través del prisma de dos movimientos emblemáticos de México y Brasil, esta obra de referencia interpela nuestra capacidad de pensar y construir un mundo nuevo, aquí y ahora, mediante una articulación popular y radical de las luchas por la vida.

El libro, distribuido por la editorial Traficantes, está disponible en librerías en todo el Estado Español, y en línea en Traficantes.net.

Para más información, escríbenos a radiozapatista@protonmail.com

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Colectivos de la Europa Insumisa

¡UN GOL CONTRA EL OLVIDO!

Desde nuestros territorios en la Europa Insumisa rechazamos totalmente la ola de violencia desatada en contra de las comunidades indígenas en diferentes regiones de la geografía llamada México.

El 22 de mayo del año en curso, la Misión Civil de Observación, que iba a documentar los ataques por tierra y aire que el grupo criminal Los Ardillos había perpetrado en contra de la comunidad indígena pacífica de Alcozacán, recibió la confirmación de que el Gobierno del Estado de Guerrero no brindaría acompañamiento ni seguridad a La Misión, es decir, ¡el Gobierno prefirió actuar cobardemente y ponerse al servicio de los grupos criminales!

La Misión, sin embargo, realizó su trabajo de documentar las atrocidades de una Guerra: quema de casas, de milpas, de animalitos, asesinatos con tiros de gracias, cadáveres abandonados al borde las carreteras, casas deshabitadas en la comunidad de Alcozacán…

Las escenas documentadas por la Misión nos recuerdan escenas de Guerra. Sólo que esto sucede en México bajo un mal gobierno que se autodenomina “de izquierda”, y que afirma que “¡primero los pobres!”

Y quienes seguimos de cerca lo que sucede, nos preguntamos, ¿será que son “primero los pobres” los que serán exterminados? ¿Serán las comunidades indígenas las que deben de ser eliminadas para que las grandes empresas nacionales y transnacionales ocupen sus territorios y desarrollen sus Megaproyectos en un suelo regado con sangre?

¡Y todo esto con la protección de los tres niveles de gobierno!

El 28 de mayo del año en curso el grupo criminal Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG) atacó a la comunidad indígena de Aquila en el Estado de Michoacán; en el ataque fueron asesinados Lucas Flores Tolentino y Jerónimo García Flores y otros tres miembros de la comunidad resultaron heridos. Las agresiones contra la comunidad habían comenzado el día 21 y 27 de mayo. Los habitantes huyeron al monte y hasta las escuelas de la zona se cerraron, pues los ataques del CJNG fueron intermitentes por tierra y aire.

El 22 de mayo del año en curso, la Presidenta de la UE, Ursula von der Leyen, se encontró con Claudia Scheinbaum en la Ciudad de México, para firmar el acuerdo comercial entre México y la Unión Europea, pero ¿acaso hablaron de las masacres perpetradas por los grupos criminales? ¿hablaron de los delitos de Lesa Humanidad llevados a cabo bajo la protección del Estado mexicano? ¿Acaso von der Leyen se interesó en ver las miles de Fichas de los Desaparecidos pegadas por las calles de todo México, más de 133 mil, o el Gobierno logró despegar las Fichas a tiempo para presentar un “México bonito, seguro y feliz”?

El 11 de junio del año en curso, ¡la gran fiesta! ¡El fútbol! Se recibe a la FiFa y para ello se han desalojado numerosas familias de sus viviendas, se ha limpiado la ciudad de personas en calidad de calle y de vendedores informales. El gobierno intenta presentar un México de primera clase: sin Pobres, sin Desplazados, sin Desaparecidos, sin Feminicidios, sin Masacres, sin Fosas Clandestinas.

Con nosotros, la Europa Insumisa, no sirven los cercos mediáticos, ni las mañaneras con mentiras. Por eso desde nuestros territorios:

¡Exigimos un alto inmediato a las agresiones en contra de las comunidades indígenas!

¡Exigimos se desarme a los grupos de delincuencia organizada que atacan a las comunidades indígenas!

¡Exigimos un alto a la gentrificación de las ciudades!

¡Exigimos un alto a las Desapariciones forzadas! ¡¡Porque Vivos se los llevaron, vivos los queremos!!

¡Exigimos un alto a los Feminicidios y procesos judiciales a los asesinos! ¡Ni una más, ni una asesinada más!

