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Ilán Semo

La caída del antiguo orden y las nuevas formas de la guerra

Por Ilán Semo
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
21 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Debo decirles que es la primera vez que estoy en este auditorio y hacía mucho tenía la esperanza de poder venir. Gracias, realmente, más que por la invitación, por la posibilidad de estar con ustedes. Sobre todo en este día especial, por lo que escuchamos ayer. Una vez más, la caravana —no sé si estoy bautizando algo que no debo bautizar— marchará a la Ciudad de México el mes de diciembre. Es algo que hay que celebrar, hay que festejar.

Van a encontrar una ciudad muy distinta a la que conocieron la primera vez que estuvieron ahí. Es una ciudad, yo diría, triste, despolitizada. Esa fantástica Ciudad de México que, durante toda la segunda mitad del siglo XX y muchos años del siglo XXI, fue uno de los sitios de la experimentación política, de la resistencia, de los movimientos estudiantiles, de sindicatos, de barrios, de la imaginación para hacer frente a las catástrofes, como los terremotos; de la autoorganización para encontrar salidas a las inundaciones. Esa ciudad ya no la van a encontrar. Es una ciudad muy despolitizada.

Triste porque, en la Ciudad de México, el promedio de tiempo que un ciudadano pasa frente a una pantalla es de tres horas y media en adelante, están con celulares. Y los que trabajan pasan hasta ocho horas —que son muchísimos— para acabar totalmente cansados, sin haber hecho nada más que estar frente a las pantallas.

Es una ciudad dominada hoy por Su Majestad, el coche, el carro. Hay cálculos de que todo el gasto social que ha provisto el gobierno de Morena en becas, la mayor parte, se ha ido para adquirir carros. Si intentan cruzar… Yo creo que la Ciudad de México debería extender seguros de vida para cruzar los ejes viales, porque, si intentan cruzar un eje vial como el de Revolución, tienen que ser verdaderos héroes para salir avante. Ya Illich, Jean Robert y todos esos críticos de esta condición nos dijeron que el automóvil es el primer instrumento de guerra contra la naturaleza; no solo la naturaleza que nos rodea, sino nuestra propia naturaleza.

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Radio Zapatista

Dia 1: Encontro “Guerra contra a Humanidade”

“Um crime nos convoca”, disse o Capitão Insurgente Marcos na inauguração do Encontro “Guerra contra a Humanidade” (As populações e a natureza sob cerco), neste 20 de julho de 2026, no Cideci/Universidade da Terra, em San Cristóbal de Las Casas, Chiapas

(Baixe o áudio aqui)

um crime transbordando sangue, lama e merda; uma história que começa com a injustiça entronizada, a dor democratizada, a destruição que gera riqueza, prosperidade e desenvolvimento, a morte como programa de governo e símbolo do progresso: quanto mais mortes, mais modernidade em uma civilização. Um crime nos convoca, o crime por excelência, o crime transformado em sistema; um crime tão transparente que a luz não o atravessa, mas o transforma em espelho, em um prisma que se desfaz em cores agradáveis, desejáveis, atraentes, da moda, enfim; um crime tão popular que acumula trilhões de curtidas de suas próprias vítimas sacrificiais e, ainda assim, permanece insatisfeito.

O criminoso — o Estado capitalista — concentra-se agora em reprimir ou exterminar “os que sobram”, não apenas porque não são lucrativos, mas sobretudo porque representam o outro, o que não é homogêneo e, portanto, com sua diferença, desafiam o sistema.

Este encontro — um semillero (viveiro) de pensamento crítico — surge da necessidade urgente de refletir para compreender melhor o criminoso. Ao longo de cinco dias, pensadoras e pensadores refletirão sobre a configuração atual do Estado capitalista, tanto no México quanto no mundo; a devastação ecológica; a privatização de bens comuns, como a água; o fraturamento hidráulico (fracking); o ser humano como vítima, mas também como desafio ao sistema; a história como ferramenta de opressão e as histórias dos de baixo como arma de luta; o horror vivido na Palestina e a dignidade da resistência; as famílias que buscam pessoas desaparecidas; a reorganização urbana; a luta das mulheres; e o terror da extrema direita.


Gilberto López y Rivas – “Terrorismo global de Estado, militarização e recolonização dos territórios”

(Baixe o áudio aqui)

Segundo a análise de López y Rivas, o capitalismo contemporâneo atravessa uma nova etapa caracterizada pelo aprofundamento da violência, da militarização e da recolonização dos territórios. Diferentemente de fases anteriores, nas quais o sistema mantinha certos mecanismos de mediação social, hoje predominam a coerção, a guerra, a criminalização dos protestos e o desmonte dos direitos conquistados pela classe trabalhadora.

O capitalismo atual conduz, assim, a uma crise civilizatória que se manifesta naquilo que os zapatistas chamam de “a tempestade”: mudança climática, esgotamento dos recursos naturais, destruição da biodiversidade, pobreza, migrações forçadas, guerras e aumento de diversas formas de violência.

O terrorismo global de Estado, liderado principalmente pelos Estados Unidos e respaldado por outras potências e organismos internacionais, constitui um instrumento fundamental para impor essa nova fase de acumulação capitalista por meio de intervenções militares, ocupações territoriais e da violação sistemática do direito internacional. “Os Estados Unidos, como potência hegemônica, instauraram a barbárie como um processo devastador para a humanidade e para a natureza”, afirmou López y Rivas.

No caso do México, os governos da chamada “Quarta Transformação” (4T) deram continuidade a processos iniciados durante o período neoliberal. A expansão dos megaprojetos, o fortalecimento do papel das Forças Armadas e a crescente participação do crime organizado configuram uma estratégia de militarização e controle territorial que afeta especialmente comunidades indígenas, camponesas e movimentos sociais. Sob o governo da 4T, o país foi militarizado como nunca antes em sua história. “A instituição militar realiza atualmente mais de 200 funções (…) que não estão previstas na Constituição nem em suas leis regulamentares”, afirma López y Rivas. Ao mesmo tempo, ao paramilitarismo — instrumento encoberto do Estado para assediar, deslocar e enfraquecer organizações populares sem assumir publicamente a responsabilidade pela violência, historicamente utilizado como mecanismo de contrainsurgência — soma-se agora o narcoparamilitarismo.

Diante desse cenário, os povos maias zapatistas, o EZLN, o Congresso Nacional Indígena e os diversos coletivos e organizações que lutam pela vida constituem uma alternativa real. Uma alternativa que não passa pela disputa do poder estatal, mas pela organização desde baixo, pela autonomia, pelo autogoverno, pelo princípio de “mandar obedecendo” e pela construção cotidiana de formas comunitárias de democracia.

López y Rivas concluiu convocando a academia, os artistas, os meios de comunicação, o magistério, os estudantes e todos os setores comprometidos com o pensamento crítico a acompanhar as lutas dos povos. Diante da crise do capitalismo e das múltiplas formas de violência contemporânea, torna-se indispensável fortalecer a organização coletiva, desenvolver um pensamento crítico capaz de compreender as transformações do mundo e manter viva a construção de alternativas voltadas para a defesa da vida, da justiça e da dignidade.


