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Autonomia y Resistencia

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EZLN

Transmisión en vivo del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio). Jueves 23 de julio, 18:00 horas

Jueves 23 de julio, 18:00 horas

Transmisión en vivo
Semillero Guerra contra la Humanidad

(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

Andrea Horcasitas Martínez. “Frente al horror, la búsqueda y la promesa del reencuentro» 
Raúl Romero. «Corporaciones criminales y las luchas por la Vida”
Comisión Sexta Zapatista

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Grupo de trabajo Frontera Chiapas

Chiapas, la paz pendiente

📢 Chiapas, la paz pendiente
📖 Informe 2025 del Grupo de Trabajo Región Frontera

👉🏽 El presente informe documenta la situación de derechos humanos en la Región Sierra-Frontera de Chiapas durante el periodo comprendido entre diciembre de 2024 y diciembre de 2025, coincidiendo con el primer año de la administración estatal encabezada por Eduardo Ramírez Aguilar y la implementación de una nueva estrategia de seguridad presentada públicamente como un proceso de pacificación.

👉🏽 La investigación, realizada por el Grupo de Trabajo Región Frontera (GTRF), da continuidad al informe Asedio a la vida cotidiana, terror para el control del territorio y graves violaciones a los derechos humanos, publicado en enero de 2024. A partir de testimonios de habitantes de la región, entrevistas con personas expertas, información oficial y documentación de organizaciones de derechos humanos, este informe analiza tres fenómenos estrechamente vinculados: la desaparición forzada de personas, el desplazamiento forzado interno y los impactos de la estrategia de seguridad implementada por el Estado.

🔗 Consulta el informe y el sitio web aquí: https://grupotrabajofronterachiapas.org.mx/

#ChiapasLaPazPendiente #RegionFrontera #DesaparicionForzada #DesplazamientoForzado

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Dia 3 do Encontro “Guerra contra a Humanidade”

Dia 3 do Encontro “Guerra contra a Humanidade”
(As populações e a natureza sob cerco)

22 de julho de 2026
Cideci / Universidad de la Tierra, Chiapas

No auditório lotado do Cideci / Universidad de la Tierra Chiapas, reuniram-se, em 22 de julho de 2026, 645 pessoas de 27 regiões do mundo, além de mais de 200 “escutas” zapatistas, para o terceiro dia do Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio).

Nesse grande espaço de pensamento crítico, foram compartilhadas reflexões profundas sobre a fase atual do capitalismo, assim como sobre o genocídio do povo palestino, mas também sobre sua resistência e dignidade.

Compartilhamos aqui um resumo das conferências, bem como os áudios e os links para os textos completos, que consideramos fundamentais para compreender o nosso mundo e, assim, construir coletivamente alternativas reais diante do desastre que nos assola.


Carlos Alberto Ríos Gordillo – “Rastrear a hidra de muitas cabeças. Pistas para uma contra-história rebelde”

Texto da fala completa aqui.

(Baixe o áudio aqui)

O historiador Carlos Alberto Ríos compartilha uma reflexão sobre o pensamento crítico diante da hidra capitalista, representada como uma “hidra de muitas cabeças”, que pode ser compreendida e enfrentada quando aprendemos a ler seus rastros, identificar suas transformações e reconhecer a forma como reproduz a exploração, o despojo, a repressão e a devastação da natureza.

Ríos retoma o seminário “O pensamento crítico diante da hidra capitalista”, realizado há mais de uma década, no qual o Exército Zapatista de Libertação Nacional comparou o capitalismo à hidra da mitologia: um monstro que se fortalece sempre que é atacado. No entanto, afirma que ele não é invencível, e que sua principal fraqueza pode ser descoberta por meio do pensamento crítico e da organização coletiva.

O historiador recorda um dos relatos da sabedoria do Velho Antônio, no conto “Os riachos quando descem”, que simboliza aqueles que “leem os rastros”: pessoas que não apenas observam os sinais, mas identificam o perigo na montanha, se escondem, antecipam-se e se preparam para o ataque. Mas, enfatiza, não basta identificar o adversário; é preciso compreender como ele reescreve a história para justificar a dominação e ocultar as causas profundas da desigualdade.

Segundo Ríos, é fundamental narrar a história a partir da perspectiva dos povos que resistem, e não da versão dos vencedores. Cada rastro do capitalismo — massacres, desaparecimentos, espoliações, crises ambientais ou megaprojetos — revela a lógica da acumulação de capital por trás dos conflitos contemporâneos.

O historiador reivindica a experiência da autonomia zapatista e a forma como os zapatistas aprenderam a ler o mundo, narrar sua história e revelar aquilo que se encontra ao redor dos rastros. A partir deles, sabem quem é o inimigo, de onde veio, como mudou, para onde vai e como enfrentá-lo.

Ríos interpreta as treze reivindicações históricas do EZLN — terra, moradia, trabalho, alimentação, saúde, educação, independência, liberdade, democracia, justiça, paz, informação e cultura — como uma alternativa concreta ao modelo capitalista. São, afirma, “palavras mágicas”, pois permitem imaginar um mundo voltado para a vida. Não são apenas definições de dicionário; como ensina “A história das palavras”, do Velho Antônio, elas precisam carregar coração.

Essas demandas tornam-se práticas cotidianas nas comunidades autônomas, onde a organização, o autogoverno e o princípio de “mandar obedecendo” demonstram que outras formas de vida são possíveis.

Ao mesmo tempo, alerta que o capitalismo não combate apenas militarmente as experiências rebeldes, mas também procura apropriar-se de seus aprendizados por meio de estratégias contrainsurgentes, programas assistencialistas e mecanismos de cooptação. Por isso, insiste: ler os rastros do inimigo não basta; a verdadeira defesa está na organização comunitária e na construção permanente de alternativas.

Conclui afirmando que “rastrear” não é apenas um método de interpretação da história, mas uma ferramenta política para desmascarar o poder e revelar possibilidades de transformação onde o sistema insiste em afirmar que não há alternativas. Nessa perspectiva, a contra-história zapatista convida a narrar o mundo “desde baixo e à esquerda”, reconhecendo na resistência cotidiana dos povos o lugar onde ainda é possível semear esperança diante da crise global.