Red Europa Zapatista

11 de Junio 2026

Firmas:

20ZLN. Italia

Asamblea Libertaria Autoorganizada Paliacate Zapatista. Grecia

Assemblea de Solidaritat amb Mèxic-ASMEX. País Valencià, Estado Español

Associació Solidaria Cafè Rebeldía-Infoespai. Barcelona, Catalunya

Associazione Ya Basta! Édî bese. Italia

Batec Zapatista. Barcelona, Cataluña

Café Libertad Kollektiv. Hamburgo, Alemania

Cafez. Lieja, Bélgica

Cal Cases. Cataluña

Caracoleras de Olba. Olba, Teruel, Estado Español

CAREA e.V. Alemania

Centro de Documentación sobre Zapatismo. Cedoz. Estado Español

Colectivo Armadillo Suomi. Finlandia

Colectivo Calendario Zapatista. Grecia

Colectivo Ramona. Chipre

Collettivo Zapatista Lugano. Suiza

Comitato Chiapas Maribel. Bérgamo, Italia

Comité de solidaridad con Latinoamérica (LAG) – Chiapasgruppa LAG. Oslo, Noruega

Confederación General del Trabajo – CGT. Estado Español

Cooperazione Rebelde Napoli. Italia

CSPCL, París, Francia

Espoir Chiapas. Francia

Frankfurt International. Alemania

Gira Zapatista Holanda. Holanda

Grupo México del Foro Internacional. Dinamarca

Gruppe B.A.S.T.A. Munster, Alemania

Kaffeekollektiv Aroma Zapatista, Hamburgo

Lumaltik Herriak. País Vasco

Mujeres y Disidencias de la Sexta en la Otra Europa y Abya Yala.

Mut Vitz 13. Marsella, Francia

Mut Vitz 31. Toulouse, Francia

Mut Vitz 34. Francia

Nodo Solidale Roma. Italia

Pallasos en Rebeldía. Estado Español

Quinoa. Bélgica

Red de Rebelión. Alemania

Red Ya-Basta-Netz. Alemania

Silbo Zapatista. Estado Español

Solidaridad Directa Chiapas. Suiza

Tatawelo. Italia

Terra Insumisa Alcamo / Sicilia Sud Globale. Sicilia, Italia

TxiapasEKIN. País Vasco

Union Syndicale Solidaires

USI 1912 Italia e Usicons aps Italia

Y Retiemble. Madrid, Estado Español

Ya Basta Bolonia. Italia

Ya Basta Milano. Italia

Ya-Basta-Netz, Alemania

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Global Sumud Flotilla

Construido y financiado por EE. UU.: El papel que desempeñó Estados Unidos en la tortura y el secuestro de trabajadores humanitarios

ESTAMBUL — A medida que continúan saliendo a la luz los testimonios de los 428 participantes secuestrados ilegalmente por el régimen israelí, el papel crítico de Estados Unidos en los abusos y torturas infligidos a voluntarios humanitarios y periodistas se ha vuelto innegable. Este papel trasciende la protección diplomática brindada por el Departamento de Estado y la negativa de la Embajada de EE. UU. a asistir a las familias estadounidenses que buscaban información; abarca el propio buque en el que los voluntarios participantes fueron detenidos y torturados ilegalmente, así como las armas utilizadas para infligirles traumas potencialmente mortales.

El “Barco de la Tortura” Financiado por EE. UU.

La embarcación que se encuentra en el centro de numerosos abusos graves —incluyendo torturas sistemáticas y agresiones sexuales— era una lancha de desembarco naval reconvertida que los participantes han llegado a denominar “el barco de la tortura”. Se trata del INS Nahshon, construido por Bollinger Mississippi Shipbuilding (una subsidiaria de Bollinger Shipyards) y financiado en su totalidad a través del programa estadounidense de Financiamiento Militar Extranjero (FMF). Entregado a la marina de ocupación en 2023, este buque fue utilizado como prisión flotante durante las interceptaciones ilegales ocurridas los días 29 y 30 de abril frente a las costas de Creta, donde al menos 30 participantes sufrieron heridas de tal gravedad que debieron ser trasladados a un hospital.

Brutalidad dentro del “Contenedor de las Palizas”

Durante el despliegue de la embarcación, los humanitarios, médicos y periodistas detenidos fueron procesados ​​uno por uno a través de un oscuro contenedor de carga. En su interior, grupos de tres a cinco soldados agredían brutalmente y de manera sistemática a cada persona que cruzaba la puerta, mientras quienes esperaban afuera escuchaban los gritos.