Alicia Castellanos – “Racismo y violencia contra los pueblos”

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Alicia Castellanos apresentou uma reflexão crítica sobre a relação entre racismo, violência e as formas contemporâneas de dominação que afetam povos e comunidades em diferentes regiões do mundo. Sua reflexão parte da ideia de que vivemos uma etapa de crise civilizatória marcada por uma profunda desigualdade, pela degradação ambiental e pela expansão de diversas formas de violência vinculadas ao capitalismo contemporâneo.

O racismo, explica Castellanos, é uma construção histórica que surgiu e se consolidou durante a expansão colonial europeia. Desde o século XVIII, a ideia de “raça” foi utilizada para estabelecer hierarquias entre os povos e justificar processos de dominação, exploração e espoliação. Embora hoje o conceito racial costume aparecer de maneira menos explícita, seus mecanismos persistem por meio de novas formas de exclusão baseadas em diferenças culturais, nacionais, religiosas, econômicas ou políticas.

Para Castellanos, o racismo funciona como uma ferramenta de poder que permite construir o “outro” como uma ameaça: um inimigo que deve ser controlado, expulso ou eliminado. Essa lógica esteve presente em diferentes processos históricos de colonialismo, genocídio, guerras e perseguições contra povos considerados inferiores ou perigosos.

Essa função do racismo também se aplica aos conflitos contemporâneos, especialmente ao genocídio do povo palestino, às políticas migratórias dirigidas contra comunidades estrangeiras e ao crescimento de discursos nacionalistas e autoritários que transformam determinados grupos sociais em bodes expiatórios durante períodos de crise. A normalização do ódio por parte das instituições e dos governos, adverte, abre caminho para formas extremas de violência.

Castellanos lembra que o escritor libanês Amin Maalouf propõe a ideia de “identidades assassinas”: “aquelas que reduzem a identidade de uma pessoa ou de um povo a uma única pertença”, servindo de fundamento para a violência contra os “outros” e para processos genocidas contemporâneos, como os ocorridos na Guatemala e, agora, na Palestina.

No caso do México, os megaprojetos de desenvolvimento — especialmente o “Trem Maia” — constituem exemplos paradigmáticos do racismo dirigido contra os povos originários. Esses projetos implicaram processos de transformação territorial, impactos ambientais, perda de biodiversidade, pressão sobre comunidades indígenas e uma crescente participação das Forças Armadas em atividades civis e econômicas. Nesse contexto, a militarização do território modifica as relações comunitárias e afeta os direitos coletivos dos povos.

Para os povos maias, a terra não representa apenas um recurso econômico, mas um espaço de memória, identidade, cultura e reprodução da vida. A destruição de ecossistemas, cenotes, florestas e formas tradicionais de organização comunitária constitui, assim, uma ameaça não apenas ambiental, mas também cultural.

A resistência e a organização desde baixo — especialmente aquelas impulsionadas pelos povos zapatistas e pelo Congresso Nacional Indígena — constituem uma resposta a esse cenário: formas alternativas de exercer o poder baseadas na autonomia, na participação comunitária e no princípio de “mandar obedecendo”.

Assim como López y Rivas, Castellanos conclamou ao fortalecimento do pensamento crítico como ferramenta para compreender as transformações do mundo atual e imaginar alternativas diante da violência, do racismo e da destruição ambiental. A resposta às chamadas “identidades assassinas” e às estruturas de dominação deve ser a construção de um “nós” fundamentado na solidariedade, na justiça, na igualdade e no respeito à diversidade.

Diante das forças que promovem a espoliação e a exclusão, os povos organizados mantêm viva a possibilidade de construir outros mundos sustentados na dignidade, na autonomia e na defesa da vida.


Wilfrido Gómez Arias – Nossa água, suas concessões: a arquitetura jurídica da espoliação e da concentração da água no México

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A água é um elemento essencial para a vida e encontra-se em constante movimento por meio do ciclo hidrológico. No entanto, sua distribuição no México é desigual. Enquanto algumas regiões do sudeste concentram grandes volumes de precipitação e disponibilidade hídrica, extensas áreas do norte enfrentam condições de escassez. Essa desigualdade natural foi agravada por um modelo de gestão que permitiu a superexploração, a contaminação e a concentração da água.

A partir do período neoliberal, foram promovidas transformações legais e institucionais que modificaram a relação do Estado com a água. A criação da Comissão Nacional da Água (CONAGUA), em 1989, e a promulgação da Lei de Águas Nacionais, em 1992, estabeleceram um sistema baseado em concessões, por meio do qual o Estado concedeu direitos administrativos para extrair, utilizar e explorar determinados volumes de água durante longos períodos.

Esse modelo transformou o acesso à água em um direito administrativo passível de acumulação, transferência e defesa jurídica. Embora a Constituição estabeleça que a água pertence à nação, o sistema de concessões permitiu que grandes agentes econômicos concentrassem volumes significativos, enquanto muitas comunidades e povos ficaram sem o reconhecimento formal de seus direitos históricos sobre suas fontes de água.

A ausência de um planejamento hídrico adequado provocou um processo de superconcessão. Em diversos aquíferos e bacias hidrográficas passou-se a extrair mais água do que aquela disponível para sua recuperação natural. Como consequência, centenas de aquíferos apresentam redução de suas reservas, e numerosas bacias mostram sinais de degradação. A atual crise da água não é apenas um problema de disponibilidade natural, mas também o resultado de decisões políticas, jurídicas e econômicas.

Os principais beneficiários do modelo de concessões foram grandes usuários públicos e privados ligados a setores como o agronegócio, a mineração, a indústria de transformação, a indústria de bebidas, o setor energético, o mercado imobiliário e grandes empreendimentos urbanos. Enquanto algumas empresas possuem concessões para extrair enormes volumes de água, inúmeras comunidades enfrentam desabastecimento, distribuição irregular, dependência de caminhões-pipa e degradação de suas fontes locais.

Os povos indígenas e os sistemas comunitários de gestão da água foram particularmente afetados. Embora historicamente tenham protegido nascentes, rios e áreas de recarga hídrica, suas formas tradicionais de administração não foram plenamente reconhecidas pelo marco jurídico. Em muitos casos, as fontes de água utilizadas pelas comunidades foram registradas em nome de municípios, particulares ou empresas.

Em 2012, o direito humano à água foi reconhecido constitucionalmente, estabelecendo que toda pessoa deve ter acesso à água suficiente, salubre, aceitável e acessível para suas necessidades pessoais e domésticas. No entanto, as reformas promovidas em 2025 não alteraram de forma substancial a estrutura do sistema de concessões. Embora tenham introduzido algumas mudanças administrativas, mantiveram a lógica central que permitiu a concentração da água nas mãos de poucos usuários.

Garantir o direito humano à água significa muito mais do que fornecer água por meio de caminhões-pipa ou garrafas. Significa assegurar um acesso permanente, seguro e digno, com sistemas públicos eficientes, participação cidadã e reconhecimento das comunidades que historicamente cuidaram da água.

