{"id":55427,"date":"2026-07-25T15:38:42","date_gmt":"2026-07-25T21:38:42","guid":{"rendered":"https:\/\/radiozapatista.org\/?p=55427"},"modified":"2026-07-25T15:38:43","modified_gmt":"2026-07-25T21:38:43","slug":"dia-5-sessao-1-do-encontro-guerra-contra-a-humanidadeas-populacoes-e-a-natureza-e-a-natureza-sob-cerco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiozapatista.org\/?p=55427","title":{"rendered":"Dia 5, sess\u00e3o 1, do Encontro \u201cGuerra contra a Humanidade\u201d(As popula\u00e7\u00f5es e a natureza e a natureza sob cerco)"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Dia 5, sess\u00e3o 1, do <br><a href=\"https:\/\/radiozapatista.org\/?page_id=55029\">Semillero \u201cGuerra contra la Humanidad\u201d<\/a><br><a href=\"https:\/\/radiozapatista.org\/?page_id=55029\">(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio)<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><strong>24 de julio de 2026<br>Cideci \/ Universidad de la Tierra, Chiapas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste quinto dia do Semin\u00e1rio <strong>\u201cGuerra contra a Humanidade\u201d<\/strong> (As popula\u00e7\u00f5es e a natureza sob cerco), com o objetivo de facilitar o retorno das pessoas que vieram de outras regi\u00f5es, decidiu-se alterar a programa\u00e7\u00e3o e antecipar para a segunda sess\u00e3o do dia as apresenta\u00e7\u00f5es sobre as diferen\u00e7as, que estavam previstas para o sexto e \u00faltimo dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apresentamos aqui a primeira sess\u00e3o, na qual se discutiu, de um lado, a exclus\u00e3o, a extra\u00e7\u00e3o e a expropria\u00e7\u00e3o, bem como as formas de resist\u00eancia que surgem nas cidades; e, de outro, o ecofeminismo e suas a\u00e7\u00f5es diante tanto das viol\u00eancias de g\u00eanero quanto das agress\u00f5es contra a M\u00e3e Terra e os territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes do in\u00edcio das apresenta\u00e7\u00f5es, o Subcomandante Mois\u00e9s fez um esclarecimento sobre o <strong>Encontro de Resist\u00eancias e Rebeldias<\/strong>, o <strong>Encontro de Artes<\/strong> e a comemora\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio do levante zapatista, que, conforme anunciado no in\u00edcio do Semin\u00e1rio, ser\u00e3o realizados durante todo o m\u00eas de dezembro na Cidade do M\u00e9xico. Explicou que a log\u00edstica e os demais aspectos organizacionais ainda est\u00e3o sendo definidos e que, no momento oportuno, ser\u00e3o compartilhados mais detalhes. Ressaltou, por\u00e9m, que o que n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o \u00e9 que os zapatistas estar\u00e3o presentes e que os encontros acontecer\u00e3o na Cidade do M\u00e9xico, conforme anunciado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/dia5_03-SupMoi.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A seguir, apresentamos um resumo das duas palestras da primeira sess\u00e3o deste \u00faltimo dia do Semin\u00e1rio, juntamente com os \u00e1udios e os links para os textos completos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vicente Moctezuma Mendoza \u2013 \u201cExtra\u00e7\u00e3o, expropria\u00e7\u00e3o, exclus\u00e3o e resist\u00eancias na cidade\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><a href=\"https:\/\/radiozapatista.org\/?p=55403\">Texto completo aqui.<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>(<a href=\"https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/dia5_02-VicenteMoctezumaMendoza-1.mp3\">Baixe o \u00e1udio aqui<\/a>)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/dia5_02-VicenteMoctezumaMendoza-1.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A cidade como campo de guerra, onde o capital reorganiza o territ\u00f3rio, concentra a riqueza e expulsa quem a habita.<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pesquisador Vicente Moctezuma Mendoza descreveu uma guerra silenciosa, por\u00e9m permanente, na qual o mercado imobili\u00e1rio, os megaprojetos urbanos, a especula\u00e7\u00e3o financeira e diversas formas de viol\u00eancia reconfiguram os territ\u00f3rios em benef\u00edcio de poucos, ao mesmo tempo em que deslocam aqueles que historicamente os habitaram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segrega\u00e7\u00e3o socioespacial, explicou, n\u00e3o \u00e9 um acidente nem uma consequ\u00eancia natural das desigualdades econ\u00f4micas. \u00c9 o resultado de um modelo que concentra riqueza, servi\u00e7os, infraestrutura e investimentos em \u00e1reas privilegiadas, enquanto empurra os setores populares para periferias cada vez mais distantes, inseguras e precarizadas. O acesso \u00e0 moradia, \u00e0 \u00e1gua, ao transporte, \u00e0 cultura e at\u00e9 mesmo ao tempo para conviver com a fam\u00edlia passa a ser determinado pela capacidade de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa guerra da expropria\u00e7\u00e3o, a gentrifica\u00e7\u00e3o aparece como uma forma de coloniza\u00e7\u00e3o urbana. Bairros inteiros s\u00e3o transformados para atrair investimentos, turismo e moradores de maior poder aquisitivo, provocando o deslocamento de comunidades que, durante gera\u00e7\u00f5es, constru\u00edram ali suas redes de solidariedade, sua mem\u00f3ria e sua vida cotidiana. Ao mesmo tempo, o pesquisador denunciou a exist\u00eancia de despejos violentos, fraudes imobili\u00e1rias, cobran\u00e7a de extors\u00e3o por grupos criminosos, extors\u00f5es e mecanismos de controle territorial, dos quais participam tanto o Estado quanto o crime organizado, transformando a moradia e o trabalho em fontes permanentes de extra\u00e7\u00e3o de riqueza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, destacou que, diante da cidade projetada para atender aos interesses capitalistas, tamb\u00e9m emerge a cidade das resist\u00eancias: povos origin\u00e1rios, comerciantes, coletivos de bairro, cooperativas e organiza\u00e7\u00f5es populares que continuam defendendo seus bairros, seus espa\u00e7os de trabalho e seu direito ao territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque, como j\u00e1 foi afirmado, a cidade n\u00e3o \u00e9 apenas uma mercadoria: ela \u00e9 tamb\u00e9m um espa\u00e7o de comunidade, de mem\u00f3ria e de luta.