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Dia 3 do Encontro “Guerra contra a Humanidade”

Dia 3 do Encontro “Guerra contra a Humanidade”
(As populações e a natureza sob cerco)

22 de julho de 2026
Cideci / Universidad de la Tierra, Chiapas

No auditório lotado do Cideci / Universidad de la Tierra Chiapas, reuniram-se, em 22 de julho de 2026, 645 pessoas de 27 regiões do mundo, além de mais de 200 “escutas” zapatistas, para o terceiro dia do Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio).

Nesse grande espaço de pensamento crítico, foram compartilhadas reflexões profundas sobre a fase atual do capitalismo, assim como sobre o genocídio do povo palestino, mas também sobre sua resistência e dignidade.

Compartilhamos aqui um resumo das conferências, bem como os áudios e os links para os textos completos, que consideramos fundamentais para compreender o nosso mundo e, assim, construir coletivamente alternativas reais diante do desastre que nos assola.


Carlos Alberto Ríos Gordillo – “Rastrear a hidra de muitas cabeças. Pistas para uma contra-história rebelde”

Texto da fala completa aqui.

(Baixe o áudio aqui)

O historiador Carlos Alberto Ríos compartilha uma reflexão sobre o pensamento crítico diante da hidra capitalista, representada como uma “hidra de muitas cabeças”, que pode ser compreendida e enfrentada quando aprendemos a ler seus rastros, identificar suas transformações e reconhecer a forma como reproduz a exploração, o despojo, a repressão e a devastação da natureza.

Ríos retoma o seminário “O pensamento crítico diante da hidra capitalista”, realizado há mais de uma década, no qual o Exército Zapatista de Libertação Nacional comparou o capitalismo à hidra da mitologia: um monstro que se fortalece sempre que é atacado. No entanto, afirma que ele não é invencível, e que sua principal fraqueza pode ser descoberta por meio do pensamento crítico e da organização coletiva.

O historiador recorda um dos relatos da sabedoria do Velho Antônio, no conto “Os riachos quando descem”, que simboliza aqueles que “leem os rastros”: pessoas que não apenas observam os sinais, mas identificam o perigo na montanha, se escondem, antecipam-se e se preparam para o ataque. Mas, enfatiza, não basta identificar o adversário; é preciso compreender como ele reescreve a história para justificar a dominação e ocultar as causas profundas da desigualdade.

Segundo Ríos, é fundamental narrar a história a partir da perspectiva dos povos que resistem, e não da versão dos vencedores. Cada rastro do capitalismo — massacres, desaparecimentos, espoliações, crises ambientais ou megaprojetos — revela a lógica da acumulação de capital por trás dos conflitos contemporâneos.

O historiador reivindica a experiência da autonomia zapatista e a forma como os zapatistas aprenderam a ler o mundo, narrar sua história e revelar aquilo que se encontra ao redor dos rastros. A partir deles, sabem quem é o inimigo, de onde veio, como mudou, para onde vai e como enfrentá-lo.

Ríos interpreta as treze reivindicações históricas do EZLN — terra, moradia, trabalho, alimentação, saúde, educação, independência, liberdade, democracia, justiça, paz, informação e cultura — como uma alternativa concreta ao modelo capitalista. São, afirma, “palavras mágicas”, pois permitem imaginar um mundo voltado para a vida. Não são apenas definições de dicionário; como ensina “A história das palavras”, do Velho Antônio, elas precisam carregar coração.

Essas demandas tornam-se práticas cotidianas nas comunidades autônomas, onde a organização, o autogoverno e o princípio de “mandar obedecendo” demonstram que outras formas de vida são possíveis.

Ao mesmo tempo, alerta que o capitalismo não combate apenas militarmente as experiências rebeldes, mas também procura apropriar-se de seus aprendizados por meio de estratégias contrainsurgentes, programas assistencialistas e mecanismos de cooptação. Por isso, insiste: ler os rastros do inimigo não basta; a verdadeira defesa está na organização comunitária e na construção permanente de alternativas.

Conclui afirmando que “rastrear” não é apenas um método de interpretação da história, mas uma ferramenta política para desmascarar o poder e revelar possibilidades de transformação onde o sistema insiste em afirmar que não há alternativas. Nessa perspectiva, a contra-história zapatista convida a narrar o mundo “desde baixo e à esquerda”, reconhecendo na resistência cotidiana dos povos o lugar onde ainda é possível semear esperança diante da crise global.


Mateo Crossa Niell: Os novos rostos da exploração na guerra do capital contra a classe trabalhadora

Texto da fala completa aqui.

(Baixe o áudio aqui)

O pesquisador e doutor em Estudos Latino-Americanos pela UNAM, Mateo Crossa Niell, afirmou que o capitalismo atravessa uma nova etapa marcada pela acelerada concentração da riqueza e pela aliança entre o capital financeiro e as grandes corporações tecnológicas, processo que transforma as formas de exploração do trabalho e o papel dos Estados.

Durante sua conferência no Cideci/UniTierra Chiapas, explicou que, após a pandemia de COVID-19, a concentração do capital aumentou em velocidade sem precedentes. Destacou que o centro do poder econômico já não está apenas nos grandes empresários, mas em gestoras globais de ativos como BlackRock, Vanguard e State Street, cuja influência se estende a milhares de empresas estratégicas, incluindo as principais companhias de tecnologia.

Crossa afirmou que essa convergência entre finanças e tecnologia permite concentrar o controle sobre plataformas digitais, infraestrutura computacional e inteligência artificial. Segundo ele, essas ferramentas não estão voltadas para libertar o trabalho humano, mas para intensificar a exploração, fortalecer monopólios e ampliar os mecanismos de vigilância e controle.

Também argumentou que o ressurgimento dos discursos nacionalistas responde à necessidade do capital de voltar a utilizar o Estado-nação como instrumento para reorganizar a competição global, legitimar processos de militarização e proteger os interesses econômicos dominantes.

Na segunda parte da exposição, abordou as novas formas de exploração do trabalho. Contestou a ideia de que a inteligência artificial substituirá massivamente os trabalhadores e sustentou que, ao contrário, ela amplia e reorganiza a exploração do trabalho humano. Afirmou que a classe trabalhadora atual inclui não apenas operários industriais, mas também empregados do setor de serviços, entregadores por aplicativo, trabalhadores de plataformas digitais, desenvolvedores de software, profissionais da logística, migrantes e pessoas que realizam tarefas invisíveis para treinar sistemas de inteligência artificial.

Retomando o conceito de “infoproletariado”, explicou que milhões de pessoas trabalham sob vigilância permanente, ritmos intensificados e crescente precarização. Criticou os modelos de contratação por plataformas, que mantêm os trabalhadores disponíveis sem garantir renda mínima e excluem o tempo de espera da jornada de trabalho, transferindo os riscos empresariais para quem trabalha.