A problemática da água no México reflete uma disputa entre duas visões: uma que compreende a água como mercadoria e outra que a reconhece como um bem comum indispensável à vida. Resolver a crise hídrica exige recuperar uma perspectiva baseada na justiça social, ambiental e territorial, na qual a água seja administrada para garantir a vida das pessoas, dos ecossistemas e das gerações futuras.


Carlos Tornel – “Capitalismo, guerra total e a rebelião do vivo”

(Baixe o áudio aqui)

As palavras de Carlos Tornel partiram da provocação formulada pelo zapatismo há mais de duas décadas: a ideia de que vivemos uma Quarta Guerra Mundial, uma guerra que não se limita ao campo militar, mas atravessa a economia, a cultura, a informação, os territórios, os corpos e todas as formas de vida. Seu objetivo não é apenas derrotar inimigos, mas destruir, disciplinar ou reorganizar aquilo que não pode ser facilmente transformado em mercadoria: povos, memórias, autonomias, territórios comuns e formas distintas de se relacionar com a vida.

Essa guerra constitui um aspecto fundamental do funcionamento do capitalismo. Desde suas origens, a expansão capitalista dependeu da espoliação, da apropriação dos bens comuns e da transformação da natureza e das relações sociais em mercadorias. Hoje, diante do esgotamento dos recursos, da crise climática e das resistências territoriais, o capitalismo não reduz sua expansão; ao contrário, abre novas fronteiras de extração: mineração, combustíveis fósseis, minerais críticos e grandes infraestruturas energéticas e logísticas.

A crise ecológica não afeta toda a humanidade da mesma maneira. Não existe uma responsabilidade equivalente diante da degradação ambiental: as classes sociais, o gênero, a geografia e as relações coloniais determinam quem consome, quem decide e quem enfrenta as consequências. Por isso, a crise climática não pode ser compreendida como resultado de uma humanidade abstrata, mas como consequência histórica de um sistema baseado na acumulação, no colonialismo, no patriarcado e na exploração.

A guerra contra a natureza nasce de uma separação moderna entre a humanidade e o mundo vivo. A natureza foi transformada em objeto, recurso e propriedade, enquanto certos povos foram colocados do lado daquilo que seria “natural”, tendo sua autonomia e legitimidade negadas. Essa lógica permitiu justificar a conquista, o “desenvolvimento” e o “progresso” como caminhos universais, ocultando a violência necessária para impô-los.

Na atualidade surge uma nova forma de colonialismo climático. A crise ambiental já não é apenas negada; ela também é convertida em oportunidade de acumulação. Os mercados de carbono, as compensações ambientais, a mineração “verde” e determinadas formas de transição energética podem reproduzir as mesmas lógicas de espoliação sob uma nova linguagem de sustentabilidade. Os minerais necessários para as tecnologias digitais, energéticas e militares geram novas disputas territoriais, enquanto comunidades e ecossistemas são transformados em zonas de sacrifício.

Tornel também criticou a “maldição do ambientalismo”. Quando o cuidado da Terra se transforma em uma tarefa técnica administrada por especialistas, indicadores e mercados, a conservação perde seu vínculo com os territórios e converte-se em uma forma de governança que mede, controla e administra a natureza sem modificar as relações econômicas que produzem a devastação. A crise ecológica acaba sendo transferida para o indivíduo por meio da figura do “sujeito climático”, responsabilizado por mudar seus hábitos, enquanto as grandes estruturas de poder permanecem intactas.

Diante dessa situação, a proposta é “a rebelião do vivo”. A Terra não deve ser entendida como um objeto externo que precisa ser salvo, mas como a trama de relações da qual fazemos parte. Defender um rio, uma floresta, uma montanha ou um território significa defender comunidades, memórias, conhecimentos e modos de vida. A autonomia, o comum e as resistências territoriais demonstram que existem outras maneiras de organizar a existência para além da lógica da mercadoria.

A ideia de que somos a própria natureza defendendo a si mesma implica recuperar os vínculos com os territórios, reconstruir capacidades coletivas e reconhecer que a transformação não virá apenas dos Estados, das corporações ou da tecnologia, mas das práticas comunitárias que já existem. A segunda tempestade não é apenas a crise produzida pelo capitalismo, mas também a força dos povos, dos territórios e das formas de vida que se organizam para resistir a ela.

Tornel concluiu com um convite para abandonar a espera por soluções externas e recuperar a capacidade coletiva de construir outros mundos: não utopias distantes, mas espaços reais onde a autonomia, o cuidado e a vida em comum possam continuar florescendo diante da guerra contra a natureza.


Subcomandante Insurgente Moisés

O primeiro dia do encontro encerrou-se com um importante anúncio feito pelo Subcomandante Insurgente Moisés:

O próximo Encontro de Resistências e Rebeldias e o Encontro de Artes, previstos para dezembro de 2026, serão realizados na Cidade do México, na sede da Casa dos Povos e Comunidades Indígenas Samir Flores Soberanes.

(Baixe o áudio aqui)

Aqui o comunicado completo.

Fotos: Radio Pozol

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Capitán Insurgente Marcos

Inauguración del Semillero “Guerra contra la Humanidad” (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

Capitán Insurgente Marcos
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
20 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Buenas tardes compañeros, compañeras, compañeroas, yo les voy a hacer la introducción. Los que entendieron ese albur se van a ir al infierno.

Queremos agradecer primero a quienes levantan y sostienen este espacio para la palabra, la reflexión y el pensamiento crítico, es decir, a la comunidad del Cideci/UniTierra, agradecerles su hospitalidad y la casa para el oído, la palabra y el corazón que desafiando todo han construido y mantienen. Gracias Cideci, gracias, Doc, ¡ánimo!

Agradecer también a las mentes lúcidas que en esta ocasión nos visitan para compartir su mirada crítica ante un mundo que de un día a otro cambia y se transforma en la peor versión de sí misma. Y saludar a quienes están de escuchas presentes y a quienes en otros rincones de México y el mundo abren su corazón para alimentar sus luchas, sus historias, sus búsquedas, sus éxitos y sus fracasos, es decir, sus vidas. Ahora nos convoca una historia, una historia de ustedes y de nosotros, aunque seamos tan diferentes, tan distintas, tan otros, que no pocas veces nos confundimos como si fuéramos enemigos entre nosotros.

Una historia común, pues. Y esta historia comienza con un crimen, no con una boda esplendorosa en un marco idílico, con un novio guapísimo y otro novio que lo que sea de cada quien está más feo que la foto de Trump con Infantino en su relación sadomasoquista. Claro, los chismes en las mesas son unánimes, él debe estar forrado de billetes y el otro él es un interesado a quien no le mueve el amor desprendido y la entrega incondicional.

No, no me he equivocado al repetir los géneros de los novios. Y no, esta historia no inicia con el amor triunfante o derrotado ante la adversidad. Tampoco inicia con una embriagante vista aérea a vuelo de pájaro sobre una campiña verde, dorada y lejana, ni con el vertiginoso serpenteo de una cámara en un travelling zigzagueante por entre las calles y las miserias de una urbe en cualquier parte del mundo. No, empieza con un crimen rebosando sangre, lodo y mierda, una historia que empieza con la injusticia entronizada, el dolor democratizado, la destrucción que genera riqueza, bonanza y desarrollo, la muerte como programa de gobierno y símbolo del progreso: a más muertes, más modernidad en una civilización.