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Iracema Gavil\u00e1n \u2013 \u201cMandatos de g\u00eanero e extrativismos: a\u00e7\u00f5es a partir do ecofeminismo\u201d<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em><a href=\"https:\/\/radiozapatista.org\/?p=55400\">Texto completo aqui.<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>(<a href=\"https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/dia5_01-IracemaGavilan.mp3\">Baixe o \u00e1udio aqui<\/a>)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/dia5_01-IracemaGavilan.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A guerra contra os territ\u00f3rios tamb\u00e9m \u00e9 travada contra o corpo das mulheres.<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os megaprojetos extrativistas n\u00e3o saqueiam apenas montanhas, florestas e rios. Eles tamb\u00e9m aprofundam as viol\u00eancias contra as mulheres, fortalecem o patriarcado e transformam os territ\u00f3rios em cen\u00e1rios de expropria\u00e7\u00e3o. Esse foi o eixo da reflex\u00e3o da pesquisadora e ativista Iracema Gavil\u00e1n, que prop\u00f4s compreender o extrativismo como uma guerra que avan\u00e7a tanto sobre a natureza quanto sobre a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de sua experi\u00eancia no acompanhamento da defesa do territ\u00f3rio sagrado de Wirikuta, Gavil\u00e1n explicou que o modelo extrativista do s\u00e9culo XXI vai muito al\u00e9m da minera\u00e7\u00e3o: inclui megaprojetos de energia, agroind\u00fastria e tecnologia que, sob o discurso do desenvolvimento e da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, continuam deslocando comunidades e mercantilizando a vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Iracema Gavil\u00e1n sustentou que o patriarcado e o capitalismo fazem parte do mesmo sistema de domina\u00e7\u00e3o. Enquanto um explora a natureza, o outro atribui \u00e0s mulheres a sobrecarga do trabalho de cuidado, intensifica as viol\u00eancias, a criminaliza\u00e7\u00e3o e os impactos sobre a sa\u00fade das pessoas que vivem nos territ\u00f3rios afetados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, diante dessa realidade, destacou tamb\u00e9m as m\u00faltiplas formas de resist\u00eancia constru\u00eddas por mulheres defensoras dos territ\u00f3rios, que organizam comunidades, promovem instrumentos jur\u00eddicos e colocam o corpo como o primeiro territ\u00f3rio que deve ser cuidado para sustentar a luta. Ela afirma que a defesa do territ\u00f3rio come\u00e7a pelo reconhecimento do corpo como o primeiro espa\u00e7o de resist\u00eancia, pois \u00e9 nele que habita nosso esp\u00edrito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cCorpo\u2013Terra\u2013Territ\u00f3rio \u00e9 o nosso primeiro espa\u00e7o de luta.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recordando o Dia Mundial contra a Minera\u00e7\u00e3o, Iracema Gavil\u00e1n convida \u00e0 reflex\u00e3o de que resistir significa cuidar da vida em todas as suas formas, construir alian\u00e7as e seguir caminhando diante de um modelo que amea\u00e7a tanto a natureza quanto aqueles e aquelas que a defendem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA resposta n\u00e3o \u00e9 nos resignarmos\u201d, afirmou. \u201cN\u00e3o temos tempo para ficar parados, mas sim para continuar caminhando e avan\u00e7ando, cada um e cada uma a partir de suas possibilidades, para defender a vida e os territ\u00f3rios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"674\" src=\"https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RZ1-1024x674.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55421\" srcset=\"https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RZ1-1024x674.jpeg 1024w, https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RZ1-350x230.jpeg 350w, https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RZ1-768x505.jpeg 768w, https:\/\/radiozapatista.org\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RZ1.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 5, sess\u00e3o 1, do Semillero \u201cGuerra contra la Humanidad\u201d(Las poblaciones y la naturaleza bajo asedio) 24 de julio de 2026Cideci \/ Universidad de la Tierra, Chiapas Neste quinto dia do Semin\u00e1rio \u201cGuerra contra a Humanidade\u201d (As popula\u00e7\u00f5es e a natureza sob cerco), com o objetivo de facilitar o retorno das pessoas que vieram de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":55422,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,957,6,955,958,954,961,183,190],"tags":[],"class_list":["post-55427","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-audio","category-autonomia","category-chiapas","category-ezln-temas","category-megaproyectos","category-mexico","category-mujeres","category-blog","category-radiozapatista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=55427"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55427\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55428,"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55427\/revisions\/55428"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/55422"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=55427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=55427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radiozapatista.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=55427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}