Destacou ainda a existência dos chamados ghost workers (“trabalhadores fantasmas”), pessoas que, de suas casas, rotulam imagens, textos e dados para treinar algoritmos, geralmente por meio de subcontratações internacionais, recebendo baixos salários e utilizando seus próprios recursos. Para ele, a inteligência artificial não elimina o trabalho humano, mas o torna invisível.

Como conclusão, Crossa Niell afirmou que a classe trabalhadora do século XXI é mais ampla, diversa e dispersa do que nunca, mas continua sendo a base do funcionamento do capitalismo. Diante das novas formas de exploração, defendeu o reconhecimento dessa nova composição do trabalho e o fortalecimento da organização coletiva como resposta aos desafios do capitalismo contemporâneo.


Subcomandante Insurgente Moisés

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

O Subcomandante Insurgente Moisés afirmou que o problema central do capitalismo é a propriedade privada, origem da exploração, da desigualdade, da injustiça e da destruição da vida. Explicou que os zapatistas escutam atentamente as análises apresentadas no encontro para confirmar, a partir de diferentes realidades do mundo, que o sistema capitalista concentra cada vez mais o poder econômico, político e militar nas mãos de poucos proprietários.

Diante disso, afirmou que a principal pergunta já não é como funciona o sistema, mas o que fazer para transformá-lo. A resposta construída pelas comunidades zapatistas é o comum, uma forma coletiva de organizar a vida inspirada nas experiências de seus antepassados, que enfrentaram a exploração organizando-se comunitariamente.

Explicou que o comum não significa retirar os bens individuais, mas produzir coletivamente aquilo que beneficiará a todos: a terra, a saúde, a educação, o conhecimento e os frutos do trabalho. Insistiu que esse modelo nasce da prática, do aprendizado constante e da organização.

Também ressaltou que a transformação exige a participação de todas as gerações: os mais velhos contribuem com sua experiência e os mais jovens garantem a continuidade da luta. Defendeu ainda que a organização deve surgir em todos os espaços onde exista exploração — no campo, na cidade, nas escolas, nos hospitais, nas fábricas e entre os povos originários — fortalecendo-se sobretudo pela prática.

Criticou as políticas da chamada Quarta Transformação, considerando que aprofundaram a fragmentação das comunidades e favoreceram novas formas de espoliação. Por fim, advertiu que o capitalismo acelera a destruição da natureza e afirmou que ninguém libertará os povos se eles próprios não se organizarem. Concluiu que o capitalismo é um sistema desumano, cruel e criminoso, impossível de ser humanizado, defendendo a construção de alternativas coletivas desde baixo e em comum.


Capitão Insurgente Marcos – O amor e o desamor segundo o Exército Zapatista de Liberação Nacional

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

Para o EZLN, explicou poeticamente o Capitão Insurgente Marcos, o amor e o desamor são princípios éticos e políticos. O amor, afirmou, é uma semente que exige cuidado, perseverança e compromisso constante para florescer. O verdadeiro amor não busca a semelhança, mas nasce do reconhecimento e do respeito às diferenças, preservando um caminho comum sem que cada pessoa ou coletivo renuncie à sua própria identidade. Para o zapatismo, amar significa fazer com que aqueles que caminham juntos sejam sempre melhores, tanto individual quanto coletivamente.

Em contraste, o desamor está relacionado ao esquecimento, ao oportunismo, ao interesse passageiro e ao uso das pessoas ou das lutas para obter benefícios próprios. O EZLN distingue, assim, aqueles que permaneceram solidários ao longo do tempo daqueles que se aproximaram apenas por conveniência ou por modismo.

O EZLN também reconhece e agradece a todos que acompanham a luta zapatista há décadas: comunidades religiosas comprometidas, defensoras e defensores de direitos humanos, artistas, intelectuais, organizações sociais, jovens, pessoas mais velhas — ou “de juízo” — e movimentos do México e do mundo que compartilharam essa resistência sem deixar de ser quem são. Destaca, de maneira especial, as mães buscadoras, cuja luta representa um exemplo de dignidade e resistência.

Por fim, o EZLN estende esse amor solidário a todas as lutas históricas contra a opressão e, em particular, à Palestina, símbolo contemporâneo que concentra as contradições, as violências e as resistências diante do capitalismo, e cuja causa permanece como uma expressão viva da luta pela vida e pela dignidade.


Micaela Gramajo – “Proyecto Olivo”

Texto completo aquí.

(Descarga el audio aquí)

Micaela Gramajo apresentou uma reflexão sobre a história da Palestina, o sionismo e o papel da arte como ferramenta de memória, denúncia e solidariedade. Iniciou sua exposição com um percurso histórico que situou a Palestina como um território habitado, com vida política, social e cultural própria antes da criação do Estado de Israel. Explicou que a Declaração Balfour (1917), a imigração sionista promovida durante o mandato britânico, a Nakba de 1948, a ocupação de 1967 e o bloqueio de Gaza consolidaram um processo de colonização, expropriação e apartheid que, segundo ela, culmina no atual genocídio.

A autora definiu o sionismo como uma ideologia política colonial e ressaltou que ele não deve ser confundido com o judaísmo. Lembrou a existência de correntes históricas de judeus antissionistas, como o Bund, e criticou o uso da acusação de antissemitismo para desqualificar críticas ao Estado de Israel. A partir de sua própria história familiar — marcada pelo Holocausto e pelo exílio durante a ditadura argentina — relatou como chegou ao antissionismo e sua participação no coletivo Judíes por una Palestina Libre, que defende o fim do genocídio, o direito de retorno do povo palestino e a articulação das lutas por justiça.

Na segunda parte de sua intervenção, apresentou o processo de criação da obra Projeto Oliveira, uma peça teatral desenvolvida em conjunto com duas meninas mexicanas e o palestino Omar, cuja história familiar permitiu narrar a história da Palestina desde 1948 até os dias atuais. Destacou que a obra privilegia o testemunho e a presença das próprias crianças em cena, em vez da representação teatral tradicional, transformando o palco em um espaço de encontro, aprendizado e solidariedade.

Por fim, Gramajo refletiu sobre o adultocentrismo e propôs reconhecer crianças e jovens como sujeitos políticos, capazes de participar, decidir e transformar sua realidade. Defendeu a construção de formas de protagonismo compartilhado entre gerações e concluiu lembrando o impacto devastador da guerra sobre a infância palestina, reafirmando a necessidade de ouvir suas vozes e manter viva a solidariedade com a Palestina.


Ivan Prado – Palestina, palavra semente de esperança, raiz da humanidade

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

Em uma emocionante intervenção, Iván Prado compartilhou uma reflexão política e pessoal sobre a Palestina a partir de sua experiência como integrante do Pallasos en Rebeldía, organização com a qual atua há mais de duas décadas em territórios palestinos. Por meio de relatos vividos em Gaza e na Cisjordânia, mostrou como a arte — especialmente o circo e o teatro — se transforma em uma forma de resistência diante da ocupação. Destacou a dignidade, a solidariedade e a capacidade de esperança do povo palestino, simbolizadas na história de um palhaço que continuou levando alegria aos pacientes de um hospital durante um apagão provocado pela falta de combustível. Para Prado, essas experiências demonstram que a vida e a solidariedade são mais fortes do que a destruição.