Nos convoca un crimen, el crimen por excelencia, el crimen hecho sistema, un crimen tan transparente que la luz no lo atraviesa sino que lo trastoca en espejo, en un prisma que se desgaja en colores amables, queribles, deseables, de moda, pues, un crimen tan popular que acumula trillones de likes de sus víctimas propiciatorias y aún así está insatisfecho.

Así que nos convoca un crimen. Tenemos un criminal cínico, están las pruebas, está el juicio cotidiano de la realidad, está una sentencia siempre pendiente. El criminal en cuestión cuenta con abogados de oficio, jueces, policías, ejércitos, bancos, industrias, comercios, redes sociales, medios de comunicación, mundiales de fútbol, FIFAs, barras o porras virtuales, tratados comerciales, reuniones clandestinas y abiertas y la actitud designada de millones de víctimas.

No se entregará fácilmente, no se detendrá en su afán de conquista y sometimiento. Si el aberrante objetivo de su guerra, el planeta, sucumbe, está preparando y en algunos casos tiene ya sus refugios o cuartos de pánico alternos. Su principal objetivo ahora son los prescindibles, los que sobran, los que estorban, no sólo porque no reditúan ganancia alguna, también y sobre todo porque, al contrario y contradictorio de lo que predican los catecismos políticos revolucionarios, es ahí, en esos desechables, donde no sólo está la amenaza a su proyecto mortal. También y sobre todo porque en esos pequeños está la semilla de lo otro, de lo no homogéneo, lo no hegemonizado. Su ofensa al sistema está en su heterogeneidad, en su resistencia y en su desesperante rebeldía. Estamos aquí y allá, donde está la escucha, la reflexión, la posición crítica, convocados con dos metas siempre inconclusas, siempre renovadas: el conocimiento y análisis de las vulnerabilidades del sistema y la existencia de otros, otras, otroas, que en sus prácticas cotidianas, lejos de los grandes medios de comunicación y trending topics, aprenden y aprehenden de sus luchas.

Ellos, ellas, elloas, a quienes aspiramos a algún día llamar compañeros, compañeras, compañeroas.

Para esto, en esta ocasión, escucharemos una descripción del terrorista por excelencia, el poder, esto es, el Estado capitalista, según el pensamiento de Gilberto López y Rivas.

Su desprecio y racismo a lo diferente, dibujados por Alicia Castellanos.

La Madre Tierra como víctima y como rebelde, estudiada por Carlos Tornel.

La apropiación, es decir, la privatización de bienes que eran comunes hace unas cuantas semanas, como lo es el agua, según el estudio de Wilfrido Gómez Arias.

El ser humano como alimento de la hidra sistémica que reclute y desaparece, lo que ya no sólo se le enfrenta, sino que se le atraviesa, así como la rebeldía en la lucha por la vida, analizadas por Alejandra Guillén.

El reordenamiento del sistema y sus nuevas formas mortales, con la sapiente guía de Ilán Semo.

El fracking contra la tierra y contra quienes la defienden, explicado por Mauricio González González.

El atisbo de una esperanza en la defensa de la naturaleza, bajo la mirada de Pablo Montaño.

La historia como herramienta de opresión y las historias de abajo como arma de lucha, explicadas ambas por Carlos Alberto Ríos Gordillo.

Los nuevos rostros de la hidra explotadora, desenmascarados por Mateo Crossa Niell.

El horror y el heroísmo emblemático de este y de todos los tiempos de Palestina, con Micaela Gramajo e Iván Prado.

El éxodo mundial e imparable de las migraciones humanas en el ojo crítico de Bruno Miranda.

El anhelo insatisfecho del fin de las guerras y el triunfo de la vida, explicado por David Barrios.

El tierno y maravilloso empeño de quienes buscan a quien hace falta, descrito por Andrea Horcasitas Martínez.

El accionar del crimen organizado y las resistencias que se le oponen en la disección de Raúl Romero.

La conquista y reordenamiento del espacio urbano y quienes en él viven, resisten y se rebelan, señalados por Vicente Moctezuma Mendoza.

El lugar de lucha como mujeres que somos en la defensa de la naturaleza, con la visión de Iracema Gavilán.

Y para cerrar con broche de oro, tenemos dos mesas con el terror y la pesadilla de la ultraderecha: las diferencias. Titze Malambé, Vica Rule, Brenda Nava Galindo, Argelia Guerrero y a nuestras compañeroas y compañeras zapatistas, la Marijose, la Mía, Fernanda, Érika, Mareli, Yuli y Remedios.

Creo que más de unoa, una, uno, estará de acuerdo conmigo en que el menú de este semillero presenta una variedad rica en vitaminas, minerales, proteínas e hidrocarburos, pero que será necesario el condimento que cada escucha elija para sazonar.

Es un semillero pues, hay varios tipos de semillas. Habrá las que nos sirvan para alimentar el pensamiento crítico, la reflexión, el cuestionamiento y habrá las que no. No nos convoca la difusión y propaganda de evangelios políticos, de doctrinas novedosas o arcaicas, de dogmas seculares.

Lo que nos convoca es la necesidad cada vez más urgente de nuevos elementos para el análisis crítico, de herramientas para la discusión y la identificación del perfil del criminal.

Creo, es un supositorio, que la parte más importante de este y otros semilleros no ocurre en este auditorio, o en este streaming o en las palabras que aquí se digan. Creo que lo que realmente importa ocurrirá fuera de este recinto, en las pláticas de sobremesa, en los comentarios, en las discusiones, en los debates y en la apropiación o no de las ideas que consideremos acertadas y pertinentes. En la aprehensión pues, que convierte el aprendizaje en método de cultivo de una, de otra, de muchas semillas, que habrán de florecer, madurar y dar fruto en las luchas por la vida.

En estos días, una organización hermana en la lucha por la vida, la española Open Arms (Brazos Abiertos), desembarca en las costas de Cuba para entregar apoyos necesarios y urgentes para el pueblo cubano. No llevan consignas, demandas, exigencias, condicionamientos, imposiciones. En cambio, llevan equipos de energía solar y medicinas para un hospital. El velero se llama Astral. En él, como un elemento más de la embarcación y su tripulación, viaja también una pequeña lancha llamada Lacandona, familiar de los cayucos que a bordo de La Montaña cruzaron hace cinco años el Atlántico a contrapelo de la historia para hermanar la rebeldía que no reconoce fronteras. Así como la pequeña Lacandona es hermana menor del Astral, y es el más pequeño de los navíos que rescatan a náufragos de las guerras militares, económicas y raciales, nuestra palabra y nuestra práctica es una más de la gran familia de quienes reconocen como necesaria, urgente e impostergable, la lucha por la vida. La más pequeña, cierto, pero parte también del todo.

pLos más primeros dioses, los que nacieron en el mundo de la mano de Ixmucané, la diosa madre, la tierra, se dieron en crear caminos, puentes y embarcaciones. Cuando aún no habían sido creadas las aguas, los continentes, los pueblos y quienes los viven, no habían sido creados aún los colores de piel, ni los tamaños de los seres, ni las lenguas que los hablan, ni los modos que los viven, ni las geografías que los hospedan, ni las religiones que los entibian.