Mateo Crossa Niell: Os novos rostos da exploração na guerra do capital contra a classe trabalhadora

Texto da fala completa aqui.

(Baixe o áudio aqui)

O pesquisador e doutor em Estudos Latino-Americanos pela UNAM, Mateo Crossa Niell, afirmou que o capitalismo atravessa uma nova etapa marcada pela acelerada concentração da riqueza e pela aliança entre o capital financeiro e as grandes corporações tecnológicas, processo que transforma as formas de exploração do trabalho e o papel dos Estados.

Durante sua conferência no Cideci/UniTierra Chiapas, explicou que, após a pandemia de COVID-19, a concentração do capital aumentou em velocidade sem precedentes. Destacou que o centro do poder econômico já não está apenas nos grandes empresários, mas em gestoras globais de ativos como BlackRock, Vanguard e State Street, cuja influência se estende a milhares de empresas estratégicas, incluindo as principais companhias de tecnologia.

Crossa afirmou que essa convergência entre finanças e tecnologia permite concentrar o controle sobre plataformas digitais, infraestrutura computacional e inteligência artificial. Segundo ele, essas ferramentas não estão voltadas para libertar o trabalho humano, mas para intensificar a exploração, fortalecer monopólios e ampliar os mecanismos de vigilância e controle.

Também argumentou que o ressurgimento dos discursos nacionalistas responde à necessidade do capital de voltar a utilizar o Estado-nação como instrumento para reorganizar a competição global, legitimar processos de militarização e proteger os interesses econômicos dominantes.

Na segunda parte da exposição, abordou as novas formas de exploração do trabalho. Contestou a ideia de que a inteligência artificial substituirá massivamente os trabalhadores e sustentou que, ao contrário, ela amplia e reorganiza a exploração do trabalho humano. Afirmou que a classe trabalhadora atual inclui não apenas operários industriais, mas também empregados do setor de serviços, entregadores por aplicativo, trabalhadores de plataformas digitais, desenvolvedores de software, profissionais da logística, migrantes e pessoas que realizam tarefas invisíveis para treinar sistemas de inteligência artificial.

Retomando o conceito de “infoproletariado”, explicou que milhões de pessoas trabalham sob vigilância permanente, ritmos intensificados e crescente precarização. Criticou os modelos de contratação por plataformas, que mantêm os trabalhadores disponíveis sem garantir renda mínima e excluem o tempo de espera da jornada de trabalho, transferindo os riscos empresariais para quem trabalha.

Destacou ainda a existência dos chamados ghost workers (“trabalhadores fantasmas”), pessoas que, de suas casas, rotulam imagens, textos e dados para treinar algoritmos, geralmente por meio de subcontratações internacionais, recebendo baixos salários e utilizando seus próprios recursos. Para ele, a inteligência artificial não elimina o trabalho humano, mas o torna invisível.

Como conclusão, Crossa Niell afirmou que a classe trabalhadora do século XXI é mais ampla, diversa e dispersa do que nunca, mas continua sendo a base do funcionamento do capitalismo. Diante das novas formas de exploração, defendeu o reconhecimento dessa nova composição do trabalho e o fortalecimento da organização coletiva como resposta aos desafios do capitalismo contemporâneo.


Subcomandante Insurgente Moisés

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

O Subcomandante Insurgente Moisés afirmou que o problema central do capitalismo é a propriedade privada, origem da exploração, da desigualdade, da injustiça e da destruição da vida. Explicou que os zapatistas escutam atentamente as análises apresentadas no encontro para confirmar, a partir de diferentes realidades do mundo, que o sistema capitalista concentra cada vez mais o poder econômico, político e militar nas mãos de poucos proprietários.

Diante disso, afirmou que a principal pergunta já não é como funciona o sistema, mas o que fazer para transformá-lo. A resposta construída pelas comunidades zapatistas é o comum, uma forma coletiva de organizar a vida inspirada nas experiências de seus antepassados, que enfrentaram a exploração organizando-se comunitariamente.

Explicou que o comum não significa retirar os bens individuais, mas produzir coletivamente aquilo que beneficiará a todos: a terra, a saúde, a educação, o conhecimento e os frutos do trabalho. Insistiu que esse modelo nasce da prática, do aprendizado constante e da organização.

Também ressaltou que a transformação exige a participação de todas as gerações: os mais velhos contribuem com sua experiência e os mais jovens garantem a continuidade da luta. Defendeu ainda que a organização deve surgir em todos os espaços onde exista exploração — no campo, na cidade, nas escolas, nos hospitais, nas fábricas e entre os povos originários — fortalecendo-se sobretudo pela prática.

Criticou as políticas da chamada Quarta Transformação, considerando que aprofundaram a fragmentação das comunidades e favoreceram novas formas de espoliação. Por fim, advertiu que o capitalismo acelera a destruição da natureza e afirmou que ninguém libertará os povos se eles próprios não se organizarem. Concluiu que o capitalismo é um sistema desumano, cruel e criminoso, impossível de ser humanizado, defendendo a construção de alternativas coletivas desde baixo e em comum.


Capitão Insurgente Marcos – O amor e o desamor segundo o Exército Zapatista de Liberação Nacional

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

Para o EZLN, explicou poeticamente o Capitão Insurgente Marcos, o amor e o desamor são princípios éticos e políticos. O amor, afirmou, é uma semente que exige cuidado, perseverança e compromisso constante para florescer. O verdadeiro amor não busca a semelhança, mas nasce do reconhecimento e do respeito às diferenças, preservando um caminho comum sem que cada pessoa ou coletivo renuncie à sua própria identidade. Para o zapatismo, amar significa fazer com que aqueles que caminham juntos sejam sempre melhores, tanto individual quanto coletivamente.

Em contraste, o desamor está relacionado ao esquecimento, ao oportunismo, ao interesse passageiro e ao uso das pessoas ou das lutas para obter benefícios próprios. O EZLN distingue, assim, aqueles que permaneceram solidários ao longo do tempo daqueles que se aproximaram apenas por conveniência ou por modismo.