Prado sustenta que Israel constitui um projeto militar e colonial baseado na ocupação, no despojo e na destruição sistemática do território palestino, que define como uma forma de “necrocolonialismo”. Segundo ele, essa lógica busca não apenas controlar a terra, mas também apagar a memória, a cultura e as condições de vida do povo palestino. Ao mesmo tempo, afirma que o Estado israelense exerce forte influência internacional nos campos político, midiático e tecnológico.

Diante desse cenário, defende o fortalecimento da solidariedade internacional por meio de iniciativas como o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e enfatiza a importância de distinguir entre judaísmo e sionismo, reconhecendo a existência de comunidades e movimentos judaicos antissionistas que rejeitam as políticas do Estado de Israel.

Prado conclui que a Palestina tornou-se um símbolo universal de resistência e esperança. Sua luta ultrapassa as fronteiras geográficas e representa a defesa da dignidade humana diante da injustiça. Hoje, afirma, a Palestina é uma “palavra-semente” que inspira a solidariedade internacional e a construção de um mundo mais justo, no qual a resistência e a vida prevaleçam sobre a violência e a opressão.

Fotos: Radio Pozol

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Día 3 – Semillero “Guerra contra la Humanidad”

Día 3 del Semillero “Guerra contra la Humanidad”
(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

22 de julio de 2026
Cideci / Universidad de la Tierra, Chiapas

En el auditorio repleto del Cideci / Universidad de la Tierra Chiapas, se reunieron, este 22 de julio de 2026, 645 personas de 27 geografías del mundo, así como más de 200 “escuchas” zapatistas, para el tercer día del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio).

En ese gran espacio de pensamiento crítico, se compartieron reflexiones potentes sobre la fase actual del capitalismo, así como el genocidio del pueblo palestino, pero también su resistencia y dignidad.

Compartimos aquí un resumen de las ponencias, así como los audios y ligas a los textos completos, que consideramos fundamentales para comprender nuestro mundo y, así, construir en común alternativas reales ante el desastre que nos acomete.


Carlos Alberto Ríos Gordillo – “Huellear a la hidra cabezona. Pistas para una contrahistoria rebelde”

Texto de la ponencia completa aquí.

(Descarga el audio aquí)

El historiador Carlos Alberto Ríos nos comparte su reflexión sobre el pensamiento crítico frente a la hidra capitalista, que representa como “La hidra cabezona”, a la que se puede comprender y enfrentar si se aprende a leer sus huellas, descubrir sus transformaciones y reconocer la forma en la que reproduce la explotación, el despojo, la represión y la devastación de la naturaleza.

Ríos comparte esta reflexión retomando el seminario “El pensamiento crítico frente a la hidra capitalista” realizado hace más de una década, donde el Ejercito Zapatista de Liberación Nacional comparó al capitalismo con la hidra de la mitología: un monstruo que se fortalece cada vez que se le ataca. Sin embargo, afirma, no es invencible, y su principal debilidad puede descubrirse mediante el pensamiento crítico y la organización colectiva.

El historiador recuerda uno de los cuentos de la sabiduría del viejo Antonio, que a través de su relato “los arroyos cuando bajan”, simboliza a estos “lectores de huellas”, que no solo contemplan el rastro, sino huellan el peligro en la montaña, para agazaparse, anticiparse y prepararse para la embestida. Pero no basta, enfatiza, sólo identificar al adversario, sino también conocer la forma en que éste reescribe la historia para justificar el dominio y ocultar las causas profundas de la desigualdad.

En este análisis, Ríos menciona que es importante narrar la historia desde la mirada de los pueblos que resisten y no desde la versión de los vencedores. Cada huella del capitalismo —masacres, desapariciones, despojos, crisis ambientales o megaproyectos— es una evidencia clara de la lógica de acumulación de capital detrás de los conflictos contemporáneos.

Ríos reivindica así la experiencia de autonomía zapatista y la manera en la que los zapatistas han leído el mundo, han narrado la historia del mundo, cómo han revelado aquello que está entorno a la huella.

A partir de las huellas de la hidra, los zapatistas saben cómo es el enemigo, de dónde ha venido, cómo ha cambiado, hacia dónde va y cómo podemos darle caza.

Ríos, entiende las trece demandas históricas del EZLN —tierra, techo, trabajo, alimentación, salud, educación, independencia, libertad, democracia, justicia, paz, información y cultura— como una alternativa concreta al modelo capitalista. Son palabras mágicas, afirma, porque nos permiten ver la magia de un mundo para la vida, de sus personajes cotidianos, de sus errores, problemas y contradicciones. … no son sólo palabras cuya definición se encuentra en un diccionario, puesto que, como aprendimos en “La historia de las palabras” del viejo Antonio, estas últimas deben llevar corazón.

Son exigencias presentadas como áreas de trabajo que se materializan en prácticas cotidianas dentro de las comunidades autónomas, donde la organización, el autogobierno y el principio de “mandar obedeciendo” demuestran que es posible construir otras formas de vida.

Asimismo, advierte que el capitalismo no sólo combate militarmente a las experiencias rebeldes, sino que también intenta apropiarse de sus aprendizajes mediante estrategias de contrainsurgencia, programas asistenciales y mecanismos de cooptación. Por ello, reitera, leer las huellas del enemigo no basta: la verdadera defensa radica en la organización comunitaria y la construcción permanente de alternativas.

Y concluye que el “huelleo” no es únicamente un método para interpretar la historia, sino una herramienta política para desenmascarar al poder y descubrir posibilidades de transformación allí donde el sistema pretende imponer la idea de que no existe alternativa. Desde esa mirada, la contrahistoria zapatista invita a narrar el mundo “desde abajo y a la izquierda”, reconociendo la resistencia cotidiana de los pueblos como el espacio donde aún es posible sembrar esperanza frente a la crisis global.


Mateo Crossa Niell: Los nuevos rostros de la explotación en la guerra del capital contra la clase trabajadora

Texto de la ponencia completa aquí.

(Descarga el audio aquí)

El investigador y doctor en Estudios Latinoamericanos por la UNAM, Mateo Crossa Niell, sostuvo que el capitalismo atraviesa una nueva etapa marcada por una acelerada concentración de la riqueza y por la alianza entre el capital financiero y las grandes corporaciones tecnológicas, proceso que está transformando las formas de explotación laboral y el papel de los Estados.

Durante su conferencia en el Cideci/UniTierra Chiapas, explicó que, tras la pandemia de COVID-19, la concentración del capital se incrementó a una velocidad sin precedentes. Señaló que el centro del poder económico ya no reside únicamente en los grandes empresarios, sino en gestoras globales de activos como BlackRock, Vanguard y State Street, cuya influencia se extiende a miles de empresas estratégicas, incluidas las principales compañías tecnológicas.