Harán falta —suspiró le Ixmucané—, orque tiempos llegarán en que reinen los rompimientos, las distancias, las divisiones, las persecuciones, las fronteras y las guerras. Y los hombres y mujeres de maíz tendrán así la ruta, pero ellos, ellas y elloas habrán de construirse los pies, las manos, los cuerpos y los corazones para desafiar esos obstáculos, y aún a la muerte encontrarán camino. Su paso llevará preguntas y no destrucciones y muertes. ¿Quién eres? ¿Cuál es tu historia? ¿Dónde estás?

Aquí estoy, madre, padre, hermana, amigo. Soy el ausente, la desaparecida forzada de estadísticas y mediciones. Soy el color de piel distinto, diferente en la atracción y el amor, disímil en geografía, historia y modo. Soy la víctima propiciatoria, el huérfano de esperanza y de vida. Soy quien busca ser encontrada. Soy quien no se resigna, no se conforma, no se rinde. Estas serán algunas de las palabras, algunas de las respuestas que buscará su andar.

Así murmuró Ixmucané, la más primera, y al rodar de los tiempos su murmullo se convirtió en grito en las montañas del sureste mexicano.

Compañeras, compañeroas y compañeros, hermanoas, hermanos y hermanas, bienvenidas, bienvenidoas y bienvenidos seamos al semillero “Guerra contra la humanidad, las poblaciones y la naturaleza bajo asedio”.

Tiene la palabra un viejo compañero joven, Gilberto Rópez y Rivas.

Les voy a platicar como estuvo. Es que yo le dije al compañero que nos ayuda a contactar gente para venir a exponer sus saberes, su sabiduría, le dije: “hay que buscar gente joven para que conozcan otros pensamientos”. Entonces me fue pasando la lista y las edades iban entre 45 y 50 años. Yo no me reí, me puse triste, me deprimí. Entonces yo dije bueno, si los jóvenes tienen entre 40 y 50 años, entonces los que tengan entre 20, mayores de 20 y menores de 40 son adolescentes púberos y los que tienen menos de 20 pues tienen, son niños pues y niñas.

Este semillero es para adultos, por favor retírense los menores de 20 años.

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Carlos Tornel

Capitalismo, guerra total y la rebelión de lo vivo

Por Carlos Tornel
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
23 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Muchas gracias, compas, una vez más por esta invitación. Es un gusto y un placer estar aquí otra vez en el Cideci. Es un verdadero gusto y un honor poder compartir estas palabras, que espero abonen a la discusión sobre la guerra contra la naturaleza. Esta vez trataré de ir más lento. Ya no traje el celular; intentaré también no ofender a los anfitriones. Reitero que toda acusación contra el tabaco fue dirigida a sus oligarcas corporativos.

Espero que esta sea una ocasión para revisitar los puntos de la Cuarta Guerra Mundial y ojalá al final aparezca ese mítico pastel de moca que, como el quinto partido —ah, no, perdón, ahora el sexto partido—, no termina de llegar. En fin, no llega.

Traté de organizar esta intervención a partir de una provocación que el zapatismo formuló hace ya más de 20 años: la idea de que vivimos en una Cuarta Guerra Mundial. No voy a repasar aquel planteamiento con lujo de detalle. Me interesa recuperar solamente tres de las líneas que siento que siguen siendo fundamentales para comprender nuestro presente.

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Gilberto López y Rivas

Terrorismo global de Estado, militarización y recolonización de los territorios

Por Gilberto López y Rivas
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
20 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Agradezco a las y los hermanos zapatistas por invitarme a este semillero, al que vengo como integrante del Colectivo de Apoyo al EZLN-CNI-CIG “Llegó la Hora de los Pueblos”, que tiene su origen precisamente en el esfuerzo por acompañar las acciones de los pueblos en defensa de la vida, la paz, la justicia y la dignidad. Recordando con especial cariño a uno de sus fundadores, don Pablo González Casanova, quien cumplió a cabalidad, hasta el final de su fructífera vida, las tareas de ese vigía que los mayas zapatistas describen como el centinela de la reflexión crítica, que sabe distinguir los cambios, mira los indicios, los valora y los interpreta; que no se cansa, mucho menos se rinde, y señala los peligros y las tormentas, sin consignas, autos de fe ni modas de la academia extractivista.

Ese merecido reconocimiento de los zapatistas al más notable científico social de nuestro país, realizado en este mismo auditorio, vino a colmar una vida plena de congruencia ética y compromiso social e intelectual. Fue precisamente por esa entrega a la causa de los pueblos que la Comandancia General del EZLN lo premió a la manera de los zapatistas, es decir, dándole más trabajo. En aquella noche memorable en que le impusieron el grado de Comandante Contreras y lo integraron al Comité Clandestino Revolucionario Indígena del EZLN, convirtiéndolo en un obligado referente con el que se pone a prueba una intelectualidad anquilosada y alejada de las resistencias anticapitalistas y de la lucha contra la recolonización y la guerra social que viven nuestros pueblos y naciones.

Ese es el tema que vamos a discutir en este semillero.

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KeHuelga

90 años de la Revolución Social en España

Compartimos esta edición de Crónicas desde el otro lado del charco, producido por la KeHuelga Radio.

Esta edición es un programa sobre los 90 años de la revolución social en España, celebrando a los compañeros de la CNT y la FAI que lucharon y siguen luchando por ese nuevo mundo que llevamos dentro de nuestros corazones.

Se discute un poco la historia de la revolución social, dando antecedentes y sus actores. La hipótesis propuesta es que los anarcosindicalistas no destruyen las estructuras estatales pues existían dos problemas. El primero es que pensaron que éstas se disolverían ante la revolución; la segunda es que necesitaban las armas y las estructuras estatales eran las que podían conseguir el armamento necesario para combatir a los fascistas. Una hipótesis lanzada también aquí es que, a pesar de que los anarcosindicalistas tenían de las organizaciones mas grandes y mejor organizadas, éstas siempre fueron eclipsadas por el Partido Comunista Español que, aunque en 1936 era muy pequeño, Stalin sólo le da las armas y el control a los del Partido Comunista. Es así que el Frente Popular se vuelca al Partido Comunista.

Hoy día la historia la cuentan como si los anarquistas hayan sido insignificantes en la resistencia contra el fascismo, olvidando la Revolución Social que llevaron a cabo los compañeros de la CNT- FAI.

Música: Del disco Cancionero Libertario.

  • A las Barricadas
  • En la plaza de mi pueblo
  • Guerra al Burguesia
  • A desalambrar
  • Joan Baez – Here’s to you
  • A las Barricadas (instrumental)

Descarga aquí (1:10 hr).

radio
Comisión Sexta Zapatista

BANDA: No hubo el sexto, pero hubo, hay y habrá la SEXTA-México. Convocatoria al Semillero Cibernético de Arte y Gráfica Digital. “Una realidad rebelde y en resistencia contra la Inteligencia (já) Artificial” | Comisión Sexta Zapatista | Julio 2026

BANDA: No hubo el sexto, pero hubo, hay y habrá la SEXTA-México.