“De repente oigo: ‘Bienvenido a Israel’. Y empiezo a recibir golpes: primero un golpe en la cabeza, luego otro en las costillas; caigo al suelo y entonces me patean”, relató el participante Yassine Benjelloun, quien también recibió múltiples descargas con una pistola eléctrica. “Lo que dura tal vez tres o cinco minutos parece una eternidad. No sabes si la puerta se va a abrir para que te echen fuera a patadas”.

Megan Marie Dominguez, una participante estadounidense, fue arrojada al interior del contenedor de las palizas y golpeada con la fuerza suficiente como para dejarla casi inconsciente; posteriormente, fue entregada a un segundo grupo de soldados armados con pistolas eléctricas y lo que ella describe como “otros juguetes para golpear a la gente”.

La Dra. Jihan, una médica malasia que se encontraba a bordo, describió una situación médica sin precedentes en toda su experiencia profesional. Documentó lo siguiente:

35 participantes con fracturas, incluyendo costillas rotas, dislocaciones de hombro y fracturas de húmero.
Lesiones craneales graves, conmociones cerebrales y traumatismos oculares y auditivos.
Al menos dos individuos a los que se les inyectaron por la fuerza sustancias no identificadas que los dejaron somnolientos y desorientados.
14 casos de agresión sexual, así como la retirada sistemática y deliberada de los hiyabs a las mujeres musulmanas.

“Como médica, mi objetivo principal es aliviar el sufrimiento de las personas”, afirmó la Dra. Jihan. “Pero cuando no podíamos hacer nada para ayudarlos, experimenté la peor y más horrible sensación que jamás haya tenido. Fue algo verdaderamente devastador”.

Municiones estadounidenses utilizadas contra civiles

Las armas desplegadas a bordo eran también de fabricación estadounidense. Las granadas aturdidoras y los proyectiles con núcleo metálico fueron identificados, mediante las marcas del fabricante, como productos de Combined Tactical Systems (CTS), una marca del fabricante de armas Combined Systems Inc. (CSI), con sede en Jamestown, Pensilvania. Estas armas fueron disparadas a corta distancia, en espacios cerrados, contra participantes que se encontraban sentados o intentando dormir; una violación directa de las propias pautas de uso del fabricante.

Una política estructural de complicidad

Las armas. El barco. El silencio diplomático. Nada de esto fue accidental. Josh Paul, exfuncionario del Departamento de Estado que dimitió en protesta por las transferencias de armas de EE. UU. a Israel, es inequívoco:

«Según la legislación estadounidense, las transferencias de armas solo deben realizarse con fines autorizados por la ley. El uso del INS Nahshon por parte de Israel para llevar a cabo una incautación ilegal en aguas internacionales —y, posteriormente, para servir de base para la tortura y la agresión sexual de civiles extranjeros (incluidos ciudadanos estadounidenses) que no habían infringido ninguna ley y que actuaban por motivos de conciencia para atender una necesidad humanitaria urgente— viola de manera flagrante y grave dichos términos. Cuando se autorizó esta venta, los funcionarios estadounidenses debieron de preguntarse cómo podría utilizar Israel esta plataforma. Los fundamentos por los que deberían haber denegado esta transferencia han existido al menos desde el incidente del Mavi Marmara en 2011; sin embargo, ahora resultan más evidentes que nunca. La lección que aquí se extrae es sencilla: cualquier material que transfiramos a Israel, Israel encontrará la manera de utilizarlo indebidamente, ya se trate de una bomba, una excavadora o un barco».

Este no es un incidente aislado ni el fracaso de una sola administración; es un compromiso estructural y bipartidista por parte del gobierno de los Estados Unidos de priorizar sus relaciones estratégicas por encima de la protección de sus propios ciudadanos y de sus propias leyes. Al utilizar un proceso de verificación construido de manera independiente y “defectuoso”, el Departamento de Estado elude sistemáticamente la Ley Leahy de 1997, la cual prohíbe estrictamente la asistencia militar estadounidense a unidades extranjeras acusadas de manera creíble de violaciones graves de los derechos humanos, tales como la tortura y la violación.

Si bien el derecho internacional ha sido violado de manera flagrante y actualmente existen procesos judiciales en curso en Turquía, Italia y España —donde fiscales italianos han abierto una investigación por secuestro y agresión sexual—, el gobierno de los Estados Unidos continúa mirando hacia otro lado.