Crossa afirmó que esta convergencia entre finanzas y tecnología permite concentrar el control sobre plataformas digitales, infraestructura informática e inteligencia artificial. Desde su perspectiva, estas herramientas no están orientadas a liberar el trabajo humano, sino a intensificar el despojo, fortalecer los monopolios y ampliar los mecanismos de vigilancia y control.

El investigador también planteó que el resurgimiento de los discursos nacionalistas responde a la necesidad del capital de utilizar nuevamente al Estado-nación como instrumento para reorganizar la competencia global, legitimar procesos de militarización y proteger los intereses económicos dominantes.

En la segunda parte de su exposición abordó las nuevas formas de explotación laboral. Rechazó la idea de que la inteligencia artificial sustituirá masivamente a las personas trabajadoras y sostuvo que, por el contrario, amplía y reorganiza la explotación del trabajo. Señaló que la clase trabajadora actual incluye no solo a obreros industriales, sino también a empleados del sector servicios, repartidores por aplicación, trabajadores de plataformas digitales, desarrolladores de software, personal de logística, migrantes y quienes realizan tareas invisibles para entrenar sistemas de inteligencia artificial.

Retomando el concepto de “infoproletariado”, explicó que millones de personas laboran bajo esquemas de vigilancia permanente, ritmos intensificados y creciente precarización. Criticó los modelos de contratación por plataformas, que mantienen disponibles a los trabajadores sin garantizar ingresos mínimos y excluyen de la jornada laboral el tiempo de espera, trasladando los riesgos empresariales a quienes trabajan.

Asimismo, destacó la existencia de los llamados ghost workers o “trabajadores fantasmas”, personas que desde sus hogares etiquetan imágenes, textos y datos para entrenar algoritmos, generalmente mediante subcontratación internacional, con bajos salarios y utilizando recursos propios. A su juicio, la inteligencia artificial no elimina el trabajo humano, sino que lo invisibiliza.

Como conclusión, Crossa Niell afirmó que la clase trabajadora del siglo XXI es más amplia, diversa y dispersa que nunca, pero continúa siendo el fundamento del funcionamiento del capitalismo. Frente a las nuevas formas de explotación, llamó a reconocer esta nueva composición del trabajo y a fortalecer la organización colectiva como respuesta a los desafíos del capitalismo contemporáneo.


Subcomandante Insurgente Moisés

Texto completo aquí.

(Descarga el audio aquí)

El Subcomandante Insurgente Moisés planteó que el problema central del capitalismo es la propiedad privada, origen de la explotación, la desigualdad, la injusticia y la destrucción de la vida. Explicó que los zapatistas escuchan con atención los análisis presentados en el encuentro para confirmar, desde distintas realidades del mundo, que el sistema capitalista concentra cada vez más el poder económico, político y militar en manos de unos cuantos propietarios.

Frente a ello, afirmó que la principal pregunta ya no es describir cómo funciona el sistema, sino qué hacer para transformarlo. La respuesta que han construido las comunidades zapatistas es “el común”, una forma colectiva de organizar la vida inspirada en las experiencias de sus antepasados, quienes enfrentaron la explotación organizándose de manera comunitaria.

Explicó que el común no significa quitar las pertenencias individuales, sino producir colectivamente aquello que será de beneficio compartido: la tierra, la salud, la educación, el conocimiento y los frutos del trabajo. Insistió en que este modelo no proviene de un manual, sino de la práctica, el aprendizaje constante y la organización.

El subcomandante insistió en que la transformación requiere la participación de todas las generaciones: los mayores aportan su experiencia y los jóvenes garantizan la continuidad de la lucha. También destacó que la organización debe surgir desde cada espacio donde existe explotación —el campo, la ciudad, las escuelas, los hospitales, las fábricas y los pueblos originarios— y fortalecerse mediante la práctica, más que por la teoría.

Criticó las políticas de la llamada Cuarta Transformación, al considerar que han profundizado la fragmentación de las comunidades y favorecido nuevas formas de despojo. Finalmente, advirtió que el capitalismo acelera la destrucción de la naturaleza y sostuvo que nadie liberará a los pueblos si estos no se organizan por sí mismos. Concluyó que el sistema capitalista es inhumano, cruel y criminal, y rechazó la idea de que pueda ser humanizado, llamando a construir alternativas colectivas desde abajo y en común.


Capitan Marcos – El amor y el desamor según el Ejército Zapatista de Liberación Nacional

Texto completo aquí.

(Descarga el audio aquí)

Para el EZLN, explicó poéticamente el Capitán Insurgente Marcos, el amor y el desamor son principios éticos y políticos. El amor, dijo, es una semilla que requiere cuidado, perseverancia y compromiso constante para florecer. El amor verdadero no busca la semejanza, sino que nace del reconocimiento y respeto de las diferencias, manteniendo un camino común sin renunciar a la identidad de cada persona o colectivo. Para el zapatismo, amar implica procurar que quienes caminan juntos sean siempre mejores, individual y colectivamente.

En contraste, el desamor tiene que ver con el olvido, el oportunismo, el interés pasajero y la utilización de las personas o de las luchas para obtener beneficios propios. El EZLN distingue así entre quienes han permanecido solidarios a lo largo del tiempo y quienes se acercaron únicamente por conveniencia o moda.

El EZLN reconoci y agradece a quienes han acompañado la lucha zapatista durante décadas: comunidades religiosas comprometidas, defensores de derechos humanos, artistas, intelectuales, organizaciones sociales, jóvenes y jóvenas, personas mayores o “de juicio” y movimientos de México y del mundo que han compartido la resistencia sin dejar de ser quienes son. En particular, las madres buscadoras, cuya lucha es un ejemplo de dignidad y resistencia.

Finalmente, el EZLN extiende ese amor solidario a todas las luchas históricas contra la opresión y en particular a Palestina: el símbolo contemporáneo que concentra las contradicciones, las violencias y las resistencias frente al capitalismo, y cuya causa representa una expresión vigente de la lucha por la vida y la dignidad.


Micaela Gramajo – “Proyecto Olivo”

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(Descarga el audio aquí)

Micaela Gramajo presentó una reflexión sobre la historia de Palestina, el sionismo y el papel del arte como herramienta de memoria, denuncia y solidaridad. Inició con un recorrido histórico que ubicó a Palestina como un territorio habitado y con una vida política, social y cultural propia antes de la creación del Estado de Israel. Explicó que la Declaración Balfour (1917), la inmigración sionista promovida durante el mandato británico, la Nakba de 1948, la ocupación de 1967 y el bloqueo de Gaza consolidaron un proceso de colonización, despojo y apartheid que, afirmó, desemboca en el actual genocidio.