En memoria de Jorge Salinas Jardón
el obrero insumiso, trabajador telefonista,
no lo quebró la represión de Fox y Peña Nieto en Atenco,
no lo sedujeron las mentiras de la 4T,
siempre nuestro compañero de la Sexta-México.

Julio del 2026.

A las personas individuales, grupos, colectivos, movimientos, organizaciones y demás, adherentes a la Sexta-México:

Compas:

Porque hay buscadoras.
Porque hay desaparecidos.
Porque hay desplazados.
Porque hay pueblos originarios.
Porque hay otroas.
Porque hay afrodescendientes.
Porque hay migrantes.
Porque hay magisterio rebelde.
Porque hay estudiantes.
Porque hay activistas.
Porque hay militantes.
Porque hay empleadas.
Porque hay choferes.
Porque hay campesinos.
Porque hay obreros.
Porque hay repartidores.
Porque hay colonos.
Porque hay personas de todos los colores.
Porque hay creyentes religiosos.
Porque hay artistas.
Porque hay gráfica insumisa.
Porque hay abajo y a la izquierda.

  Porque hay personas así, que no se rinden, que no se venden, que no claudican

  Por esas personas y con ellas, hubo, hay y habrá la Sexta México.

  Por eso les convocamos al

Semillero Cibernético de Arte y Gráfica Digital.
“Una realidad rebelde y en resistencia
contra la Inteligencia (já) Artificial”

Fechas: Del 1 al 31 de agosto del 2026.

  Se podrá compartir cualquier tipo de material gráfico digital creado por humanos (sin el uso de IA) que promueva, difunda y exhiba la lucha anticapitalista y por la vida en México y el mundo, y que pueda ser usado por personas, grupos, colectivos, movimientos y organizaciones en resistencia y rebeldía, el cual puede ser:

Animación
Apps y Software libres
Banners
Bordado
Caligrafía
Caricatura
Cartel
Collage
Dibujo
Estampa
Fanzine
Fotografía
Graffiti
Historieta
Ilustración
Identidad Visual
Lona
Meme
Mural
Pegatina
Pintura
Plantillas de diseño (gráfico, web, logo, libro, periódico, revista)
Rotulación
Textil
Tipografía
Video
Volante
Lo que se invente para la ocasión.

  O lo que sea que sirva para la lucha contra el sistema de forma gráfica y creativa.  Se trata, así, de apoyar a quienes luchan y resisten contra el sistema, ofreciendo material gráfico para informar, promover y difundir sus luchas.

  En el momento de compartir cualquier material gráfico a través de este medio, se acepta que pueda ser reproducido, distribuido y modificado de forma libre, reconociendo siempre el crédito del material al autor, autora o autor@ de la manera especificada por cada quien.  No hay copyrights, pero sí autoría.

  Para la compartición del material pueden enviar un correo con el crédito de los creadores y la categoría en la que consideren que éste sea incluido.  El material que se vaya recibiendo desde el momento que aparezca la convocatoria, se irá clasificando en distintos apartados según su categoría.  Y será publicado en una sección especial de la página electrónica de Enlace Zapatista.

Correo para envío: semillerocibernetico@gmail.com

  Los archivos mayores a 25 megas deberán ser compartidos a través de plataformas digitales de transferencia de archivos, enviando a la dirección mencionada el vínculo de descarga. En el caso de ser materiales que estén alojados ya en algún sitio virtual y que puedan ser compartidos y descargados por ese medio, enviar únicamente el vínculo de la dirección web o, en el caso de videos, el canal o plataforma donde estén alojados. Apelamos a su criterio colectivo para que consideren la manera más sencilla de compartir su material.

  Recomendaciones: Se aconseja darse una vuelta por los distintos medios libres y blogs de información y denuncia.  Ahí encontrará multitud de luchas, resistencias y rebeldías que esperan y necesitan su mirada.

Desde las montañas del Sureste Mexicano.

Comisión Sexta Zapatista.
México, julio del 2026.

P.D.- El meme del Trump e Infantino cantando “La Pareja Ideal” (letra y música del buki Marco Antonio Solís), ya está apartado por el capitán.  ¿Qué?  ¿No hay sistema de apartado? ¿No les digo?  Si lo que nos falta es el instinto depredador capitalista.

radio
Radio Zapatista

“Soñar otro mundo es posible” se publica en el Estado Español

Junto con la Teia dos Povos (Tejido de los Pueblos) de Brasil, Radio Zapatista acaba de publicar en el Estado Español el libro

Soñar otro mundo es posible
Zapatismo, autonomía y el Tejido de los Pueblos

En el contexto de la crisis civilizatoria global, y como forma de imaginar y estimular la construcción de alternativas de vida, el libro recorre las diferentes áreas de la autonomía zapatista.

¿Cómo funciona el autogobierno, la justicia propia, la educación y la salud autónomas, la soberanía económica, la autodefensa, la comunicación? ¿Qué papel desempeñan las mujeres en la construcción de otros mundos posibles? ¿Y las artes y las ciencias? ¿En qué consisten los grandes cambios en curso en las estructuras de gobierno autónomo y en la propuesta del Común?

La intención del libro es aproximar al lector a la experiencia viva de la autonomía en territorio zapatista hoy.

Al mismo tiempo, el libro conecta la experiencia zapatista con la de la Teia dos Povos (Tejido de los Pueblos), esa gran articulación de movimientos indígenas, negros y populares del campo y la ciudad en Brasil, que comparte la visión de la autonomía radical como alternativa para la crisis global.

(Descarga el flyer en alta resolución aquí)

Escribe Bruno Baronnet:

Alejado del estilo periodístico o académico, este libro es una poderosa crónica de combates contemporáneos y, al mismo tiempo, una valiosa herramienta de formación intelectual y militante.

Con una prosa lúcida y vibrante, el libro nos ofrece un recorrido por las diferentes áreas de la autonomía zapatista en Chiapas. Por primera vez, un libro escudriña la construcción del Común desde los nuevos mecanismos de gobierno autónomo, contemplando tanto la educación como la salud autónomas, la soberanía económica, la autodefensa, el papel de la mujer y la función de las ciencias y las artes en el zapatismo. Al mismo tiempo, enriquece la mirada al conectar la construcción zapatista con la experiencia de esa gran red de comunidades, pueblos y organizaciones autonomistas llamada Teia dos Povos en Brasil.

Lo que el libro deja claro es que, en el contexto de la crisis civilizatoria global que vivimos, estas prácticas de autonomía integral resuenan mucho más allá de América Latina. A través del prisma de dos movimientos emblemáticos de México y Brasil, esta obra de referencia interpela nuestra capacidad de pensar y construir un mundo nuevo, aquí y ahora, mediante una articulación popular y radical de las luchas por la vida.

El libro, distribuido por la editorial Traficantes, está disponible en librerías en todo el Estado Español, y en línea en Traficantes.net.