Demandas al Gobierno de los Estados Unidos

El régimen israelí continúa cometiendo genocidio utilizando buques construidos en los EE. UU. y armas de fabricación estadounidense. La tortura de ciudadanos estadounidenses y voluntarios humanitarios mediante herramientas de fabricación estadounidense no constituye una anomalía; es el resultado directo del apoyo incondicional de los Estados Unidos a un régimen que comete de manera continua crímenes de guerra y crímenes de lesa humanidad. Lo que los participantes de la GSF lograron sobrevivir durante unos días es algo que muchos palestinos padecen indefinidamente, sin abogados ni acceso consular.

La Flotilla Global Sumud insta al Gobierno de los Estados Unidos a tomar medidas inmediatas:

Abrir audiencias inmediatas sobre el despliegue de activos militares financiados por el FMF —incluido el INS Nahshon— contra ciudadanos estadounidenses.
Suspender todas las transferencias de armas al régimen israelí a la espera de dicha investigación.
Hacer cumplir la Ley Leahy sin exenciones ni procesos especiales para el régimen.
Proporcionar un informe exhaustivo de cada solicitud consular y de asistencia presentada por las familias de los participantes detenidos que haya sido desestimada o ignorada.
Investigar el uso de municiones CTS —producidas bajo contratos del Departamento de Defensa (DOD)— contra civiles humanitarios desarmados.
Poner fin al apoyo militar y diplomático incondicional a un régimen que está cometiendo genocidio.

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Diez voluntarios del convoy terrestre Global Sumud detenidos por las Fuerzas Armadas Árabes Libias y las autoridades del este de Libia

Sirte, Libia — Diez civiles que participaban en el Convoy Terrestre Global Sumud fueron detenidos por las Fuerzas Armadas Árabes Libias (FAAL) y las autoridades del este de Libia (Gobierno de Salvación Nacional) tras cruzar la línea 5+5 cerca de Sirte de buena fe para llevar a cabo negociaciones pacíficas en nombre del convoy y facilitar la entrega de ayuda humanitaria a Gaza. La Flotilla Global Sumud insta a los gobiernos de todo el mundo a exigir su liberación inmediata.

Los participantes detenidos, entre ellos dos médicos, son: Alicia Armesto Núñez (España), Laura Kwoczała (Polonia), Jenelle Jones (EE. UU.), la Dra. María Paula Giménez (Argentina), el Dr. Lucas Ezequiel Aguilera (Argentina), Matías Álvarez Rodríguez (Uruguay), Ana Margarida França Santana Baptista (Portugal), Ashraf Khoja (Túnez), Domenico Centrone (Italia) y Leonarda Alberizia (Italia).

Los diez delegados se ofrecieron como voluntarios para cruzar a la zona de seguridad 5+5 y negociar el paso de la misión humanitaria. La última comunicación del grupo se recibió a las 15:22 hora local del 24 de mayo, cuando un delegado informó que estaban siendo trasladados a tres furgonetas blancas. Desde entonces no se ha establecido contacto directo. Comunicaciones extraoficiales indican que las autoridades del este de Libia han alegado que los participantes entraron en la zona sin autorización y están siendo procesados ​​para su deportación.

La detención se enmarca en un patrón de coordinación fallida por parte de las autoridades del este de Libia. Antes de la entrada de la delegación, el convoy intentó en dos ocasiones negociaciones formales: el primer intento fue recibido con calidez y promesas de una reunión posterior que nunca se concretó; el segundo terminó con un oficial militar ordenando a los delegados del convoy que se marcharan de inmediato. Ante la ineficacia de los canales oficiales y los procesos reconocidos internacionalmente, el convoy se dirigió hacia el cruce fronterizo para intentar negociaciones directas de buena fe.

Los delegados son civiles desarmados en una misión humanitaria. Su detención carece de fundamento legal.

El Convoy Terrestre Global Sumud zarpó el 15 de mayo de 2026 (Día de la Nakba) con 7 ambulancias, 20 casas móviles, 10 camiones de ayuda humanitaria y más de 200 participantes de más de 25 países, entre ellos profesionales médicos, ingenieros, educadores y observadores jurídicos. Su mandato: entregar ayuda humanitaria, establecer un corredor de solidaridad y brindar apoyo especializado para la reconstrucción de la infraestructura civil de Gaza, liderada por los palestinos.