O EZLN também reconhece e agradece a todos que acompanham a luta zapatista há décadas: comunidades religiosas comprometidas, defensoras e defensores de direitos humanos, artistas, intelectuais, organizações sociais, jovens, pessoas mais velhas — ou “de juízo” — e movimentos do México e do mundo que compartilharam essa resistência sem deixar de ser quem são. Destaca, de maneira especial, as mães buscadoras, cuja luta representa um exemplo de dignidade e resistência.

Por fim, o EZLN estende esse amor solidário a todas as lutas históricas contra a opressão e, em particular, à Palestina, símbolo contemporâneo que concentra as contradições, as violências e as resistências diante do capitalismo, e cuja causa permanece como uma expressão viva da luta pela vida e pela dignidade.


Micaela Gramajo – “Proyecto Olivo”

Texto completo aquí.

(Descarga el audio aquí)

Micaela Gramajo apresentou uma reflexão sobre a história da Palestina, o sionismo e o papel da arte como ferramenta de memória, denúncia e solidariedade. Iniciou sua exposição com um percurso histórico que situou a Palestina como um território habitado, com vida política, social e cultural própria antes da criação do Estado de Israel. Explicou que a Declaração Balfour (1917), a imigração sionista promovida durante o mandato britânico, a Nakba de 1948, a ocupação de 1967 e o bloqueio de Gaza consolidaram um processo de colonização, expropriação e apartheid que, segundo ela, culmina no atual genocídio.

A autora definiu o sionismo como uma ideologia política colonial e ressaltou que ele não deve ser confundido com o judaísmo. Lembrou a existência de correntes históricas de judeus antissionistas, como o Bund, e criticou o uso da acusação de antissemitismo para desqualificar críticas ao Estado de Israel. A partir de sua própria história familiar — marcada pelo Holocausto e pelo exílio durante a ditadura argentina — relatou como chegou ao antissionismo e sua participação no coletivo Judíes por una Palestina Libre, que defende o fim do genocídio, o direito de retorno do povo palestino e a articulação das lutas por justiça.

Na segunda parte de sua intervenção, apresentou o processo de criação da obra Projeto Oliveira, uma peça teatral desenvolvida em conjunto com duas meninas mexicanas e o palestino Omar, cuja história familiar permitiu narrar a história da Palestina desde 1948 até os dias atuais. Destacou que a obra privilegia o testemunho e a presença das próprias crianças em cena, em vez da representação teatral tradicional, transformando o palco em um espaço de encontro, aprendizado e solidariedade.

Por fim, Gramajo refletiu sobre o adultocentrismo e propôs reconhecer crianças e jovens como sujeitos políticos, capazes de participar, decidir e transformar sua realidade. Defendeu a construção de formas de protagonismo compartilhado entre gerações e concluiu lembrando o impacto devastador da guerra sobre a infância palestina, reafirmando a necessidade de ouvir suas vozes e manter viva a solidariedade com a Palestina.


Ivan Prado – Palestina, palavra semente de esperança, raiz da humanidade

Texto completo aqui.

(Baixe o áudio aqui)

Em uma emocionante intervenção, Iván Prado compartilhou uma reflexão política e pessoal sobre a Palestina a partir de sua experiência como integrante do Pallasos en Rebeldía, organização com a qual atua há mais de duas décadas em territórios palestinos. Por meio de relatos vividos em Gaza e na Cisjordânia, mostrou como a arte — especialmente o circo e o teatro — se transforma em uma forma de resistência diante da ocupação. Destacou a dignidade, a solidariedade e a capacidade de esperança do povo palestino, simbolizadas na história de um palhaço que continuou levando alegria aos pacientes de um hospital durante um apagão provocado pela falta de combustível. Para Prado, essas experiências demonstram que a vida e a solidariedade são mais fortes do que a destruição.

Prado sustenta que Israel constitui um projeto militar e colonial baseado na ocupação, no despojo e na destruição sistemática do território palestino, que define como uma forma de “necrocolonialismo”. Segundo ele, essa lógica busca não apenas controlar a terra, mas também apagar a memória, a cultura e as condições de vida do povo palestino. Ao mesmo tempo, afirma que o Estado israelense exerce forte influência internacional nos campos político, midiático e tecnológico.

Diante desse cenário, defende o fortalecimento da solidariedade internacional por meio de iniciativas como o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) e enfatiza a importância de distinguir entre judaísmo e sionismo, reconhecendo a existência de comunidades e movimentos judaicos antissionistas que rejeitam as políticas do Estado de Israel.

Prado conclui que a Palestina tornou-se um símbolo universal de resistência e esperança. Sua luta ultrapassa as fronteiras geográficas e representa a defesa da dignidade humana diante da injustiça. Hoje, afirma, a Palestina é uma “palavra-semente” que inspira a solidariedade internacional e a construção de um mundo mais justo, no qual a resistência e a vida prevaleçam sobre a violência e a opressão.

Fotos: Radio Pozol

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Día 3 – Semillero “Guerra contra la Humanidad”

Día 3 del Semillero “Guerra contra la Humanidad”
(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

22 de julio de 2026
Cideci / Universidad de la Tierra, Chiapas

En el auditorio repleto del Cideci / Universidad de la Tierra Chiapas, se reunieron, este 22 de julio de 2026, 645 personas de 27 geografías del mundo, así como más de 200 “escuchas” zapatistas, para el tercer día del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio).

En ese gran espacio de pensamiento crítico, se compartieron reflexiones potentes sobre la fase actual del capitalismo, así como el genocidio del pueblo palestino, pero también su resistencia y dignidad.

Compartimos aquí un resumen de las ponencias, así como los audios y ligas a los textos completos, que consideramos fundamentales para comprender nuestro mundo y, así, construir en común alternativas reales ante el desastre que nos acomete.


Carlos Alberto Ríos Gordillo – “Huellear a la hidra cabezona. Pistas para una contrahistoria rebelde”

Texto de la ponencia completa aquí.