La autora definió al sionismo como una ideología política colonial y sostuvo que no debe confundirse con el judaísmo. Recordó la existencia de corrientes históricas de judíos antisionistas, como el Bund, y criticó el uso del antisemitismo para descalificar las críticas al Estado de Israel. Desde su propia historia familiar —marcada por el Holocausto y el exilio de la dictadura argentina— relató cómo llegó al antisionismo y su participación en el colectivo Judíes por una Palestina Libre, que exige el fin del genocidio, el derecho al retorno del pueblo palestino y la articulación de las luchas por la justicia.

En la segunda parte de su intervención explicó el proceso de creación de la obra “Proyecto Olivo”, una pieza teatral construida junto con dos niñas mexicanas y el palestino Omar, cuya historia familiar permitió narrar la historia de Palestina desde 1948 hasta la actualidad. Destacó que la obra privilegia el testimonio y la presentación de las propias niñas sobre la representación teatral tradicional, convirtiendo el escenario en un espacio de encuentro, aprendizaje y acompañamiento.

Finalmente, Gramajo reflexionó sobre el adultocentrismo y propuso reconocer a niñes y jóvenes como sujetos políticos con capacidad para participar, decidir y transformar su entorno. Llamó a construir formas de coprotagonismo entre generaciones y concluyó recordando el impacto devastador de la guerra sobre la niñez palestina, reivindicando la necesidad de escuchar sus voces y mantener viva la solidaridad con Palestina.


Ivan Prado – Palestina, palabra semilla de esperanza, raíz humanidad

Texto completo aquí.

Descarga el audio aquí)

En una emotiva compartición Iván Prado, nos ofreció una reflexión política y personal sobre Palestina desde su experiencia como integrante de Pallasos en Rebeldía, organización con la que ha trabajado durante más de dos décadas en territorios palestinos. A través de vivencias en Gaza y Cisjordania, relató cómo el arte, en particular el circo y el teatro, se convierten en formas de resistencia frente a la ocupación. Destacó la dignidad y la capacidad de esperanza del pueblo palestino, ejemplificadas en un payaso que continuó animando a pacientes en un hospital durante un apagón provocado por la falta de combustible. Para Prado, estas experiencias muestran que la vida y la solidaridad son más fuertes que la destrucción.

Iván Prado sostiene que Israel constituye un proyecto militar y colonial basado en la ocupación, el despojo y la destrucción sistemática del territorio palestino, al que definió como una forma de “necrocolonialismo”. Esta lógica, dijo, no solo busca controlar la tierra, sino también eliminar la memoria, la cultura y las condiciones de vida del pueblo palestino. Al mismo tiempo, el Estado israelí ejerce una fuerte y negativa influencia internacional en los ámbitos político, mediático y tecnológico.

Frente a ello, propone fortalecer la solidaridad internacional mediante acciones como el movimiento Boicot, Desinversión y Sanciones (BDS), y subraya la importancia de distinguir entre judaísmo y sionismo, reconociendo la existencia de comunidades y movimientos judíos antisionistas que rechazan las políticas del Estado de Israel.

Palestina, concluyó Prado, es un símbolo universal de resistencia y esperanza. Su lucha trasciende las fronteras geográficas y representa la defensa de la dignidad humana frente a la injusticia. Palestina se ha convertido hoy en una “palabra semilla” que inspira la solidaridad internacional y la construcción de un mundo más justo, donde la resistencia y la vida prevalezcan sobre la violencia y la opresión.

Fotos: Radio Pozol

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Micaela Gramajo

Proyecto Olivo

Por Micaela Gramajo
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
22 de julio de 2026

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Buenas tardes. Es un honor y una alegría estar aquí hoy. Antes de pasar plenamente a mi texto, conversamos con Iván que valía la pena hacer un breve, muy difícil ser breves, pero un breve paseo por la terrible historia de Palestina para poner el contexto y, a partir de ahí, poder conversar.

Antes de 1917, antes de la creación del Estado de Israel, Palestina era plenamente el país de las y los y les palestines, su territorio.

Aunque en el mundo todavía no nombrábamos a los países como países, aunque estaba bajo el dominio otomano y después pasó al británico, tenía ciudades, agricultura, puertos, bancos, periódicos, moneda, instituciones y una sociedad diversa. Palestina estaba plenamente habitada y tenía una vida social, política y cultural propia.

En Palestina había una población mayoritariamente musulmana, una pequeña población cristiana y una pequeñísima minoría judía.

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Iván Prado

Palestina, palabra semilla de esperanza, raíz humanidad

Por Iván Prado
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
22 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Muy buenas tardes, noches, madrugadas, según sus geografías. Me va muy bien esta hora para hablar porque de donde yo soy están todos durmiendo. Bueno, durmiendo. Están soñando que la Selección Nacional Gallega de Fútbol ganó el Mundial. Pero al modo este del panda, ¿no? Que no salta a la cancha pero se pone a bailar allí en Cibeles.

El texto se llama, tiene un nombre, así el rollo canción de Ana Belén:

Palestina, palabra semilla de esperanza, raíz humanidad.

Prólogo.

Buenas tardes.

Reciban un saludo agradecido a sus corazones rebeldes. Es un honor estar aquí sentado en esta mesa del pensamiento que camina en defensa de la vida. Me van a disculpar que no me extienda más en los saludos y agradecimientos porque la última vez que estuve aquí sentado estuve diez minutos y me pasé un chingo del tiempo.

Desde el 8 de octubre para mí es realmente difícil hablar de Palestina. Hace más de 20 años que hacemos militancias y estamos en distintos espacios. Pero desde el 8 de octubre de hace casi tres años me siento un poco impostor. Me da sensación de fraude, me da pudor. Es como que ahora siento que realmente la palabra del pueblo palestino tiene que ser trasladada directamente por el pueblo palestino, ¿verdad? Aun así, en agradecimiento a todo lo que ha supuesto para mí y para mi organización, Pallasos en Rebeldía, voy a hacer un intento. Les pido humildemente que perdonen los errores y las ausencias.

¿Cómo poner en palabras el hecho de que yo nací payaso bajo las bombas israelíes en la Franja de Gaza? ¿Cómo contar sin lágrimas en los ojos que todavía hoy tenemos compañeros payasos actuando en medio de la barbarie en la Franja de Gaza? ¿Cómo intentar explicar que tenemos hermanos en Rebeldía, en Belén, en Rafat, en Nablus, en Jerusalén, que nos han mostrado el camino para hacer del circo un arte de resistencia ante el ocupante?

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Capitán Insurgente Marcos

El amor y el desamor según el Ejército Zapatista de Liberación Nacional | Capitán Marcos

El amor y el desamor según el Ejército Zapatista de Liberación Nacional

Por Capitán Insurgente Marcos
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
22 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Siguiendo a Sombra, el guerrero, cuya segunda parte de su visión tal vez nunca se conozca, el EZLN tiene también su punto de vista sobre el amor y el desamor.