El Gobierno de Seguridad Nacional (GNS), que ejerce un control político efectivo sobre el este de Libia, donde ocurrió el incidente, tiene la responsabilidad de asegurar la liberación inmediata e incondicional de todos los participantes y garantizar su regreso seguro.

Instamos a los gobiernos de España, Polonia, Estados Unidos, Argentina, Uruguay, Portugal, Túnez e Italia a que se pongan en contacto urgentemente con las autoridades del este de Libia en Bengasi y exijan la liberación incondicional de sus nacionales y la garantía de un paso seguro para esta misión humanitaria.

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El asalto a supervivientes de la Flotilla en el aeropuerto de Bilbao, tras sufrir horribles abusos físicos por parte de las Fuerzas de Defensa de Israel (iOF), pone al descubierto el modelo de brutalidad exportado por Israel.

23 de mayo de 2026, BILBAO, PAÍS VASCO — La Flotilla Global Sumud (GSF) expresa su profunda indignación y condena tras la violenta agresión perpetrada por la Ertzaintza (policía autónoma vasca) contra los participantes de la flotilla recién llegados al aeropuerto de Bilbao. Estos activistas, que acababan de sobrevivir a días de secuestro sistemático, tortura y grave violencia psicológica y física a manos de las Fuerzas de Ocupación Israelíes (iOF), no encontraron un refugio, sino una brutalidad policial inmediata y selectiva al pisar su tierra natal.

Cuando un familiar, que esperaba ansioso en la terminal de llegadas, intentó cruzar una barrera para abrazar a sus seres queridos, la Ertzaintza respondió de manera repentina y escandalosa con violencia. Lo que debería haber sido un momento de alivio y consuelo familiar tras una experiencia tan angustiosa se vio interrumpido por una brutalidad aún mayor.

Entre las personas atacadas y golpeadas por la policía vasca se encontraban individuos que acababan de ser dados de alta de centros médicos para volar a casa, con lesiones graves y agonizantes sufridas durante su cautiverio en Israel, tras haber sido secuestrados ilegalmente en aguas internacionales europeas. El uso de la fuerza por parte de la Ertzaintza contra ciudadanos en aguda agonía médica representa un fracaso inconcebible de la humanidad básica y una muestra continua de violencia sistémica y colonial.

Al menos cuatro personas, entre ellas tres participantes de la flotilla, fueron detenidas posteriormente por la policía paramilitar del Estado español y se encuentran actualmente recluidas en la comisaría de Deusto, en Bilbao.

Incluso en medio de esta agresión no provocada, los voluntarios de GSF demostraron la misma solidaridad protectora que habían desarrollado ante la brutalidad de la iOF: protegiéndose unos a otros de los golpes de porra con sus propios cuerpos. En uno de esos casos, se pudo ver a un participante de la flotilla, que había sido hospitalizado apenas unos días antes con costillas rotas, lanzándose sobre un compañero para absorber los golpes. Esto es un testimonio de la humanidad indestructible de aquellos a quienes esta maquinaria global de represión busca aplastar, tal como han intentado hacer con cualquiera que se solidarice con Palestina.

La red global de represión: una metodología compartida

Lo ocurrido en el aeropuerto de Bilbao no es un caso aislado de mala gestión por parte de la policía local; es una escalofriante demostración de la represión global interconectada.

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Las fuerzas de defensa israelíes continúan secuestrando con violencia a los activistas de la Global Sumud Flotilla que se dirigen a Gaza para entregar ayuda humanitaria

SOS – Isdud (Don Juan) Interceptado, Ramie (Sirius) interceptado, Al-Nabulsi interceptado, Hawsha (Cabo Blanco) interceptado, Lidd (Nablus) interceptado, Nablus (Alcyone) interceptado, Balad al-Sheik (Girolama) interceptado,

SOS: La ocupación israelí ha interceptado nuevamente, de forma ilegal y violenta, nuestra flota internacional de embarcaciones humanitarias y ha secuestrado a nuestros voluntarios mientras realizaban una misión legítima para romper el bloqueo ilegal a Gaza y abrir un corredor humanitario.

Los Estados tienen la obligación de proteger a sus ciudadanos.

Los Estados de abanderamiento bajo cuya jurisdicción están registradas nuestras embarcaciones tienen la obligación de protegerlas y enjuiciar los actos de piratería ante sus tribunales.