Para más información, escríbenos a radiozapatista@protonmail.com

radio
Colectivos de la Europa Insumisa

¡UN GOL CONTRA EL OLVIDO!

Desde nuestros territorios en la Europa Insumisa rechazamos totalmente la ola de violencia desatada en contra de las comunidades indígenas en diferentes regiones de la geografía llamada México.

El 22 de mayo del año en curso, la Misión Civil de Observación, que iba a documentar los ataques por tierra y aire que el grupo criminal Los Ardillos había perpetrado en contra de la comunidad indígena pacífica de Alcozacán, recibió la confirmación de que el Gobierno del Estado de Guerrero no brindaría acompañamiento ni seguridad a La Misión, es decir, ¡el Gobierno prefirió actuar cobardemente y ponerse al servicio de los grupos criminales!

La Misión, sin embargo, realizó su trabajo de documentar las atrocidades de una Guerra: quema de casas, de milpas, de animalitos, asesinatos con tiros de gracias, cadáveres abandonados al borde las carreteras, casas deshabitadas en la comunidad de Alcozacán…

Las escenas documentadas por la Misión nos recuerdan escenas de Guerra. Sólo que esto sucede en México bajo un mal gobierno que se autodenomina “de izquierda”, y que afirma que “¡primero los pobres!”

Y quienes seguimos de cerca lo que sucede, nos preguntamos, ¿será que son “primero los pobres” los que serán exterminados? ¿Serán las comunidades indígenas las que deben de ser eliminadas para que las grandes empresas nacionales y transnacionales ocupen sus territorios y desarrollen sus Megaproyectos en un suelo regado con sangre?

¡Y todo esto con la protección de los tres niveles de gobierno!

El 28 de mayo del año en curso el grupo criminal Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG) atacó a la comunidad indígena de Aquila en el Estado de Michoacán; en el ataque fueron asesinados Lucas Flores Tolentino y Jerónimo García Flores y otros tres miembros de la comunidad resultaron heridos. Las agresiones contra la comunidad habían comenzado el día 21 y 27 de mayo. Los habitantes huyeron al monte y hasta las escuelas de la zona se cerraron, pues los ataques del CJNG fueron intermitentes por tierra y aire.

El 22 de mayo del año en curso, la Presidenta de la UE, Ursula von der Leyen, se encontró con Claudia Scheinbaum en la Ciudad de México, para firmar el acuerdo comercial entre México y la Unión Europea, pero ¿acaso hablaron de las masacres perpetradas por los grupos criminales? ¿hablaron de los delitos de Lesa Humanidad llevados a cabo bajo la protección del Estado mexicano? ¿Acaso von der Leyen se interesó en ver las miles de Fichas de los Desaparecidos pegadas por las calles de todo México, más de 133 mil, o el Gobierno logró despegar las Fichas a tiempo para presentar un “México bonito, seguro y feliz”?

El 11 de junio del año en curso, ¡la gran fiesta! ¡El fútbol! Se recibe a la FiFa y para ello se han desalojado numerosas familias de sus viviendas, se ha limpiado la ciudad de personas en calidad de calle y de vendedores informales. El gobierno intenta presentar un México de primera clase: sin Pobres, sin Desplazados, sin Desaparecidos, sin Feminicidios, sin Masacres, sin Fosas Clandestinas.

Con nosotros, la Europa Insumisa, no sirven los cercos mediáticos, ni las mañaneras con mentiras. Por eso desde nuestros territorios:

¡Exigimos un alto inmediato a las agresiones en contra de las comunidades indígenas!

¡Exigimos se desarme a los grupos de delincuencia organizada que atacan a las comunidades indígenas!

¡Exigimos un alto a la gentrificación de las ciudades!

¡Exigimos un alto a las Desapariciones forzadas! ¡¡Porque Vivos se los llevaron, vivos los queremos!!

¡Exigimos un alto a los Feminicidios y procesos judiciales a los asesinos! ¡Ni una más, ni una asesinada más!

Red Europa Zapatista

11 de Junio 2026

Firmas:

20ZLN. Italia

Asamblea Libertaria Autoorganizada Paliacate Zapatista. Grecia

Assemblea de Solidaritat amb Mèxic-ASMEX. País Valencià, Estado Español

Associació Solidaria Cafè Rebeldía-Infoespai. Barcelona, Catalunya

Associazione Ya Basta! Édî bese. Italia

Batec Zapatista. Barcelona, Cataluña

Café Libertad Kollektiv. Hamburgo, Alemania

Cafez. Lieja, Bélgica

Cal Cases. Cataluña

Caracoleras de Olba. Olba, Teruel, Estado Español

CAREA e.V. Alemania

Centro de Documentación sobre Zapatismo. Cedoz. Estado Español

Colectivo Armadillo Suomi. Finlandia

Colectivo Calendario Zapatista. Grecia

Colectivo Ramona. Chipre

Collettivo Zapatista Lugano. Suiza

Comitato Chiapas Maribel. Bérgamo, Italia

Comité de solidaridad con Latinoamérica (LAG) – Chiapasgruppa LAG. Oslo, Noruega

Confederación General del Trabajo – CGT. Estado Español

Cooperazione Rebelde Napoli. Italia

CSPCL, París, Francia

Espoir Chiapas. Francia

Frankfurt International. Alemania

Gira Zapatista Holanda. Holanda

Grupo México del Foro Internacional. Dinamarca

Gruppe B.A.S.T.A. Munster, Alemania

Kaffeekollektiv Aroma Zapatista, Hamburgo

Lumaltik Herriak. País Vasco

Mujeres y Disidencias de la Sexta en la Otra Europa y Abya Yala.

Mut Vitz 13. Marsella, Francia

Mut Vitz 31. Toulouse, Francia

Mut Vitz 34. Francia

Nodo Solidale Roma. Italia

Pallasos en Rebeldía. Estado Español

Quinoa. Bélgica

Red de Rebelión. Alemania

Red Ya-Basta-Netz. Alemania

Silbo Zapatista. Estado Español

Solidaridad Directa Chiapas. Suiza

Tatawelo. Italia

Terra Insumisa Alcamo / Sicilia Sud Globale. Sicilia, Italia

TxiapasEKIN. País Vasco

Union Syndicale Solidaires

USI 1912 Italia e Usicons aps Italia

Y Retiemble. Madrid, Estado Español

Ya Basta Bolonia. Italia

Ya Basta Milano. Italia

Ya-Basta-Netz, Alemania

radio
Global Sumud Flotilla

Construido y financiado por EE. UU.: El papel que desempeñó Estados Unidos en la tortura y el secuestro de trabajadores humanitarios

ESTAMBUL — A medida que continúan saliendo a la luz los testimonios de los 428 participantes secuestrados ilegalmente por el régimen israelí, el papel crítico de Estados Unidos en los abusos y torturas infligidos a voluntarios humanitarios y periodistas se ha vuelto innegable. Este papel trasciende la protección diplomática brindada por el Departamento de Estado y la negativa de la Embajada de EE. UU. a asistir a las familias estadounidenses que buscaban información; abarca el propio buque en el que los voluntarios participantes fueron detenidos y torturados ilegalmente, así como las armas utilizadas para infligirles traumas potencialmente mortales.