(Descarga el audio aquí)

El historiador Carlos Alberto Ríos nos comparte su reflexión sobre el pensamiento crítico frente a la hidra capitalista, que representa como “La hidra cabezona”, a la que se puede comprender y enfrentar si se aprende a leer sus huellas, descubrir sus transformaciones y reconocer la forma en la que reproduce la explotación, el despojo, la represión y la devastación de la naturaleza.

Ríos comparte esta reflexión retomando el seminario “El pensamiento crítico frente a la hidra capitalista” realizado hace más de una década, donde el Ejercito Zapatista de Liberación Nacional comparó al capitalismo con la hidra de la mitología: un monstruo que se fortalece cada vez que se le ataca. Sin embargo, afirma, no es invencible, y su principal debilidad puede descubrirse mediante el pensamiento crítico y la organización colectiva.

El historiador recuerda uno de los cuentos de la sabiduría del viejo Antonio, que a través de su relato “los arroyos cuando bajan”, simboliza a estos “lectores de huellas”, que no solo contemplan el rastro, sino huellan el peligro en la montaña, para agazaparse, anticiparse y prepararse para la embestida. Pero no basta, enfatiza, sólo identificar al adversario, sino también conocer la forma en que éste reescribe la historia para justificar el dominio y ocultar las causas profundas de la desigualdad.

En este análisis, Ríos menciona que es importante narrar la historia desde la mirada de los pueblos que resisten y no desde la versión de los vencedores. Cada huella del capitalismo —masacres, desapariciones, despojos, crisis ambientales o megaproyectos— es una evidencia clara de la lógica de acumulación de capital detrás de los conflictos contemporáneos.

Ríos reivindica así la experiencia de autonomía zapatista y la manera en la que los zapatistas han leído el mundo, han narrado la historia del mundo, cómo han revelado aquello que está entorno a la huella.

A partir de las huellas de la hidra, los zapatistas saben cómo es el enemigo, de dónde ha venido, cómo ha cambiado, hacia dónde va y cómo podemos darle caza.

Ríos, entiende las trece demandas históricas del EZLN —tierra, techo, trabajo, alimentación, salud, educación, independencia, libertad, democracia, justicia, paz, información y cultura— como una alternativa concreta al modelo capitalista. Son palabras mágicas, afirma, porque nos permiten ver la magia de un mundo para la vida, de sus personajes cotidianos, de sus errores, problemas y contradicciones. … no son sólo palabras cuya definición se encuentra en un diccionario, puesto que, como aprendimos en “La historia de las palabras” del viejo Antonio, estas últimas deben llevar corazón.

Son exigencias presentadas como áreas de trabajo que se materializan en prácticas cotidianas dentro de las comunidades autónomas, donde la organización, el autogobierno y el principio de “mandar obedeciendo” demuestran que es posible construir otras formas de vida.

Asimismo, advierte que el capitalismo no sólo combate militarmente a las experiencias rebeldes, sino que también intenta apropiarse de sus aprendizajes mediante estrategias de contrainsurgencia, programas asistenciales y mecanismos de cooptación. Por ello, reitera, leer las huellas del enemigo no basta: la verdadera defensa radica en la organización comunitaria y la construcción permanente de alternativas.

Y concluye que el “huelleo” no es únicamente un método para interpretar la historia, sino una herramienta política para desenmascarar al poder y descubrir posibilidades de transformación allí donde el sistema pretende imponer la idea de que no existe alternativa. Desde esa mirada, la contrahistoria zapatista invita a narrar el mundo “desde abajo y a la izquierda”, reconociendo la resistencia cotidiana de los pueblos como el espacio donde aún es posible sembrar esperanza frente a la crisis global.


Mateo Crossa Niell: Los nuevos rostros de la explotación en la guerra del capital contra la clase trabajadora

Texto de la ponencia completa aquí.

(Descarga el audio aquí)

El investigador y doctor en Estudios Latinoamericanos por la UNAM, Mateo Crossa Niell, sostuvo que el capitalismo atraviesa una nueva etapa marcada por una acelerada concentración de la riqueza y por la alianza entre el capital financiero y las grandes corporaciones tecnológicas, proceso que está transformando las formas de explotación laboral y el papel de los Estados.

Durante su conferencia en el Cideci/UniTierra Chiapas, explicó que, tras la pandemia de COVID-19, la concentración del capital se incrementó a una velocidad sin precedentes. Señaló que el centro del poder económico ya no reside únicamente en los grandes empresarios, sino en gestoras globales de activos como BlackRock, Vanguard y State Street, cuya influencia se extiende a miles de empresas estratégicas, incluidas las principales compañías tecnológicas.

Crossa afirmó que esta convergencia entre finanzas y tecnología permite concentrar el control sobre plataformas digitales, infraestructura informática e inteligencia artificial. Desde su perspectiva, estas herramientas no están orientadas a liberar el trabajo humano, sino a intensificar el despojo, fortalecer los monopolios y ampliar los mecanismos de vigilancia y control.

El investigador también planteó que el resurgimiento de los discursos nacionalistas responde a la necesidad del capital de utilizar nuevamente al Estado-nación como instrumento para reorganizar la competencia global, legitimar procesos de militarización y proteger los intereses económicos dominantes.

En la segunda parte de su exposición abordó las nuevas formas de explotación laboral. Rechazó la idea de que la inteligencia artificial sustituirá masivamente a las personas trabajadoras y sostuvo que, por el contrario, amplía y reorganiza la explotación del trabajo. Señaló que la clase trabajadora actual incluye no solo a obreros industriales, sino también a empleados del sector servicios, repartidores por aplicación, trabajadores de plataformas digitales, desarrolladores de software, personal de logística, migrantes y quienes realizan tareas invisibles para entrenar sistemas de inteligencia artificial.

Retomando el concepto de “infoproletariado”, explicó que millones de personas laboran bajo esquemas de vigilancia permanente, ritmos intensificados y creciente precarización. Criticó los modelos de contratación por plataformas, que mantienen disponibles a los trabajadores sin garantizar ingresos mínimos y excluyen de la jornada laboral el tiempo de espera, trasladando los riesgos empresariales a quienes trabajan.