Para nosotras, nosotros y nosotroas que somos el EZLN, el amor es una semilla que no termina su destino y vocación en la siembra. Necesita el cuidado continuo, la vigilancia para detectar y anular enfermedades y plagas, el hacerle casita para que su luz no se apague, el orgullo compartido al detectar las primeras hojas dando cuerpo al tallo antes solo, la alegría del florecimiento y la celebración compartida del fruto.

No es fácil que una semilla reciba alojamiento, casa y cuidado en nuestro seno. Debe librar desconfianzas ancestrales, miradas cuestionadoras, las agudas espinas de nuestro trato, nuestras palabras no pocas veces hoscas, y debe tener la capacidad de perdurar, de resistir, de no rendirse en nuestro pecho.

Pero no dejar de ser lo que es cada quien, porque es esa distancia, esa diferencia la que se ama, la que se quiere, la que se procura. Los zapatistas no amamos al espejo, nos interesa, nos atrae, nos enamora la diferencia, pero en el camino común, con un mismo destino, aunque con pasos y velocidades diferentes.

Y aun con las fieras espinas que nos cubren, a veces encontramos palabras, pequeños obsequios absurdos e inútiles, miradas, sobre todo en miradas, la forma de transmitir un sentimiento para el que los abecedarios no tienen letras ni los diccionarios palabras.

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Subcomandante Insurgente Moisés

Programa Semillero Guerra contra la Humanidad. (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio) CIDECI-UNITIERRA, del 20 al 25 de julio de 2026

Programa
Semillero Guerra contra la Humanidad. (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
CIDECI-UNITIERRA, del 20 al 25 de julio de 2026

LUNES 20.
13:00 – 15:00 hrs.

Gilberto López y Rivas – “Terrorismo global de Estado, militarización y recolonización de los territorios”.
Alicia Castellanos – “Racismo y violencia contra los pueblos”
Comisión Sexta Zapatista.

18:00 – 20:00 hrs.

Wilfrido A. Gómez-Arias – “Nuestra agua, sus concesiones. La arquitectura legal del despojo y el acaparamiento del agua en México”
Carlos Tornel – “Capitalismo, guerra total y la rebelión de lo vivo”
Comisión Sexta Zapatista.

MARTES 21.
13:00 – 15:00 hrs.

Alejandra Guillén – “Desaparición y leva para la acumulación de capital. Grietas de resistencia ante el nuevo dominio”
Ilán Semo – “La caída del antiguo orden y las nuevas formas de la guerra”
Comisión Sexta Zapatista.

18:00 – 20:00 hrs.

Mauricio González González – “La guerra por otros medios: fracking en territorios insumisos”.
Pablo Montaño – “La palabra esperanza ante la Guerra contra la Naturaleza”
Comisión Sexta Zapatista.

MIÉRCOLES 22.
13:00 – 15:00 hrs.

Carlos Alberto Ríos Gordillo – “Huellear a la hidra cabezona. Pistas para una contrahistoria rebelde”.
Mateo Crossa Niell – “Los nuevos rostros de la explotación en la guerra del capital contra la clase trabajadora”.
Comisión Sexta Zapatista.

18:00 – 20:00. Palestina siempre.

Micaela Gramajo – “Proyecto Olivo”. 
Iván Prado – «Palestina, palabra semilla”
Comisión Sexta Zapatista.

JUEVES 23.
13:00 – 15:00

Bruno Miranda – “Miradas críticas de las migraciones y las fronteras”.
David Barrios – “El fin de las guerras y las luchas por la Vida”
Comisión Sexta Zapatista.

18:00 – 20:00.

Andrea Horcasitas Martínez – “Frente al horror, la búsqueda y la promesa del reencuentro”
Raúl Romero – “Corporaciones criminales y las luchas por la Vida”
Comisión Sexta Zapatista.

VIERNES 24.
13:00 – 15:00

Vicente Moctezuma Mendoza – “Extracción, despojo, exclusión y resistencias en la Ciudad”.
Iracema Gavilán – “Mandatos de género y extractivismos: acciones desde el ecofeminismo”.
Comisión Sexta Zapatista.


18:00 – 20:00 – Diferencias

Titze Malambé – “Radiografía del cuerpo en resistencia”.
Vica Rule – “Potencia Travesti contra Realismo Capitalista. Propaganda para una militancia a favor de la vida”.
Comisión Sexta Zapatista.

SÁBADO 25
13:00 – 15:00 – Diferencias

Brenda Nava Galindo – “Habitar la fuga, crear otros mundos: el cimarronaje como memoria, territorio y resistencia antirracista frente al colonialismo”.
Argelia Guerrero – “‘Danza para mujeres’… que luchan”
Comisión Sexta Zapatista.
CLAUSURA.

Desde las Montañas del Sureste Mexicano.

Subcomandante Insurgente Moisés.
México, julio del 2026.

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Global Sumud Flotilla

Construido y financiado por EE. UU.: El papel que desempeñó Estados Unidos en la tortura y el secuestro de trabajadores humanitarios

ESTAMBUL — A medida que continúan saliendo a la luz los testimonios de los 428 participantes secuestrados ilegalmente por el régimen israelí, el papel crítico de Estados Unidos en los abusos y torturas infligidos a voluntarios humanitarios y periodistas se ha vuelto innegable. Este papel trasciende la protección diplomática brindada por el Departamento de Estado y la negativa de la Embajada de EE. UU. a asistir a las familias estadounidenses que buscaban información; abarca el propio buque en el que los voluntarios participantes fueron detenidos y torturados ilegalmente, así como las armas utilizadas para infligirles traumas potencialmente mortales.

El “Barco de la Tortura” Financiado por EE. UU.

La embarcación que se encuentra en el centro de numerosos abusos graves —incluyendo torturas sistemáticas y agresiones sexuales— era una lancha de desembarco naval reconvertida que los participantes han llegado a denominar “el barco de la tortura”. Se trata del INS Nahshon, construido por Bollinger Mississippi Shipbuilding (una subsidiaria de Bollinger Shipyards) y financiado en su totalidad a través del programa estadounidense de Financiamiento Militar Extranjero (FMF). Entregado a la marina de ocupación en 2023, este buque fue utilizado como prisión flotante durante las interceptaciones ilegales ocurridas los días 29 y 30 de abril frente a las costas de Creta, donde al menos 30 participantes sufrieron heridas de tal gravedad que debieron ser trasladados a un hospital.

Brutalidad dentro del “Contenedor de las Palizas”

Durante el despliegue de la embarcación, los humanitarios, médicos y periodistas detenidos fueron procesados ​​uno por uno a través de un oscuro contenedor de carga. En su interior, grupos de tres a cinco soldados agredían brutalmente y de manera sistemática a cada persona que cruzaba la puerta, mientras quienes esperaban afuera escuchaban los gritos.

“De repente oigo: ‘Bienvenido a Israel’. Y empiezo a recibir golpes: primero un golpe en la cabeza, luego otro en las costillas; caigo al suelo y entonces me patean”, relató el participante Yassine Benjelloun, quien también recibió múltiples descargas con una pistola eléctrica. “Lo que dura tal vez tres o cinco minutos parece una eternidad. No sabes si la puerta se va a abrir para que te echen fuera a patadas”.