El “Barco de la Tortura” Financiado por EE. UU.

La embarcación que se encuentra en el centro de numerosos abusos graves —incluyendo torturas sistemáticas y agresiones sexuales— era una lancha de desembarco naval reconvertida que los participantes han llegado a denominar “el barco de la tortura”. Se trata del INS Nahshon, construido por Bollinger Mississippi Shipbuilding (una subsidiaria de Bollinger Shipyards) y financiado en su totalidad a través del programa estadounidense de Financiamiento Militar Extranjero (FMF). Entregado a la marina de ocupación en 2023, este buque fue utilizado como prisión flotante durante las interceptaciones ilegales ocurridas los días 29 y 30 de abril frente a las costas de Creta, donde al menos 30 participantes sufrieron heridas de tal gravedad que debieron ser trasladados a un hospital.

Brutalidad dentro del “Contenedor de las Palizas”

Durante el despliegue de la embarcación, los humanitarios, médicos y periodistas detenidos fueron procesados ​​uno por uno a través de un oscuro contenedor de carga. En su interior, grupos de tres a cinco soldados agredían brutalmente y de manera sistemática a cada persona que cruzaba la puerta, mientras quienes esperaban afuera escuchaban los gritos.

“De repente oigo: ‘Bienvenido a Israel’. Y empiezo a recibir golpes: primero un golpe en la cabeza, luego otro en las costillas; caigo al suelo y entonces me patean”, relató el participante Yassine Benjelloun, quien también recibió múltiples descargas con una pistola eléctrica. “Lo que dura tal vez tres o cinco minutos parece una eternidad. No sabes si la puerta se va a abrir para que te echen fuera a patadas”.

Megan Marie Dominguez, una participante estadounidense, fue arrojada al interior del contenedor de las palizas y golpeada con la fuerza suficiente como para dejarla casi inconsciente; posteriormente, fue entregada a un segundo grupo de soldados armados con pistolas eléctricas y lo que ella describe como “otros juguetes para golpear a la gente”.

La Dra. Jihan, una médica malasia que se encontraba a bordo, describió una situación médica sin precedentes en toda su experiencia profesional. Documentó lo siguiente:

35 participantes con fracturas, incluyendo costillas rotas, dislocaciones de hombro y fracturas de húmero.
Lesiones craneales graves, conmociones cerebrales y traumatismos oculares y auditivos.
Al menos dos individuos a los que se les inyectaron por la fuerza sustancias no identificadas que los dejaron somnolientos y desorientados.
14 casos de agresión sexual, así como la retirada sistemática y deliberada de los hiyabs a las mujeres musulmanas.

“Como médica, mi objetivo principal es aliviar el sufrimiento de las personas”, afirmó la Dra. Jihan. “Pero cuando no podíamos hacer nada para ayudarlos, experimenté la peor y más horrible sensación que jamás haya tenido. Fue algo verdaderamente devastador”.

Municiones estadounidenses utilizadas contra civiles

Las armas desplegadas a bordo eran también de fabricación estadounidense. Las granadas aturdidoras y los proyectiles con núcleo metálico fueron identificados, mediante las marcas del fabricante, como productos de Combined Tactical Systems (CTS), una marca del fabricante de armas Combined Systems Inc. (CSI), con sede en Jamestown, Pensilvania. Estas armas fueron disparadas a corta distancia, en espacios cerrados, contra participantes que se encontraban sentados o intentando dormir; una violación directa de las propias pautas de uso del fabricante.

Una política estructural de complicidad

Las armas. El barco. El silencio diplomático. Nada de esto fue accidental. Josh Paul, exfuncionario del Departamento de Estado que dimitió en protesta por las transferencias de armas de EE. UU. a Israel, es inequívoco:

«Según la legislación estadounidense, las transferencias de armas solo deben realizarse con fines autorizados por la ley. El uso del INS Nahshon por parte de Israel para llevar a cabo una incautación ilegal en aguas internacionales —y, posteriormente, para servir de base para la tortura y la agresión sexual de civiles extranjeros (incluidos ciudadanos estadounidenses) que no habían infringido ninguna ley y que actuaban por motivos de conciencia para atender una necesidad humanitaria urgente— viola de manera flagrante y grave dichos términos. Cuando se autorizó esta venta, los funcionarios estadounidenses debieron de preguntarse cómo podría utilizar Israel esta plataforma. Los fundamentos por los que deberían haber denegado esta transferencia han existido al menos desde el incidente del Mavi Marmara en 2011; sin embargo, ahora resultan más evidentes que nunca. La lección que aquí se extrae es sencilla: cualquier material que transfiramos a Israel, Israel encontrará la manera de utilizarlo indebidamente, ya se trate de una bomba, una excavadora o un barco».

Este no es un incidente aislado ni el fracaso de una sola administración; es un compromiso estructural y bipartidista por parte del gobierno de los Estados Unidos de priorizar sus relaciones estratégicas por encima de la protección de sus propios ciudadanos y de sus propias leyes. Al utilizar un proceso de verificación construido de manera independiente y “defectuoso”, el Departamento de Estado elude sistemáticamente la Ley Leahy de 1997, la cual prohíbe estrictamente la asistencia militar estadounidense a unidades extranjeras acusadas de manera creíble de violaciones graves de los derechos humanos, tales como la tortura y la violación.

Si bien el derecho internacional ha sido violado de manera flagrante y actualmente existen procesos judiciales en curso en Turquía, Italia y España —donde fiscales italianos han abierto una investigación por secuestro y agresión sexual—, el gobierno de los Estados Unidos continúa mirando hacia otro lado.

Demandas al Gobierno de los Estados Unidos

El régimen israelí continúa cometiendo genocidio utilizando buques construidos en los EE. UU. y armas de fabricación estadounidense. La tortura de ciudadanos estadounidenses y voluntarios humanitarios mediante herramientas de fabricación estadounidense no constituye una anomalía; es el resultado directo del apoyo incondicional de los Estados Unidos a un régimen que comete de manera continua crímenes de guerra y crímenes de lesa humanidad. Lo que los participantes de la GSF lograron sobrevivir durante unos días es algo que muchos palestinos padecen indefinidamente, sin abogados ni acceso consular.

La Flotilla Global Sumud insta al Gobierno de los Estados Unidos a tomar medidas inmediatas:

Abrir audiencias inmediatas sobre el despliegue de activos militares financiados por el FMF —incluido el INS Nahshon— contra ciudadanos estadounidenses.
Suspender todas las transferencias de armas al régimen israelí a la espera de dicha investigación.
Hacer cumplir la Ley Leahy sin exenciones ni procesos especiales para el régimen.
Proporcionar un informe exhaustivo de cada solicitud consular y de asistencia presentada por las familias de los participantes detenidos que haya sido desestimada o ignorada.
Investigar el uso de municiones CTS —producidas bajo contratos del Departamento de Defensa (DOD)— contra civiles humanitarios desarmados.
Poner fin al apoyo militar y diplomático incondicional a un régimen que está cometiendo genocidio.

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