Asimismo, destacó la existencia de los llamados ghost workers o “trabajadores fantasmas”, personas que desde sus hogares etiquetan imágenes, textos y datos para entrenar algoritmos, generalmente mediante subcontratación internacional, con bajos salarios y utilizando recursos propios. A su juicio, la inteligencia artificial no elimina el trabajo humano, sino que lo invisibiliza.

Como conclusión, Crossa Niell afirmó que la clase trabajadora del siglo XXI es más amplia, diversa y dispersa que nunca, pero continúa siendo el fundamento del funcionamiento del capitalismo. Frente a las nuevas formas de explotación, llamó a reconocer esta nueva composición del trabajo y a fortalecer la organización colectiva como respuesta a los desafíos del capitalismo contemporáneo.


Subcomandante Insurgente Moisés

Texto completo aquí.

(Descarga el audio aquí)

El Subcomandante Insurgente Moisés planteó que el problema central del capitalismo es la propiedad privada, origen de la explotación, la desigualdad, la injusticia y la destrucción de la vida. Explicó que los zapatistas escuchan con atención los análisis presentados en el encuentro para confirmar, desde distintas realidades del mundo, que el sistema capitalista concentra cada vez más el poder económico, político y militar en manos de unos cuantos propietarios.

Frente a ello, afirmó que la principal pregunta ya no es describir cómo funciona el sistema, sino qué hacer para transformarlo. La respuesta que han construido las comunidades zapatistas es “el común”, una forma colectiva de organizar la vida inspirada en las experiencias de sus antepasados, quienes enfrentaron la explotación organizándose de manera comunitaria.

Explicó que el común no significa quitar las pertenencias individuales, sino producir colectivamente aquello que será de beneficio compartido: la tierra, la salud, la educación, el conocimiento y los frutos del trabajo. Insistió en que este modelo no proviene de un manual, sino de la práctica, el aprendizaje constante y la organización.

El subcomandante insistió en que la transformación requiere la participación de todas las generaciones: los mayores aportan su experiencia y los jóvenes garantizan la continuidad de la lucha. También destacó que la organización debe surgir desde cada espacio donde existe explotación —el campo, la ciudad, las escuelas, los hospitales, las fábricas y los pueblos originarios— y fortalecerse mediante la práctica, más que por la teoría.

Criticó las políticas de la llamada Cuarta Transformación, al considerar que han profundizado la fragmentación de las comunidades y favorecido nuevas formas de despojo. Finalmente, advirtió que el capitalismo acelera la destrucción de la naturaleza y sostuvo que nadie liberará a los pueblos si estos no se organizan por sí mismos. Concluyó que el sistema capitalista es inhumano, cruel y criminal, y rechazó la idea de que pueda ser humanizado, llamando a construir alternativas colectivas desde abajo y en común.


Capitan Marcos – El amor y el desamor según el Ejército Zapatista de Liberación Nacional

Texto completo aquí.

(Descarga el audio aquí)

Para el EZLN, explicó poéticamente el Capitán Insurgente Marcos, el amor y el desamor son principios éticos y políticos. El amor, dijo, es una semilla que requiere cuidado, perseverancia y compromiso constante para florecer. El amor verdadero no busca la semejanza, sino que nace del reconocimiento y respeto de las diferencias, manteniendo un camino común sin renunciar a la identidad de cada persona o colectivo. Para el zapatismo, amar implica procurar que quienes caminan juntos sean siempre mejores, individual y colectivamente.

En contraste, el desamor tiene que ver con el olvido, el oportunismo, el interés pasajero y la utilización de las personas o de las luchas para obtener beneficios propios. El EZLN distingue así entre quienes han permanecido solidarios a lo largo del tiempo y quienes se acercaron únicamente por conveniencia o moda.

El EZLN reconoci y agradece a quienes han acompañado la lucha zapatista durante décadas: comunidades religiosas comprometidas, defensores de derechos humanos, artistas, intelectuales, organizaciones sociales, jóvenes y jóvenas, personas mayores o “de juicio” y movimientos de México y del mundo que han compartido la resistencia sin dejar de ser quienes son. En particular, las madres buscadoras, cuya lucha es un ejemplo de dignidad y resistencia.

Finalmente, el EZLN extiende ese amor solidario a todas las luchas históricas contra la opresión y en particular a Palestina: el símbolo contemporáneo que concentra las contradicciones, las violencias y las resistencias frente al capitalismo, y cuya causa representa una expresión vigente de la lucha por la vida y la dignidad.


Micaela Gramajo – “Proyecto Olivo”

Texto completo aquí.

(Descarga el audio aquí)

Micaela Gramajo presentó una reflexión sobre la historia de Palestina, el sionismo y el papel del arte como herramienta de memoria, denuncia y solidaridad. Inició con un recorrido histórico que ubicó a Palestina como un territorio habitado y con una vida política, social y cultural propia antes de la creación del Estado de Israel. Explicó que la Declaración Balfour (1917), la inmigración sionista promovida durante el mandato británico, la Nakba de 1948, la ocupación de 1967 y el bloqueo de Gaza consolidaron un proceso de colonización, despojo y apartheid que, afirmó, desemboca en el actual genocidio.

La autora definió al sionismo como una ideología política colonial y sostuvo que no debe confundirse con el judaísmo. Recordó la existencia de corrientes históricas de judíos antisionistas, como el Bund, y criticó el uso del antisemitismo para descalificar las críticas al Estado de Israel. Desde su propia historia familiar —marcada por el Holocausto y el exilio de la dictadura argentina— relató cómo llegó al antisionismo y su participación en el colectivo Judíes por una Palestina Libre, que exige el fin del genocidio, el derecho al retorno del pueblo palestino y la articulación de las luchas por la justicia.

En la segunda parte de su intervención explicó el proceso de creación de la obra “Proyecto Olivo”, una pieza teatral construida junto con dos niñas mexicanas y el palestino Omar, cuya historia familiar permitió narrar la historia de Palestina desde 1948 hasta la actualidad. Destacó que la obra privilegia el testimonio y la presentación de las propias niñas sobre la representación teatral tradicional, convirtiendo el escenario en un espacio de encuentro, aprendizaje y acompañamiento.