Megan Marie Dominguez, una participante estadounidense, fue arrojada al interior del contenedor de las palizas y golpeada con la fuerza suficiente como para dejarla casi inconsciente; posteriormente, fue entregada a un segundo grupo de soldados armados con pistolas eléctricas y lo que ella describe como “otros juguetes para golpear a la gente”.

La Dra. Jihan, una médica malasia que se encontraba a bordo, describió una situación médica sin precedentes en toda su experiencia profesional. Documentó lo siguiente:

35 participantes con fracturas, incluyendo costillas rotas, dislocaciones de hombro y fracturas de húmero.
Lesiones craneales graves, conmociones cerebrales y traumatismos oculares y auditivos.
Al menos dos individuos a los que se les inyectaron por la fuerza sustancias no identificadas que los dejaron somnolientos y desorientados.
14 casos de agresión sexual, así como la retirada sistemática y deliberada de los hiyabs a las mujeres musulmanas.

“Como médica, mi objetivo principal es aliviar el sufrimiento de las personas”, afirmó la Dra. Jihan. “Pero cuando no podíamos hacer nada para ayudarlos, experimenté la peor y más horrible sensación que jamás haya tenido. Fue algo verdaderamente devastador”.

Municiones estadounidenses utilizadas contra civiles

Las armas desplegadas a bordo eran también de fabricación estadounidense. Las granadas aturdidoras y los proyectiles con núcleo metálico fueron identificados, mediante las marcas del fabricante, como productos de Combined Tactical Systems (CTS), una marca del fabricante de armas Combined Systems Inc. (CSI), con sede en Jamestown, Pensilvania. Estas armas fueron disparadas a corta distancia, en espacios cerrados, contra participantes que se encontraban sentados o intentando dormir; una violación directa de las propias pautas de uso del fabricante.

Una política estructural de complicidad

Las armas. El barco. El silencio diplomático. Nada de esto fue accidental. Josh Paul, exfuncionario del Departamento de Estado que dimitió en protesta por las transferencias de armas de EE. UU. a Israel, es inequívoco:

«Según la legislación estadounidense, las transferencias de armas solo deben realizarse con fines autorizados por la ley. El uso del INS Nahshon por parte de Israel para llevar a cabo una incautación ilegal en aguas internacionales —y, posteriormente, para servir de base para la tortura y la agresión sexual de civiles extranjeros (incluidos ciudadanos estadounidenses) que no habían infringido ninguna ley y que actuaban por motivos de conciencia para atender una necesidad humanitaria urgente— viola de manera flagrante y grave dichos términos. Cuando se autorizó esta venta, los funcionarios estadounidenses debieron de preguntarse cómo podría utilizar Israel esta plataforma. Los fundamentos por los que deberían haber denegado esta transferencia han existido al menos desde el incidente del Mavi Marmara en 2011; sin embargo, ahora resultan más evidentes que nunca. La lección que aquí se extrae es sencilla: cualquier material que transfiramos a Israel, Israel encontrará la manera de utilizarlo indebidamente, ya se trate de una bomba, una excavadora o un barco».

Este no es un incidente aislado ni el fracaso de una sola administración; es un compromiso estructural y bipartidista por parte del gobierno de los Estados Unidos de priorizar sus relaciones estratégicas por encima de la protección de sus propios ciudadanos y de sus propias leyes. Al utilizar un proceso de verificación construido de manera independiente y “defectuoso”, el Departamento de Estado elude sistemáticamente la Ley Leahy de 1997, la cual prohíbe estrictamente la asistencia militar estadounidense a unidades extranjeras acusadas de manera creíble de violaciones graves de los derechos humanos, tales como la tortura y la violación.

Si bien el derecho internacional ha sido violado de manera flagrante y actualmente existen procesos judiciales en curso en Turquía, Italia y España —donde fiscales italianos han abierto una investigación por secuestro y agresión sexual—, el gobierno de los Estados Unidos continúa mirando hacia otro lado.

Demandas al Gobierno de los Estados Unidos

El régimen israelí continúa cometiendo genocidio utilizando buques construidos en los EE. UU. y armas de fabricación estadounidense. La tortura de ciudadanos estadounidenses y voluntarios humanitarios mediante herramientas de fabricación estadounidense no constituye una anomalía; es el resultado directo del apoyo incondicional de los Estados Unidos a un régimen que comete de manera continua crímenes de guerra y crímenes de lesa humanidad. Lo que los participantes de la GSF lograron sobrevivir durante unos días es algo que muchos palestinos padecen indefinidamente, sin abogados ni acceso consular.

La Flotilla Global Sumud insta al Gobierno de los Estados Unidos a tomar medidas inmediatas:

Abrir audiencias inmediatas sobre el despliegue de activos militares financiados por el FMF —incluido el INS Nahshon— contra ciudadanos estadounidenses.
Suspender todas las transferencias de armas al régimen israelí a la espera de dicha investigación.
Hacer cumplir la Ley Leahy sin exenciones ni procesos especiales para el régimen.
Proporcionar un informe exhaustivo de cada solicitud consular y de asistencia presentada por las familias de los participantes detenidos que haya sido desestimada o ignorada.
Investigar el uso de municiones CTS —producidas bajo contratos del Departamento de Defensa (DOD)— contra civiles humanitarios desarmados.
Poner fin al apoyo militar y diplomático incondicional a un régimen que está cometiendo genocidio.

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Global Sumud Flotilla

Diez voluntarios del convoy terrestre Global Sumud detenidos por las Fuerzas Armadas Árabes Libias y las autoridades del este de Libia

Sirte, Libia — Diez civiles que participaban en el Convoy Terrestre Global Sumud fueron detenidos por las Fuerzas Armadas Árabes Libias (FAAL) y las autoridades del este de Libia (Gobierno de Salvación Nacional) tras cruzar la línea 5+5 cerca de Sirte de buena fe para llevar a cabo negociaciones pacíficas en nombre del convoy y facilitar la entrega de ayuda humanitaria a Gaza. La Flotilla Global Sumud insta a los gobiernos de todo el mundo a exigir su liberación inmediata.

Los participantes detenidos, entre ellos dos médicos, son: Alicia Armesto Núñez (España), Laura Kwoczała (Polonia), Jenelle Jones (EE. UU.), la Dra. María Paula Giménez (Argentina), el Dr. Lucas Ezequiel Aguilera (Argentina), Matías Álvarez Rodríguez (Uruguay), Ana Margarida França Santana Baptista (Portugal), Ashraf Khoja (Túnez), Domenico Centrone (Italia) y Leonarda Alberizia (Italia).