Nos indigna la normalización de estas violaciones del derecho marítimo internacional y el secuestro de civiles pacíficos en aguas internacionales. Exigimos la liberación inmediata de nuestros participantes, el paso seguro de toda nuestra flota y el fin del bloqueo ilegal a Gaza.

– Contacta a tu gobierno: gsumud.link/demand

– Sigue la transmisión en vivo: gsumud.link/live

– Sigue el rastreador de embarcaciones: gsumud.link/tracker

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ÚLTIMA HORA: Buques de guerra israelíes interceptan ilegalmente a la Global Sumud Flotilla

ÚLTIMA HORA: Buques de guerra navales israelíes rodean e interceptan a civiles de la Flotilla Global Sumud, a 250 millas náuticas de Gaza, en otra interceptación ilegal en alta mar y en aguas internacionales.

18 de mayo de 2026

MAR MEDITERRÁNEO — La Flotilla Global Sumud se encuentra actualmente rodeada y bajo interceptación activa por parte de buques de guerra navales israelíes en aguas internacionales, aproximadamente a 250 millas náuticas de la costa de Gaza. Este cerco militar marca el inicio de otra agresión ilegal en alta mar, cuatro días después de que 54 embarcaciones civiles zarparan desde Marmaris para establecer un corredor humanitario y romper el bloqueo ilegal de Israel sobre Gaza.

Un patrón de piratería extrajudicial en alta mar

Esta confrontación naval activa es una continuación directa del asalto militar ilegal israelí lanzado hace apenas dos semanas frente a la costa de Creta. Durante la interceptación anterior, ocurrida a más de 650 millas náuticas de Gaza y dentro de la zona griega de Búsqueda y Rescate (SAR), fuerzas militares israelíes abordaron ilegalmente, sabotearon y secuestraron a 181 defensores pacíficos de derechos humanos que viajaban en 21 embarcaciones civiles, sometiendo a los participantes a detenciones documentadas, así como a violencia física y sexual.

Al interceptar hoy la flotilla a un perímetro de 250 millas náuticas y dentro de la zona SAR de Chipre, el régimen israelí continúa demostrando un desprecio sistemático por el derecho marítimo internacional, la libertad de navegación en alta mar y la Convención de las Naciones Unidas sobre el Derecho del Mar (UNCLOS).

Desmontando el pretexto propagandístico fabricado

Esta interceptación militar ocurre tras una campaña coordinada de propaganda de una semana difundida por medios controlados por el Estado israelí, incluidos N12, y amplificada por su propia “embarcación propagandística” autoproclamada, llena de influencers que difunden las mentiras del régimen israelí. Este mecanismo ya conocido busca fabricar consentimiento para cometer crímenes de guerra y crímenes contra la humanidad contra una misión de la sociedad civil desarmada y no violenta compuesta por médicos, periodistas y trabajadores humanitarios.

El equipo legal de la Flotilla Global Sumud ha notificado formalmente a la comunidad internacional que los participantes están completamente desarmados, y que cualquier violencia ejecutada contra estas embarcaciones será responsabilidad legal exclusiva del régimen israelí y de los líderes del país que permiten que esto ocurra. Investigaciones penales activas avanzan actualmente en veinte países, y también se buscará responsabilidad individual ante tribunales internacionales para todas las fuerzas que hagan cumplir este asedio genocida.

Conectando el asedio: de Creta a Sirte

La interceptación naval de la flotilla ocurre simultáneamente con una estrategia agresiva de contención en tierra, donde el Convoy Terrestre Global Sumud —compuesto por más de 30 vehículos, incluidos 7 ambulancias especializadas y 20 casas móviles— ha sido detenido cerca de Sirte, Libia. Las autoridades del este de Libia, actuando bajo presión política directa de Egipto, han desplegado fuerzas militares para bloquear la ruta humanitaria terrestre hacia Rafah.

El ataque consecutivo tanto al componente marítimo como al terrestre de la misión deja claro que el bloqueo ilegal sobre Gaza se ha expandido hacia una arquitectura global de violencia, ocupación e impunidad ampliada. Esto representa una proyección extraterritorial de la doctrina del “Gran Israel”, utilizando influencia política indirecta y fuerza militar a través de fronteras internacionales soberanas para aplastar el apoyo de la sociedad civil a Palestina.

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Foto de portada: Yenişafak