Finalmente, Gramajo reflexionó sobre el adultocentrismo y propuso reconocer a niñes y jóvenes como sujetos políticos con capacidad para participar, decidir y transformar su entorno. Llamó a construir formas de coprotagonismo entre generaciones y concluyó recordando el impacto devastador de la guerra sobre la niñez palestina, reivindicando la necesidad de escuchar sus voces y mantener viva la solidaridad con Palestina.


Ivan Prado – Palestina, palabra semilla de esperanza, raíz humanidad

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En una emotiva compartición Iván Prado, nos ofreció una reflexión política y personal sobre Palestina desde su experiencia como integrante de Pallasos en Rebeldía, organización con la que ha trabajado durante más de dos décadas en territorios palestinos. A través de vivencias en Gaza y Cisjordania, relató cómo el arte, en particular el circo y el teatro, se convierten en formas de resistencia frente a la ocupación. Destacó la dignidad y la capacidad de esperanza del pueblo palestino, ejemplificadas en un payaso que continuó animando a pacientes en un hospital durante un apagón provocado por la falta de combustible. Para Prado, estas experiencias muestran que la vida y la solidaridad son más fuertes que la destrucción.

Iván Prado sostiene que Israel constituye un proyecto militar y colonial basado en la ocupación, el despojo y la destrucción sistemática del territorio palestino, al que definió como una forma de “necrocolonialismo”. Esta lógica, dijo, no solo busca controlar la tierra, sino también eliminar la memoria, la cultura y las condiciones de vida del pueblo palestino. Al mismo tiempo, el Estado israelí ejerce una fuerte y negativa influencia internacional en los ámbitos político, mediático y tecnológico.

Frente a ello, propone fortalecer la solidaridad internacional mediante acciones como el movimiento Boicot, Desinversión y Sanciones (BDS), y subraya la importancia de distinguir entre judaísmo y sionismo, reconociendo la existencia de comunidades y movimientos judíos antisionistas que rechazan las políticas del Estado de Israel.

Palestina, concluyó Prado, es un símbolo universal de resistencia y esperanza. Su lucha trasciende las fronteras geográficas y representa la defensa de la dignidad humana frente a la injusticia. Palestina se ha convertido hoy en una “palabra semilla” que inspira la solidaridad internacional y la construcción de un mundo más justo, donde la resistencia y la vida prevalezcan sobre la violencia y la opresión.

Fotos: Radio Pozol

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Subcomandante Insurgente Moisés

Palabras del Subcomandante Insurgente Moisés

Subcomandante Insurgente Moisés
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
22 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Buenas tardes compañeros, compañeras, hermanos, hermanas de México y del mundo. No traje escrito, lo escuché. Tanto los compañeros, compañeras que están ahí atrás lo escucharon.

Sabíamos, aunque no hemos escuchado de viva voz de los que ya presentaron sus palabras y más lo que falta y lo que faltará. Tal vez no van a salir algunas palabras como se traban, también a los compañeros. Y no deberían tener pena, vergüenza. Porque la vergüenza que tenemos que tener es cómo nos tiene el sistema capitalista. Esa es la que deberíamos tener vergüenza, porque vamos a permitir que va a seguir. Así que, aunque me trabe de cómo decirlo, no me importa. Lo que me importa es qué es lo que hay que hacer o qué es lo que tenemos que hacer.

Escuché y más lo que he escuchado. Tanto lo que dijo el compa y al otro último que habló, lo sabíamos, pero decíamos cuando hablamos allá en nuestros caracoles: ¿cómo sabemos bien si así está? Hay que hacer semillero. Ahí vamos a escuchar las palabras, que ojalá de los que traigan las palabras, eso es lo que han visto allá de donde vienen, es lo que han escuchado de allá donde vienen, es que lo han olfateado de lo que ya se vive allá. Porque el sistema capitalista está en el mundo, como se dice.

Para nosotros, nosotras zapatistas, lo que escuchamos es… lo decimos nada más en una palabra: propiedad, propiedad del sistema capitalista. Por eso nos hace todo lo demás que queramos decir: miseria, injusticia, desigualdad, engaño, manipulación. Hagan una lista en su cabeza de cada quien, porque es su propiedad. Nos ha hecho también a nosotros como humanos, como su propiedad, porque vamos a hacer lo que ellos quieren.

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EZLN

Transmisión en vivo del Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio). Jueves 23 de julio, 13:00 horas

Jueves 23 de julio, 13:00 horas

TRANSMISIÓN EN VIVO
Semillero Guerra contra la Humanidad

(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)

Bruno Miranda. “Miradas críticas de las migraciones y las fronteras» 
David Barrios. «El fin de las guerras y las luchas por la Vida”
Comisión Sexta Zapatista

PROGRAMACIÓN COMPLETA DEL SEMILLERO AQUÍ

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Carlos Alberto Ríos Gordillo

Huellear a la hidra cabezona. Pistas para una contrahistoria rebelde

Por Carlos Alberto Ríos Gordillo
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
22 de julio de 2026

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Lo importante es que hay que estar avizores de cualquier señal de peligro. No se trata entonces de advertir el peligro cuando ya está presente, sino de mirar los indicios, valorarlos, interpretarlos; en suma, pensarlos críticamente.

Subcomandante Insurgente Galeano,
La Tormenta, el Centinela y el Síndrome del Vigía,
mayo de 2015.

Buenas tardes a todas y todos los presentes. Me gustaría comenzar mi participación con un agradecimiento a los pueblos, comunidades y bases de apoyo zapatistas, y a la Comandancia General del Ejército Zapatista de Liberación Nacional, por haberme invitado a este semillero, creyendo que yo podía compartirles algo, cuando en realidad he sido un compañero, un alumno de la experiencia zapatista y durante años he intentado estar en la misma ruta.

Creo que es justo recordar aquí a mi querido votán de la Escuelita, a quien no he vuelto a ver desde entonces. Mateo, Caracol La Realidad, compañero, compañera, algún día vamos a echar plática otra vuelta. También recuerdo con agradecimiento a Sergio Rodríguez Lascano, donde quiera que esté.