Los diez delegados se ofrecieron como voluntarios para cruzar a la zona de seguridad 5+5 y negociar el paso de la misión humanitaria. La última comunicación del grupo se recibió a las 15:22 hora local del 24 de mayo, cuando un delegado informó que estaban siendo trasladados a tres furgonetas blancas. Desde entonces no se ha establecido contacto directo. Comunicaciones extraoficiales indican que las autoridades del este de Libia han alegado que los participantes entraron en la zona sin autorización y están siendo procesados ​​para su deportación.

La detención se enmarca en un patrón de coordinación fallida por parte de las autoridades del este de Libia. Antes de la entrada de la delegación, el convoy intentó en dos ocasiones negociaciones formales: el primer intento fue recibido con calidez y promesas de una reunión posterior que nunca se concretó; el segundo terminó con un oficial militar ordenando a los delegados del convoy que se marcharan de inmediato. Ante la ineficacia de los canales oficiales y los procesos reconocidos internacionalmente, el convoy se dirigió hacia el cruce fronterizo para intentar negociaciones directas de buena fe.

Los delegados son civiles desarmados en una misión humanitaria. Su detención carece de fundamento legal.

El Convoy Terrestre Global Sumud zarpó el 15 de mayo de 2026 (Día de la Nakba) con 7 ambulancias, 20 casas móviles, 10 camiones de ayuda humanitaria y más de 200 participantes de más de 25 países, entre ellos profesionales médicos, ingenieros, educadores y observadores jurídicos. Su mandato: entregar ayuda humanitaria, establecer un corredor de solidaridad y brindar apoyo especializado para la reconstrucción de la infraestructura civil de Gaza, liderada por los palestinos.

El Gobierno de Seguridad Nacional (GNS), que ejerce un control político efectivo sobre el este de Libia, donde ocurrió el incidente, tiene la responsabilidad de asegurar la liberación inmediata e incondicional de todos los participantes y garantizar su regreso seguro.

Instamos a los gobiernos de España, Polonia, Estados Unidos, Argentina, Uruguay, Portugal, Túnez e Italia a que se pongan en contacto urgentemente con las autoridades del este de Libia en Bengasi y exijan la liberación incondicional de sus nacionales y la garantía de un paso seguro para esta misión humanitaria.

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Global Sumud Flotilla

El asalto a supervivientes de la Flotilla en el aeropuerto de Bilbao, tras sufrir horribles abusos físicos por parte de las Fuerzas de Defensa de Israel (iOF), pone al descubierto el modelo de brutalidad exportado por Israel.

23 de mayo de 2026, BILBAO, PAÍS VASCO — La Flotilla Global Sumud (GSF) expresa su profunda indignación y condena tras la violenta agresión perpetrada por la Ertzaintza (policía autónoma vasca) contra los participantes de la flotilla recién llegados al aeropuerto de Bilbao. Estos activistas, que acababan de sobrevivir a días de secuestro sistemático, tortura y grave violencia psicológica y física a manos de las Fuerzas de Ocupación Israelíes (iOF), no encontraron un refugio, sino una brutalidad policial inmediata y selectiva al pisar su tierra natal.

Cuando un familiar, que esperaba ansioso en la terminal de llegadas, intentó cruzar una barrera para abrazar a sus seres queridos, la Ertzaintza respondió de manera repentina y escandalosa con violencia. Lo que debería haber sido un momento de alivio y consuelo familiar tras una experiencia tan angustiosa se vio interrumpido por una brutalidad aún mayor.

Entre las personas atacadas y golpeadas por la policía vasca se encontraban individuos que acababan de ser dados de alta de centros médicos para volar a casa, con lesiones graves y agonizantes sufridas durante su cautiverio en Israel, tras haber sido secuestrados ilegalmente en aguas internacionales europeas. El uso de la fuerza por parte de la Ertzaintza contra ciudadanos en aguda agonía médica representa un fracaso inconcebible de la humanidad básica y una muestra continua de violencia sistémica y colonial.

Al menos cuatro personas, entre ellas tres participantes de la flotilla, fueron detenidas posteriormente por la policía paramilitar del Estado español y se encuentran actualmente recluidas en la comisaría de Deusto, en Bilbao.

Incluso en medio de esta agresión no provocada, los voluntarios de GSF demostraron la misma solidaridad protectora que habían desarrollado ante la brutalidad de la iOF: protegiéndose unos a otros de los golpes de porra con sus propios cuerpos. En uno de esos casos, se pudo ver a un participante de la flotilla, que había sido hospitalizado apenas unos días antes con costillas rotas, lanzándose sobre un compañero para absorber los golpes. Esto es un testimonio de la humanidad indestructible de aquellos a quienes esta maquinaria global de represión busca aplastar, tal como han intentado hacer con cualquiera que se solidarice con Palestina.

La red global de represión: una metodología compartida

Lo ocurrido en el aeropuerto de Bilbao no es un caso aislado de mala gestión por parte de la policía local; es una escalofriante demostración de la represión global interconectada.

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Global Sumud Flotilla

Los eurodiputados piden que se suspenda el Acuerdo de Asociación entre la UE e Israel tras los violentos secuestros de los voluntarios de la flotilla Global Sumud en el mar Mediterráneo

21 de mayo de 2026, Parlamento de la Unión Europea — Ayer, mientras 428 voluntarios de la Flotilla Global Sumud permanecían detenidos tras su secuestro ilegal, 37 miembros del Parlamento de la UE hicieron circular y firmaron conjuntamente la siguiente carta. Si bien los voluntarios de la flotilla acaban de ser liberados, la exigencia de rendición de cuentas sigue siendo la misma:

El 18 de mayo de 2026, las fuerzas navales israelíes secuestraron violentamente a los trabajadores humanitarios de la Flotilla Global Sumud en aguas internacionales del mar Mediterráneo.

Su secuestro constituye una violación flagrante más de los derechos y principios consagrados en el derecho de la UE. Una interceptación anterior de esta misma flotilla, ocurrida el 29 de abril, arrojó testimonios documentados de tortura sistemática, abuso físico severo y violencia sexual contra los participantes detenidos.

El Acuerdo de Asociación UE-Israel contiene obligaciones vinculantes en materia de derechos humanos. Dichas obligaciones están siendo violadas de manera abierta y reiterada. La continua inacción por parte de las instituciones europeas convierte a la UE en cómplice de este patrón de impunidad.

Por consiguiente, exigimos:

  • La suspensión inmediata del Acuerdo de Asociación UE-Israel hasta que se cumplan sus disposiciones en materia de derechos humanos; la liberación inmediata e incondicional de todos los participantes de la flotilla que se encuentran detenidos;
  • Una investigación internacional independiente sobre el alcance total de la complicidad de los Estados miembros de la UE en el secuestro, la detención y la violencia física y sexual documentada infligida a los participantes de la flotilla por las fuerzas israelíes. Europa no puede seguir mirando hacia otro lado. Cada omisión de actuación envía a Israel la señal de que la ilegalidad no conlleva coste alguno. Esa señal debe cesar de inmediato.

Firmas:

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