De igual manera tengo presentes a Cédric, Olga Alejandra, Reina María, Luis Fabrizio, mi familia. Es entonces un gusto estar aquí otra vez, rodeado de personas a las que quiero, respeto y admiro; en particular a Moi y al Sup, o como le decía Cédric cuando era bebé, el Chup, cuando lo vio en la ENA durante la otra campaña y aquí mismo en el homenaje a Andrés Aubry hace casi 20 años.

Gracias comandantes, capitanes, compañeras y compañeros de allá, de aquí y también aquí atrás.

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Capitán Insurgente Marcos

El amor y el desamor según el Ejército Zapatista de Liberación Nacional | Capitán Marcos

El amor y el desamor según el Ejército Zapatista de Liberación Nacional

Por Capitán Insurgente Marcos
Semillero Guerra contra la Humanidad (Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)
22 de julio de 2026

(Descarga el audio aquí)

Siguiendo a Sombra, el guerrero, cuya segunda parte de su visión tal vez nunca se conozca, el EZLN tiene también su punto de vista sobre el amor y el desamor.

Para nosotras, nosotros y nosotroas que somos el EZLN, el amor es una semilla que no termina su destino y vocación en la siembra. Necesita el cuidado continuo, la vigilancia para detectar y anular enfermedades y plagas, el hacerle casita para que su luz no se apague, el orgullo compartido al detectar las primeras hojas dando cuerpo al tallo antes solo, la alegría del florecimiento y la celebración compartida del fruto.

No es fácil que una semilla reciba alojamiento, casa y cuidado en nuestro seno. Debe librar desconfianzas ancestrales, miradas cuestionadoras, las agudas espinas de nuestro trato, nuestras palabras no pocas veces hoscas, y debe tener la capacidad de perdurar, de resistir, de no rendirse en nuestro pecho.

Pero no dejar de ser lo que es cada quien, porque es esa distancia, esa diferencia la que se ama, la que se quiere, la que se procura. Los zapatistas no amamos al espejo, nos interesa, nos atrae, nos enamora la diferencia, pero en el camino común, con un mismo destino, aunque con pasos y velocidades diferentes.

Y aun con las fieras espinas que nos cubren, a veces encontramos palabras, pequeños obsequios absurdos e inútiles, miradas, sobre todo en miradas, la forma de transmitir un sentimiento para el que los abecedarios no tienen letras ni los diccionarios palabras.

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Autoridades comunitarias: Región Costa-Montaña, Costa-Chica, Montaña Alta y Montaña Baja

CIPOG-EZ: Comunicado de aclaración y dignidad, desmentimos la acusación del Estado en contra de Enedina Galindo

21 de julio del 2026

AL CONGRESO NACIONAL INDÍGENA

-AL CONSEJO INDÍGENA DE GOBIERNO

-A LA SEXTA NACIONAL E INTERNACIONAL

-A LAS REDES DE RESISTENCIA EN REBELDÍA

-AL EJERCITO ZAPATISTA DE LIBERACIÓN NACIONAL

-A LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN LIBRES Y DIGNOS

-A LAS ORGANIZACIONES DE LUCHAS DIGNAS EN GUERRERO

-A LOS PUEBLOS ORIGINARIOS INDÍGENAS Y CAMPESINOS DEL MUNDO, EN GUERRERO Y TODO MÉXICO.

El día 20 de julio, en el puente de Marquelia, los pueblos en resistencia se levantaron con dignidad para exigir justicia y la liberación de Jesús Plácido Galindo. Aclaramos que el bloqueo no fue encabezado por Enedina Galindo, sino por comunidades y pueblos organizados que, como siempre, caminan con la fuerza de la tierra y la memoria, defendiendo su derecho a existir con justicia y verdad. Enedina forma parte de esas comunidades, y su presencia no responde a un liderazgo individual, porque aquí no existen líderes, sino pensamientos colectivos. La lucha no pertenece a una sola persona, sino al pueblo entero que se reconoce en la palabra compartida y en la acción común. Ella participa como integrante de los pueblos que forman parte del Congreso Nacional Indígena (CNI), y desde ahí se suma a la resistencia colectiva que articula dignidades en todo el país.

Ese mismo día, fueron detenidos tres funcionarios de la Secretaría de Gobernación. Las comunidades, fieles a sus principios, los trataron con honra y respeto, porque los pueblos que han caminado a otro mundo no necesitan repetir los viejos patrones del Estado. La dignidad indígena se expresa en el trato humano, incluso hacia quienes representan a un gobierno que históricamente ha negado nuestros derechos.

Denunciamos que Francisco Rodríguez Sisnero acusó falsamente a Enedina Galindo de haber golpeado a los funcionarios. Esa acusación es mentira, carece de fundamento y busca dividir y personalizar una lucha que es del pueblo entero. En ningún momento se les dio mal trato; todo lo contrario, fueron respetados como seres humanos, porque nuestra lucha se forja en la dignidad y no en la violencia. No se vale que desde un escritorio, sin haber estado en el lugar de los hechos, se hagan señalamientos sin fundamento que buscan criminalizar y deslegitimar la voz de los pueblos.

Hoy reiteramos con firmeza: exigimos la liberación inmediata de Jesús Plácido Galindo, a quien el Estado le fabricó un delito. La criminalización de nuestros compañeros es una estrategia vieja del poder para intentar quebrar la fuerza de los pueblos, pero no lo lograrán. La memoria de nuestros abuelos y abuelas, que resistieron desde la invasión, nos recuerda que la verdad está de nuestro lado.

La movilización en Marquelia fue un acto de memoria viva: los pueblos que han resistido desde hace siglos, que han cuidado la tierra, la palabra y la comunidad, se levantaron una vez más para recordarle al Estado que la dignidad no se negocia. No se trata de nombres individuales, sino de la fuerza colectiva que sigue caminando, que sigue soñando, que sigue luchando por un mundo distinto.

Los pueblos que caminaron ese día en Marquelia lo hicieron con la certeza de que su lucha no es aislada, sino parte de una larga historia de resistencia indígena. Somos herederos de quienes defendieron la tierra contra el despojo, de quienes levantaron la voz contra la injusticia, de quienes nunca aceptaron ser silenciados. Nuestra palabra es semilla, nuestra acción es raíz, y nuestra dignidad es el fruto de siglos de resistencia.

Atentamente

Autoridades comunitarias: Región Costa-Montaña, Costa-Chica, Montaña Alta y Montaña Baja.

Por la restitución del derechos colectivos

Nunca más un México sin nosotros

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ASAMBLEA NACIONAL POR EL AGUA, LA VIDA Y EL TERRITORIO

¡Alerta Puebla! Riesgo a la integridad física y libertad de Renato Romero y Pascual Bermúdez de Xoxtla, Puebla

Al Ejército Zapatista de Liberación Nacional

Al Congreso Nacional Indígena -Concejo Indígena de Gobierno

A los pueblos que luchan y resisten en las comunidades originarias de Puebla.

A todos aquellos que vemos al ejemplo zapatista el camino donde podemos caminar juntos

A la sexta nacional e internacional

A la Europa Insumisa

HECHOS

El día de hoy, 22 de julio del 2026 llegó un grupo de más de 100 personas con actitud violenta identificados varios de ellos con apariencias de policías vestidos de civiles, con armas blancas, además de palos, a las inmediaciones del Poder Judicial de la Federación en Puebla, lugar donde se llevó a cabo la audiencia de los compañeros Renato Romero y Pascual Bermúdez criminalizados por defender el agua del pueblo de Xoxtla. Este grupo fue llevado por la patrulla de la policía estatal número 2148, claramente coordinados para amedrentar a los compañeros Renato y Pascual así como a los pueblos que les acompañan exigiendo libertad absoluta.

Las personas presentes amenazan a los compañeros y presionan para que salgan, portan pancartas con mensajes contra Renato Romero y a favor de los proyectos de muerte del gobierno estatal y federal, portan todos gorras blancas, lo cual es indicio claro de ser un grupo de choque enviado por el Estado para amedrentar a los compañeros.

ANTECEDENTES

Los antecedente de amenazas, acoso represión, y criminalizacion en contra de los pueblos empieza por las personas que son comprometidos y con voz firme en contra de la destrucción de la naturaleza y por tanto en contra de la destrucción de la vida.

    En la comunidad de San José Chiapa, donde pretenden imponer un mega basurero, mal llamado polo de desarrollo hay presencia contínua de policía y equipo táctico con tanquetas para amedrentar a la población que se organiza en contra de dicho proyecto de muerte.

    En la ciudad de Puebla, un grupo de golpeadores atacaron a manifestantes que se organizan en contra del cablebús, medios de comunicación alineados al gobierno difamaron a Renato Romero como dirigente de dicho grupo.

La violencia contra los pueblos y la guerra de exterminio se recrudece y se diversifica, los grupos de choque son parte de las estrategias para detener la lucha en defensa del agua, la vida y el territorio.

Cómo Asamblea Nacional por el Agua, la Vida y el Territorio hemos denunciado las mecánicas de guerra en dónde los programas sociales son la moneda de cambio para capacitar, formar y movilizar grupos paramilitares violentos muchas veces armados en diferentes territorios como Querétaro, Guerrero, Puebla, Xochimilco. Son movilizados para simular asambleas amañadas que avalen megaproyectos de muerte, también son movilizados para trasgredir el derecho legítimo a la protesta como son los halconazos, ahora son movilizados para amenazar la integridad física de nuestros compañeros Pascual y Renato.

EXIGIMOS

El cierte total de los procesos judiciales fabricados en contra de Renato Romero y Pascual Bermúdez defensores del agua en Xoxtla y San José Chiapa.

Exigimos garantías de seguridad de nuestros compañeros, quienes se encuentran en un grave riesgo a su integridad física por la presencia del grupo de choque con más de 100 personas en la audiencia que criminaliza su labor en la defensa territorial.

RESPONSABILIZAMOS

Al Estado mexicano:

Alejandro Armenta Mier gobernador del estado de Puebla por la intimidación , acoso, hostigamiento permanente criminalizacion y movilizacion de grupos de chique para violentar la integridad física, psicológica y labor de nuestos compañeros.

 Al Sistema de injusticia de Puebla (Poder Judicial de la Federación en Puebla) que ejecuta crímenes de Estado en contra de defensores del agua de pueblos originarios y adultos mayores, para favorecer la imposición de megaproyectos de muerte, la contaminación, sobreexplotacion , despojo y saqueo del agua en Xoxtla. Con todo un aparato de Estado.

A la presidenta Claudia Sheinbaum Pardo por pretender imponer proyectos altamente lucrativos a costa de la vida y la salud de poblaciones enteras, como lo es el mal llamado polo de desarrollo en San José Chiapa. El lucro con la muerte de nuestros pueblos es ya la estrategia política del presente gobierno.

LLAMAMOS

A los pueblos, organizaciones, colectivos e individuos a estar atentos y pronunciarse en contra de estos actos violentos en contra de quienes defienden la vida.

Hoy la guerra de exterminio se recrudece de manera importante, la violencia armada , psicológica y criminal se generaliza en nuestros pueblos, hoy el llamado es a mantenernos unidos a seguir organizandonos, a seguir convirtiendo la digna rabia en digna acción y enfrentar este sistema de muerte con movilización , con la palabra para que no nos encarcelen, nos violenten, amenazen, despojen, desaparezcan, torturen y/o asesinen.

¡Zapata vive, la lucha sigue!

¡El agua es de Xoxtla y se queda en Xoxtla!

¡NO AL MEGABASURERO EN SAN JOSÉ CHIAPA!

¡ALTO A LA VIOLENCIA CONTRA QUIENES DEFIENDEN LA VIDA!

¡ALTO A LA GUERRA CONTRA LOS PUEBLOS QUE LUCHAN Y RESISTEN!

¡ALTO A LA GUERRA CONTRA LOS PUEBLOS ORIGINARIOS!

ATENTAMENTE

TIERRA, AGUA Y LIBERTAD

HASTA QUE LA DIGNIDAD SE HAGA COSTUMBRE

EL AGUA ES EL COMÚN DE NUESTROS PUEBLOS

ASAMBLEA NACIONAL POR EL AGUA, LA VIDA Y EL TERRITORIO